terça-feira, 24 de agosto de 2010

Acesso ao Centro de Teresópolis passará por revitalização

Cara nova


Publicada em 24/08/2010 às 15h46m
O Globo
Piso em 
concreto armado colorido para a parada dos ônibus nos pontos. Foto de 
divulgação/  Prefeitura de Teresópolis
RIO - Uma obra dará cara nova à Avenida Lúcio Meira, um dos principais acessos ao Centro de Teresópolis. Um trecho de 800 metros da via, entre a Rua José Correa da Silva Junior e a Avenida J.J. de Araújo Regadas, passará por intervenções. Entre elas, troca de piso, plantio de árvores e instalação de pontos de ônibus padronizados. O projeto inclui ainda cruzamentos em borracha sintética, faixa de pedestres em piso elevado e instalação de 25 postes. Um piso tátil de alerta para deficientes visuais será instalado ao redor de orelhões, bancas de jornais e quiosques.

A reforma contará com recursos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios (Padem) e contrapartida financeira do município. O custo será de R$1,466 milhão. A obra, cuja a a primeira etapa tem previsão de duração de 90 dias, está prevista para começar no dia 30 de agosto.

Caminhões de grande porte terão circulação restrita na região central de Porto Alegre


16/8/2010
Correio do Povo

Até o final do ano será implantada, em Porto Alegre, a medida que proíbe a circulação de caminhões de grande porte na área central da cidade em horários determinados. A restrição pode se estender, também, para determinadas ruas dos bairros Moinhos de Vento e Cidade Baixa. A decisão da prefeitura, por intermédio da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), tem a finalidade de facilitar a circulação e manter bons níveis de fluidez no tráfego, com menos poluição e conflitos.

De acordo com estudos técnicos da EPTC, a proibição atinge a circulação de veículos acima de 4,5 toneladas e/ou comprimento acima de 7 metros, de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h; e aos sábados, das 7h às 14h, no interior do Centro Histórico (área em vermelho no mapa abaixo), exceto nas vias que compõem o anel viário da Primeira Perimetral (linha em azul no mapa). Entre as exceções estão os veículos prestadores de serviços de utilidade pública; veículos de guincho e destinados a socorros mecânicos, além dos transportadores de valores.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, explica as razões do projeto: “Esta é a tendência das grandes capitais, substituir os caminhões maiores pelos de menor porte, em razão dos impactos ambientais, como poluição, barulho, trepidações, deterioração do pavimento e obstrução visual, além da perturbação do tráfego, em razão de manobras lentas, raios de giro restritos e remoção difícil em casos de acidentes. A implantação do projeto acontece após uma série de reuniões com as entidades representativas dos transportadores de cargas e comércio em geral”.

sábado, 21 de agosto de 2010

Perimetrais vão permitir crescimento da ferrovia no porto de Santos


20/08/2010 - Porto Gente

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Veículos aguardam trem passar no cruzamento em frente ao terminal de transatlânticos do porto de Santos
O Porto de Santos, com seus 12 quilômetros de cais e responsável por mais de 25% das exportações brasileiras, está próximo de solucionar um problema histórico: os conflitos rodoferroviários. Nos cruzamentos entre linhas férreas e vias urbanas, enquanto o trem pede passagem, caminhões e demais veículos ficam parados. A situação era incômoda para os empresários, que reclamavam melhores acessos terrestres ao porto santista. Aos poucos, a realidade está mudando com a construção da avenida perimetral da margem direita, na cidade de Santos, e dos viadutos incluídos no projeto, que têm a função de eliminar esses indesejáveis cruzamentos. De acordo com o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Paulino Moreira da Silva Vicente, as perimetrais vão possibilitar um aumento substancial do uso das ferrovias no acesso ao Porto nos próximos três anos.
* Capítulo 1: Perimetral garantirá logística eficaz ao maior porto do Brasil
O diretor da Codesp explica que o reordenamento de terminais no Porto e a crescente participação do modal ferroviário na região criaram, ao longo da idealização da perimetral da margem direita, a necessidade de nova configuração da obra. A última grande alteração aconteceu em 2007, ano em que foram iniciadas as obras. “A margem direita era restritiva à ferrovia no passado. Hoje estamos criando a possibilidade de um grande crescimento ferroviário nos próximos anos”.
A Codesp, destaca, está trabalhando para mudar a matriz de transportes dentro do porto santista. O equilíbrio na utilização entre os modais é uma orientação federal, seguindo diretrizes da Secretaria de Portos (SEP). Atualmente, o transporte de cargas do Porto de Santos e dos demais portos brasileiros está concentrado no modal rodoviário. O diretor da Codesp classifica essa mudança como “altamente desejável” e aponta a importância de estimular o crescimento do transporte por dutovias e hidrovias, segmentos que têm grande potencial de utilização em Santos.
A busca pelo equilíbrio na utilização dos diferentes modais de transporte também é uma diretriz que será seguida na construção da avenida perimetral da margem esquerda, na cidade de Guarujá, que deve ter início ainda este ano. Além do aperfeiçoamento logístico na entrada e saída das mercadorias, Paulino revela uma grande preocupação socioambiental da direção da estatal, que busca reduzir os níveis de dióxido de carbono gerado pela “fumaça preta” dos caminhões.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Edital do Estádio das Dunas passa por audiência pública


Lançamento continua sem data e depende de aprovação de Fundo Garantidor



Área do Estádio Machadão, local da futura arena de Natal (crédito: Divulgação)
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George Fernandes - Natal
postado em 11/08/2010 11:16 h
atualizado em 11/08/2010 11:47 h

Em audiência pública realizada nesta terça-feira (10/8) na Assembleia Legislativa do RN, o assessor especial de futebol do Ministério do Esporte, Alcino Rocha, e o Gestor da Copa 2014 em Natal, Fernando Fernandes, esclareceram aos deputados todos os pontos que ainda geravam dúvidas em relação ao Mundial na capital potiguar, em especial, os detalhes sobre o Edital da Parceria Público-Privada para a construção do Estádio das Dunas/Novo Machadão. No encontro, foram também detalhados os projetos de mobilidade urbana para a cidade de Natal. Curiosamente, após menos de uma hora de debate somente dois deputados permaneciam presentes no Plenário da AL: José Dias e Fernando Mineiro, autor da propositura da audiência pública.
Sobre o lançamento do Edital de Licitação da PPP, Fernando Fernandes voltou a dizer que não há uma data definida. "Esperamos que até o fim deste mês de agosto este edital seja lançado”, disse o secretário da Copa pelo Governo do RN, que recebeu o apoio do representante do Ministério do Esporte: “O projeto de Natal é bastante funcional e está dentro do prazo. Cada cidade tem sua particularidade e não tem uma mais ou menos atrasada em relação à outra, com exceção de São Paulo, que até agora está fora da Copa pelo simples fato de ainda não ter um estádio definido. O que a Fifa exige é que todas as sedes estejam prontas para a Copa das Confederações, e Natal, pelo que já me foi passado, vai estar pronta até lá”, declarou Alcino Rocha.

Fundo GarantidorAprovada na Comissão de Justiça e Cidadania da AL nesta terça-feira (10/8), a Lei do Fundo Garantidor - necessário para a concretização de uma Parceria Público-Privada, como reza a Lei das PPPs - segue o tramite normal da Casa Legislativa e deve ser apreciada até o fim deste mês pelas Comissões de Finanças e Fiscalização e de Administração.
Só depois de passar pelas três comissões é que a Lei seguirá para votação no Plenário da AL. A previsão é que até o fim do mês este PLC possa ser votado e aprovado pelos parlamentares potiguares. A matéria foi aprovada por todos os deputados presentes; Gustavo Carvalho (PSB), Luiz Almir (PV), e Vober Junior (PPS).

“À luz da constitucionalidade, a lei está OK. O que ainda será necessário fazer é substituir um dos nove terrenos do Fundo Garantidor. O Vale das Cascatas (uma das áreas envolvidas) está sub-júdice e, portanto, não pode ser incluso no Fundo Garantidor. O Governo vai ter que rever isso”, disse o deputado Fernando Mineiro, presidente da Comissão de Justiça e Cidadania da AL. O governo já enviou para a Assembleia Legislativa do RN uma emenda em que substitui o Vale das Cascatas na via costeira, por outro terreno. O valor de mercado dos terrenos alocados soma cerca de R$ 412,5 milhões. Foi anexado ao parecer do relator Fernando Mineiro um laudo de cada terreno que fará parte do Fundo Garantidor.

ALGUNS PROJETOS DE CUIABÁ PARA A COPA 2014



Atenção: o projeto abaixo foi a base desenvolvida pela equipe do governo para estruturar Cuiabá para a Copa de 2014. Houveram mudanças e adaptações necessárias. Portanto, alguns pontos do projeto visto abaixo sofreram alterações e até relativas exclusões. [Image][Image] Confira o novo projeto de obras preparado pela Agecopa [Image]O Plano Diretor na recém criada Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá ainda não foi fechado, porém já existem projetos e intervenções que serão realizados no prazo de 56 meses a contar de Junho de 2009. Grandes obras, já necessárias há algum tempo, serão executadas e implantadas nos municípios da RMVC e seu entorno metropolitano, principalmente no que condiz a mobilidade urbana e transporte público, segurança, saúde e lazer.   O NOVO ESTÁDIO VERDÃO - Custo R$ 342 milhões
- Conclusão – Dezembro de 2012, para a realização da Copa das Confederações
- Estacionamento para 15 mil vagas
[Image]
Projeto do novo Verdão prevê a construção de um estádio moderno, no padrão europeu. Nova praça esportiva terá capacidade para mais de 42 mil pessoas e será inteiramente coberto, com estrutura para sediar grandes eventos em outras áreas.
O novo projeto do estádio Verdão, agora definitivo, prevê a construção de um estádio simples e funcional. A obra que será erguida ao lado do ginásio Aecim Tocantins, contará com um amplo complexo para visitação durante toda a semana. Parte das arquibancadas poderão ser desmontadas para que a arena ganhe mais espaço físico provisório. A obra teve início no dia 26 de abril de 2010.
A nova arena, com projeto criado pela empresa de arquitetura GCP Arquitetos de São Paulo vai comportar 42,5 mil pessoas sentadas e acomodadas para os jogos do Mundial de 2014. O projeto prevendo um estádio aberto e bem ventilado. O estádio será de múltiplo uso, para que, depois do evento, possa ser utilizado como centro de convenções, palco para shows, feiras, entre outros. A arquitetura sofreu alterações, ficou mais moderna e com estilo europeu. As divisões serão modulares e as arquibancadas poderão ser retiradas quando se fizer necessário, uma vez que serão de blocos pré-moldados.
ACESSIBILIDADE [Image]. Mobilidade Urbana e Transporte Público
Cuiabá e Várzea Grande deverá receber investimentos na ordem de R$ 950 milhões em mais de 30 intervenções que serão feitas na Grande Cuiabá. Entre elas estão: corredores exclusivos para ônibus, duplicações e ampliações de vias, assim como a construção de novas avenidas, viadutos, pontes e túneis.
Foto: Édson Rodrigues
Primeira pate dos investimentos - aproximadamente R$ 380 milhões Rodoanel – Anel Viário Norte Senador Jonas Pinheiro (R$ 42 milhões)
Trata-se de uma obra estrutural de 39,7 quilômetros de extensão, que começará no rio Cuiabá, na localidade do Sucuri, contornará a cidade até chegar a BR-364, nas proximidades do Sinuelo, casa de vinhos na saída para Rondonópolis. A via significará uma opção segura, confortável e moderna de retirada do tráfego de veículos pesados de avenidas de escoamento do trânsito da cidade, como a Fernando Corrêa da Costa e a Miguel Sutil.
O empreendimento é uma parceria do município com o governo federal, através do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (Dnit), que envolve recursos de cerca de R$ 42 milhões. O empreendimento também conta com emendas do ex-senador Antero Paes de Barros, deputados federais Telma de Oliveira e Wellington Fagundes.
O município de Várzea Grande será responsável por outro trecho do anel viário, com cerca de 12 quilômetros, que vai até a BR-163, gerando um total de 51,7 Km. A BR-364 serve de acesso a estados, como São Paulo e Goiás, assim como para cidades da região Sul de Mato Grosso, entre elas Rondonópolis. A Obra será realizada em 8 etapas e tem previsão de conclusão em 2012.
O trecho um do Rodoanel começa à margem esquerda do rio Cuiabá, na comunidade do Sucuri, até a antiga estrada da Guia, numa extensão de 1 km e a uma média de 2 km dos bairros vizinhos. Já a segunda etapa a extensão é de 4,7 km e está numa distância de 3 km das comunidades. O trecho três, onde as máquinas já estão trabalhando, começa na estrada nova da Guia até a rodovia que dá acesso à Chapada dos Guimarães, numa abrangência de 4,9 km.
O contorno continua, no trecho 4, a partir da estrada de Chapada e vai até a antiga ponte de Ferro, perfazendo 6,2 km, próximo de bairros como Novo Paraíso, Jardim Florianópolis e 1º Março, na região do CPA. Seguindo, a quinta etapa do anel viário chega a estrada Maria Hipólita, do Osmar Cabral ao Coxipó do Ouro, num trajeto de 6,5 km. O penúltimo trecho vai até o rio dos Couros, no Pedra 90, tem extensão de 7,4 km, até chegar à BR-364, próximo ao Sinuelo, com mais 9 km.
Já a etapa Várzea-Grandense tem como início a construção de uma nova ponte sobre o Rio Cuiabá (na altura da Comunidade de Bonsucesso) e, daí, se estenderá por 12 km até atingir a Rodovia BR-364/163.
Todas as intersecções do Rodoanel serão em desnível para dar maior conforto e segurança ao tráfego não chocando a demanda urbana com a demanda de cargas pesadas, além de ser em via simples, com uma faixa de rolamento, acostamento e ciclovia, de cada lado da pista (plataforma de 12m).
Prefeitura de Cuiabá
Ficha Técnica:
Extensão: 51,7 km
Custo Total Previsto: R$ 42 milhões
Início: 2007
Previsão de Término: 2013
Situação Atual: Em Execução
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Rodoanel – Anel Viário Sul Rodovia dos Imigrantes (R$ 51 milhões)
Com 29 km a Rodovia dos Imigrantes receberá duplicação em todo seu trecho. Contando também com a adequação viária de suas intersecções (trevos) mantendo o trânsito pela via mais rápido.
A previsão de início das obras é em Mar/2010 e término em Mar/2013 e está divido em 3 etapas. Além de contar com uma nova ponte sobre o rio Cuiabá e um Complexo Viário no atual Trevo do Lagarto.
O orçamento total da obra deverá ficar entorno dos R$ 51 milhões.
Ficha Técnica:
Extensão: 29 km
Custo Total Previsto: R$ 51 milhões
Início: 2010 (previsão)
Previsão de Término: 2014 (previsão)
Situação Atual: Em Processo Licitatório

- Implantações Viárias Sul/Leste
A Região Sul-Leste de Cuiabá
Nessa região residem mais de 205 mil habitantes em 102 bairros.
Atualmente as principais vias que ligam a região ao restante da cidade são apenas duas: Av. Fernando Correia da Costa e Av. Arquimedes Pereira Lima. Porém, já está em construção outros eixos viários que interligarão essa região os centro de Cuiabá, como a Avenida das Torres.
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Avenida das Torres (Leste) – Professora Edna Affi (VEAT/L)
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A avenida das Torres, obra que tem custo previsto de R$ 42 milhões, será uma via estrutural com 12,5 mil metros extensão. Terá, no percurso, três pontes que juntas representam 290 metros de comprimento. Construída em pista dupla com duas faixas de rolamento e acostamento em ambos os lados e ciclovia em uma das pistas.
Vai ligar o bairro Pedra 90 até a Avenida Dante de Oliveira, ex-avenida dos Trabalhadores, continuando pelo bairro Bela Vista até chegar aos fundos do Shopping Pantanal. A nova avenida, além de estar de conformidade com o novo plano diretor da cidade (que prevê a modernização), vai garantir o desenvolvimento de toda uma região, além de estar adequada ao aspecto ambiental e garantir o desafogo do trânsito no sentido sul-norte da Capital.
A Avenida das Torres é uma obra que tem como objetivo o adensamento de áreas não habitadas ou pouco habitadas, a integração de 14 bairros - Pedra 90, Nova Esperança, Pascoal Ramos, São Sebastião, Jardim Fortaleza, Jardim Imperial, Recanto dos Pássaros, Jardim Universitário, Jardim Industriário, Morada dos Nobres, Jardim Itália, Barbado, condomínio Alfaville e Pedregal, e vai oferecer uma nova opção de tráfego de veículos, no sentido Pedra 90 e adjacências - centro. Atualmente apenas a avenida Fernando Correa serve de ligação entre essas localidades.
Ficha Técnica:
Extensão: 12,5 km
Custo Total Previsto: R$ 42 milhões
Início: 2006
Previsão de Término: 2010 (previsão)
Situação Atual: Em Execução

Avenida das Torres (Sul) – VEAT/S – Via Estrutural Av. das Torres Sul
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É uma Via Estrutural planejada para ligar os pólos do Osmar Cabral e Tijucal aos do Parque Cuiabá e Parque Atalaia, partindo da Avenida das Torres Leste até ao futuro prolongamento da Av. Beira Rio (Sul).
Com um traçado de 9,8 Km e com previsões orçamentárias de R$ 37 milhões a VEAT/S será inteiramente em pista dupla com 3 faixas e acostamento de cada lado além de ciclovia em uma de suas laterais.
Ficha Técnica:
Extensão: 9,8 km
Custo Total Previsto: R$ 37 milhões
Início: 2011 (previsão)
Previsão de Término: 2014 (previsão)
Situação Atual: Em Projeto

Av. Beira Rio (Sul) – VEBR/S – Via Estrutural Beira Rio / Sul
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Mais uma Via Estrutural que facilitará a ligação da Região Sul com o Centro da capital. Será a ligação da Beira-Rio com sua projetada extensão do outro lado do rio Coxipó (VEBR–S), com o trecho partindo das proximidades da Avenida General Mello, passando pelo bairro São Gonçalo Beira-Rio, através de uma nova ponte, e prosseguindo rumo ao sul até a Rua “J” do Parque Atalaia e por esta até a Rodovia dos Imigrantes, próximo ao futuro Jardim Botânico de Mato Grosso. Esta nova avenida chegou a ter sua obra lançada ao final da administração Roberto França e tem como objetivo conectar toda a região de influência da Avenida Palmiro Paes de Barros na Região Sul da cidade com os centros de Cuiabá e Várzea Grande, sem passar pela Fernando Correa, desafogando este importante eixo estrutural viário da cidade.
Será em pista dupla, com 2 faixas de rolamento de ambos os lados e ciclovia.
Ficha Técnica:
Extensão: 8,5 km
Custo Total Previsto: R$ 29 milhões
Início: 2010 (previsão)
Previsão de Término: 2013 (previsão)
Situação Atual: Em novo processo Licitatório

Marginal São Gonçalo – VEMSG – Via Estrutural Marginal São Gonçalo
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Projeto de Avenida Parque a ser estabelecida em toda a margem do córrego São Gonçalo.
O projeto prevê o início de sua estrutura no trevo do Tijucal e dali seguindo o leito do córrego até o rio Cuiabá e a futura VEBR/S percorrendo 5,1 Km.
A estrutura dessa via está previsto:
1. Reflorestamento do leito do Córrego São Gonçalo;
2. Construção de equipamentos de lazer e esporte em sua extensão;
3. Pista dupla com 2 faixas de rolamento e ciclovia de cada lado;
Ficha Técnica:
Extensão: 5,1 km
Custo Total Previsto: R$ 20 milhões
Início: 2011 (previsão)
Previsão de Término: 2012 (previsão)
Situação Atual: Em Projeto

- Ampliação, Adequação e Construção de Vias (Regional Oeste)
A região Oeste de Cuiabá e Norte de Várzea Grande vem necessitando de maior integração pelo fato da ligação de ambas as regiões serem realizadas apenas pelas, já saturadas, Av. da FEB e Av. Mario Andreazza.
Pensando no impacto que a realização do evento da Copa do Mundo a ser realizado na cidade de Cuiabá em 2014 as prefeituras e o Estado irão realizar grandes intervenções na região para melhorar a ligação do Aeroporto Internacional Marechal Rondon (em Várzea Grande) ao Estádio Governador José Fragelli (em Cuiabá).
As principais obras nesta região são:

Via Estrutural Integração Oeste (VEIO)

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Uma rede viária a ser construída com uma extensão total de 5,7 Km e uma estrutura que contará com pista dupla de 3 faixas de rolamento cada e ciclovia, além da necessidade da construção de uma ponte sobre o Rio Cuiabá e a ampliação de vias já existentes nos bairros Coophamil e Cidade Alta ligando, diretamente, o Aeroporto Marechal Rondon ao Estádio Verdão.
Ficha Técnica:
Extensão: 5,7 km
Custo Total Previsto: R$ 38 milhões (incluindo futura ponte)
Início: 2010 (previsão)
Previsão de Término: 2012 (previsão)
Situação Atual: Em Processo Licitatório
Via Estrutural Várzea Grande Norte (VEVN)
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Ampliação e duplicação da Avenida Dr. Aleixo Ramos da Conceição e Estrada da Guarita, que pretende ligar a região central de Várzea Grande e o Aeroporto a umas das Comunidades Ribeirinhas mais famosas da região – Comunidade de Bonsucesso – dando estrutura logística ao turismo.
A via será duplicada contendo duas faixas de rolamento em ambos os lados e ciclovia e se tornará a principal ligação da população várzea-grandense ao estádio Verdão, em Cuiabá.
A obra está orçada em R$ 12 milhões e já em processo licitatório.
Ficha Técnica:
Extensão: 8,4 km
Custo Total Previsto: R$ 12 milhões
Início: 2010 (previsão)
Previsão de Término: 2012 (previsão)
Situação Atual: Em Processo Licitatório

Via Estrutural Beira Rio Norte
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Será a construção de um novo ramal estrutural que terá a intenção de ligar a região Oeste a Região Sul de Cuiabá desafogando as avenidas Miguel Sutil, Getúlio Vargas, Isaac Povoas, Senador Metello e Fernando Correia da Costa e transferir o excedente para a Av. Beira Rio Centro/Sul.
A via contará com 3 faixas de rolamento, ciclovia e duas pistas e receberá urbanização especial temática se tornando uma via cultural e de lazer.
Ficha Técnica:
Extensão: 7,75 km
Custo Total Previsto: R$ 21 milhões
Início: 2010 (previsão)
Previsão de Término: 2012 (previsão)
Situação Atual: Em Processo Licitatório

Av. Marginal 8 de Abril
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A reestruturação total dessa via é de suma importância para a ligação da região Centro-Sul de Cuiabá com o estádio Verdão.
O projeto conta com as seguintes especificações:
1. Cobertura total do córrego 8 de Abril;
2. Ampliação de 2 para 3 pistas de rolamento;
3. Transformação do canteiro central em avenida parque;
A reestruturação será realizada em toda a extensão da avenida (3,5 km). A obra está orçada em R$ 7 milhões e a previsão de término das obras é em 2012 com início previsto para 2011.
Ficha Técnica:
Extensão: 3,5 km
Custo Total Previsto: R$ 7 milhões
Início: 2011 (previsão)
Previsão de Término: 2012 (previsão)
Situação Atual: Em Projeto

- Via Estrutural Leste
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Projeto lançado ainda na administração de Roberto França, não foi pra frente por falta de recursos próprios da Prefeitura Municipal e junto com o Governo Estadual e Federal.
Mas como é considera uma das principais obras estruturais de Cuiabá o projeto volta a pauta neste momento.
Trata-se da ligação da Grande Morada da Serra com a Região do Coxipó da Ponte, diretamente por via marginal (do córrego do Moinho) dupla, com três pistas de rolamento e ciclovia. A obra está projetada para cumprir 3 etapas em 2 anos.
A via irá iniciar no bairro Nova Conquista (já concluído – 1,6 km) e percorrer todo o leito do córrego do Moinho cruzando o Primeiro de Março, Três Barras, Morada da Serra, Dr. Fábio, Novo Horizonte, Planalto, Res. Itamaraty, Recanto dos Pássaros, Santa Cruz, Cachoeira das Garças e Jd. Das Palmeiras até chegar na Av. Fernando Correia da Costa percorrendo 12,5 km.
Ficha Técnica:
Extensão: 12,5 km
Custo Total Previsto: R$ 57 milhões (incluindo ponte sobre o Rio Coxipó e Desnível com as avenidas das Torres e Arquimedes Pereira Lima)
Início: 2010 (previsão)
Previsão de Término: 2012 (previsão)
Situação Atual: Em Processo Licitatório por Lotes.

Via Estrutural Circular Norte (VECI-N)
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Essa via consiste na estruturação de avenidas já existentes e a implantação de um novo trecho. Será paralela a Av. Miguel Sutil e tem como principal função desafogar o tráfego intenso desta avenida.
A citada Via Estrutural Circular Norte é também de grande importância na integração viária Cuiabá-Várzea Grande. Através da Avenida Tancredo Neves (a ser reurbanizada com mais uma pista interna – já necessária) e da ponte Sérgio Mota ela se liga à Avenida Dom Orlando Chaves, no Cristo Rei, a qual poderá cruzar a Avenida da FEB também através de viaduto já hoje indispensável, chegando a Ponte Nova e de novo a Cuiabá pela Miguel Sutil, principal acesso ao Verdão. Do outro lado irá fazer a ligação da Fernando Correia da Costa com o Centro Político Administrativo e em seqüência com a Rodovia Emanuel Pinheiro e Estrada da Guia (Chapada dos Guimarães e N. Sra. Da Guia, respectivamente - dois importantes centros turísticos próximos a capital).
Dos 14 km totais da futura via, apenas 4,7 km necessitarão serem construídos do 0 (o trecho lilás da figura acima ligando o ponto 2 ao 3). Os outros trechos seriam readequados a nova realidade sofrendo ampliação. O projeto prevê tbém a construção de um túnel sob a Av. Historiador Rubens de Mendonça e um elevado sobre a Av. Fernando Correia da Costa (pontos 2 e 3, respectivamente). A obra será executada em 4 etapas e sua previsão de conclusão é de 2 anos pós o início das obras.
Ficha Técnica:
Extensão: 14 km
Custo Total Previsto: R$ 21 milhões (excluindo o túnel e o elevado)
Início: 2010 (previsão)
Previsão de Término: 2012 (previsão)
Situação Atual: Em Processo Licitatório por Lotes.

- Adequação Viária em Vias Existentes
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Três importantes e necessárias adequações viárias serão necessárias. A principal delas é a ampliação de faixa de rolamento das avenidas Fernando Correia da Costa (num trecho de 2,3 km – eixo lilás da imagem) da ponte do Coxipó até a Av. Haiti no Jd. das Américas e na Avenida da FEB (em toda sua extensão – 2,8 km – eixo vermelho da imagem)
Outra importante adequação viária será a implantação do Binário Carmindo de Campos / Gen. Mello (eixo verde da figura acima).
Na Av. Carmindo de Campo o fluxo do tráfego seguirá no sentido B-A e na Av. Gen. Mello o fluxo será no sentido D-C. Esta obra já está em execução e tem prazo de finalização em 2010.
Ficha Técnica: Ampliação Fernando Correa da Costa
Extensão: 2,3 km
Custo Total Previsto: R$ 537 mil
Início: 2010 (previsão)
Previsão de Término: 2011 (previsão)
Situação Atual: Em Projeto
Ficha Técnica: Ampliação Avenida da FEB
Extensão: 2,8 km
Custo Total Previsto: R$ 1,9 milhões
Início: 2010 (previsão)
Previsão de Término: 2011 (previsão)
Situação Atual: Em Projeto
Ficha Técnica: Binário Gen. Mello / Carmindo de Campos
Extensão: -
Custo Total Previsto: R$ 341 mil
Início: 2009 (previsão)
Previsão de Término: 2010 (previsão)
Situação Atual: Em Execução
Fontes: Prefeitura Municipal de Cuiabá, DNIT, DNER
Agradecimentos: Roberto Barrichelli Scrap: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=954614&page=2

domingo, 8 de agosto de 2010

Mapa de Fortaleza (1888)

Planta da Cidade de Fortaleza - 1888

sábado, 7 de agosto de 2010

Dnit descarta nova ponte do Guaíba antes de 2015


Governo federal admite que a construção de estrutura paralela não começará antes de 2012

FABIANO COSTA E MARCELO GONZATTO | fabiano.costa@zerohora.com.br, marcelo.gonzatto@zerohora.com.br

Zero Hora - 07/08/2010

Na manhã de 30 de julho, uma sexta-feira, centenas de gaúchos tiveram seus destinos unidos durante pouco mais de duas horas e meia de angústia devido a um prosaico parafuso quebrado que ajuda a sustentar o desgastado vão móvel da ponte do Guaíba, na Capital.

Símbolo da fragilidade logística na zona mais populosa do Estado, a peça defeituosa fez enguiçar a estrutura de concreto enquanto estava elevada para dar passagem a uma embarcação e manteve igualmente em suspenso as vidas dos usuários da travessia. Vítimas da falta de projetos destinados a oferecer alternativas, as pessoas tiveram suas rotinas alteradas pelo vazio no meio da construção.

Confira, a seguir, o que falta para a principal região do Estado deixar de ser refém da ponte e como personagens do episódio localizados por Zero Hora enfrentaram mais um dos frequentes enguiços que une – e por vezes separa – milhares de gaúchos.

Saudada à época de sua construção como um marco da modernidade porto-alegrense, a ponte do Guaíba se transformou em símbolo do atraso. Engessado pela burocracia, o governo federal admite que os engarrafamentos que atormentam os usuários da travessia deverão continuar até 2015. Se não ocorrerem sobressaltos, e todos os prazos mínimos forem cumpridos, a construção de uma estrutura paralela à atual não começará antes de 2012, e deverá se estender pelos três anos seguintes.

A previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) leva em conta os requisitos para licitar e executar todas as etapas. Apesar de a atual estrutura apresentar sinais de esgotamento há mais de uma década, faz apenas quatro meses que o sonho de desatar o nó viário gerado pelas falhas do vão móvel começou a sair dos discursos. O embrionário estudo de viabilidade que deverá ficará pronto em outubro apenas informará ao Ministério dos Transportes o custo da obra e a localização mais adequada para a futura ponte.

– Somente após a finalização deste estudo é que poderemos sentar à mesa para discutir se a obra será tocada pelo governo federal ou pela iniciativa privada – explica o diretor de Infraestrutura Terrestre do Dnit, Hideraldo Caron.

Nos gabinetes de Brasília, a construção de uma alternativa à ponte erguida em 1958 é apontada como prioridade do Planalto. O ministro dos Transportes, Paulo Passos, diz cobrar relatórios periódicos dos órgãos encarregados da iniciativa. Entretanto, no Congresso, o tema é visto com ceticismo.

– O melhor seria firmar uma parceria com a concessionária da freeway – argumenta o deputado Beto Albuquerque (PSB).

O empecilho a esse projeto é que a empresa Concepa já ofereceu à União a possibilidade de construir uma segunda travessia em troca da prorrogação do contrato de concessão, mas a ideia não seguiu adiante. O diretor-presidente da concessionária, Odenir Sanches, acredita que o projeto original já não tem mais chance de virar realidade.

– O governo não concorda com prorrogação de concessões – confirma o superintendente regional do Dnit, Vladimir Casa.

O governo estadual deverá apresentar, nas próximas semanas, o plano próprio de uma nova ligação viária entre a Região Metropolitana e a Metade Sul. A ideia também chega tarde, porém, devido à falta de capacidade econômica que marcou as finanças gaúchas nas últimas décadas.

– Como consequência dos baixos investimentos, nos apequenamos. Perdemos a noção do que significa investir, nossos representantes federais também se apequenaram – analisa o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade.

A necessidade de uma nova travessia é reforçada pelo fato de que até o modelo da ponte atual, que exige a elevação de um vão central de 57 metros e 400 toneladas, é considerado ultrapassado. A melhor saída é construir travessias altas o suficiente para permitir a passagem das embarcações.

– Hoje, em todo o mundo, evitam-se pontes com sistemas mecânicos porque dão muito problema de manutenção – avalia o engenheiro e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Luiz Carlos Pinto da Silva Filho.

E a fiscalização?

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável por fiscalizar o cumprimento de contratos de vias concedidas à iniciativa privada, não se manifestou sobre os problemas da ponte do Guaíba. Conforme a assessoria de imprensa, o diretor-geral, Bernardo Figueiredo, única autoridade indicada para tratar do assunto, se encontrava em viagem e não poderia se pronunciar sobre o caso até a próxima semana. A assessoria informou não haver queixas de descumprimento de contrato por parte da Concepa.

Os projetos que podem mudar a realidade da travessia

Confira quais são e em que estágio se encontram as mais recentes iniciativas destinadas a resolver a precária ligação da Região Metropolitana com o sul e o oeste do Estado que fica vulnerável a problemas técnicos a cada içamento:

DO GOVERNO ESTADUAL

O QUE É O PROJETO

- Implantação de um anel viário (chamado rodoanel), unindo vias como a BR-116, a BR-290 e a ERS-118 em uma rota circular. Uma ponte sairia da zona sul da Capital, sobre o Guaíba, até o município de Barra do Ribeiro.

DE ONDE VIRIA O RECURSO

- Do Piratini, com possibilidade de contratação de financiamento.

POR QUE DEMOROU

- O Estado não tinha capacidade financeira para obras de grande porte.

ESTÁGIO ATUAL

- Os detalhes do plano elaborado pelo Piratini para resolver o problema estão em fase final de elaboração por parte do governo estadual, que deverá divulgá-los nas próximas semanas. O custo estimado é de até US$ 350 milhões. Assim como a iniciativa federal, por ser uma obra de grande porte, não representa uma solução de curto prazo.

PARA COBRAR

- O projeto executivo para a construção da nova alternativa de travessia deverá ficar pronto ainda no segundo semestre, segundo expectativa do governo. A intenção anunciada pela Secretaria Estadual de Infraestrutura é de que as obras possam se iniciar em 2011.

DA CONCEPA

O QUE É O PROJETO

- Construção de uma segunda ponte, paralela e localizada próximo da atual, com pista somando oito metros de largura e sem acostamento, a fim de garantir uma alternativa viária à atual ponte.

DE ONDE VIRIA O RECURSO

- Da iniciativa privada.

POR QUE DEMOROU

- O governo federal não concorda com a prorrogação do prazo de concessão, que seria a contrapartida para a obra.

ESTÁGIO ATUAL

- Apresentado em 2007, a própria Concepa considera que o projeto hoje está defasado em relação ao que o Estado precisa – como pista mais larga devido ao crescimento da frota nos últimos anos. Por isso, a direção da concessionária considera a proposta engavetada em definitivo. O Dnit, por sua vez, informa que o governo não concorda com a condição de prorrogação da concessão da Concepa por mais 20 anos.

PARA COBRAR

- O projeto está descartado. A Concepa promete substituir nos próximos meses, porém, o atual sistema de içamento por outro, automático e menos sujeito a falhas.

DO GOVERNO FEDERAL 
O QUE É O PROJETO

- Construção de uma segunda ponte, em local e com estrutura a serem definidos, a fim de oferecer mais uma alternativa de fluxo.

DE ONDE VIRIA O RECURSO

- Do orçamento da União, mas com possibilidade de aporte de dinheiro da iniciativa privada.

POR QUE DEMOROU

- A prioridade política era o trecho metropolitano da BR-116, e não foi disponibilizado recurso para a ponte a fim de prevenir seu esgotamento.

ESTÁGIO ATUAL

- Está em andamento um estudo, no valor de R$ 650 mil, para apontar qual seria a melhor região e o tipo de travessia mais indicado. Depois disso, há R$ 10 milhões no orçamento para a elaboração do projeto da nova ponte, ainda sem valor e prazo de execução definidos. Como uma obra dessas costuma se estender por anos, não é solução de curto prazo.

PARA COBRAR - O Dnit promete a entrega do estudo sobre a ponte para outubro ou novembro. Há uma expectativa de que a obra possa começar em 2012.

Prefeitura interdita elevado


Tráfego é interrompido devido a rachaduras, que podem ter sido provocadas por infiltração na obra

07 de Agosto de 2010 - Diário da Manhã

Catherine Moraes
Da editoria de Cidades
O tráfego no elevado João Alves de Queiroz, que faz parte do viaduto localizado entre as avenidas 85 e T-63, foi interrompido na noite de ontem. A interdição aconteceu devido a rachaduras nos primeiros vinte metros do trecho sentido Jardim América-Pedro Ludovico. A Agência Municipal de Trânsito (AMT) ficou responsável pelo monitoramento e desvio de veículos no local. A principal suspeita é de que haja uma infiltração e, se confirmada, a obra de reconstrução pode durar 30 dias.
As placas de proteção do viaduto estavam amassadas até a parte inferior do monumento. Local em que também podiam ser vistas rachaduras no asfalto e nas calçadas ao longo de toda a avenida. A prefeitura foi comunicada do problema por meio de um motorista que passou no viaduto no fim da tarde de ontem. Em seguida, a construtora responsável pela obra foi avisada do problema e prometeu arcar com as despesas.
Técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e engenheiros da construtora estiveram no local para dar os primeiros esclarecimentos. Eles afirmaram que a obra poderia ter início ainda durante a madrugada, sendo necessário interditar por completo o viaduto. A construtora afirmou que funcionários vão trabalhar durante o fim de semana para recompor a parte danificada o mais rápido possível.
Os engenheiros afirmam que o trecho danificado, na verdade, não faz parte da estrutura do viaduto, sendo restrita a um aterro (parte do asfalto da T-63 que antecede o elevado). A maior suspeita da prefeitura e da empresa é que o problema seja resultado de uma infiltração. Fato que só será provado após escavação. Para eles, esta infiltração pode ter umedecido a terra lavando-a por baixo e fazendo com que a parte de cima tenha recalcado. “Quando fazemos alguma obra, não esperamos problemas como esses, mas eles surgem. Sabemos que houve um aprofundamento na parte do aterro, mas não podemos afirmar categoricamente a causa. A pior das hipóteses é a infiltração, mas ainda assim é fácil de reverter”, afirmou o secretário municipal de Infraestrutura, Leodante Cardoso.

Providências 
Para o diretor municipal de Programação de Obras Especiais, Márcio Correa, todas as providências necessárias foram tomadas a fim de evitar transtornos maiores. Ele pede para que a população evite transitar pelo local. Segundo Márcio, mesmo que apenas meia pista esteja interditada, o excesso de trânsito pode atrapalhar a escavação. “O viaduto está intacto, e agora só escavando para descobrir a real causa”, disse o diretor.
O consultor tributário Luciano Libório, 47, que é morador do local, disse que há alguns dias é notório o afundamento do asfalto na parte inferior ao viaduto. Segundo ele, há aproximadamente quatro meses começou a brotar água do chão. A Saneago teria resolvido o problema, mas em seguida o asfalto e a calçada começaram a rachar.

Inauguração em dezembro de 2008
O elevado que faz parte do viaduto da T-63, inaugurado em 12 dezembro de 2008, leva nome de João Alves Queiroz. A homenagem ao empresário foi proposta pelo vereador Clécio Alves e foi aprovada por unaminidade pela Câmara. A decisão foi sancionada pelo prefeito Iris Rezende em 16 de junho daquele ano. Clécio Alves destacou que, na época, pela história do homenageado, a prestação de contas de Goiânia com ele era pequena. “A Câmara entendeu que era o momento de homenageá-lo”, explicou o vereador.
O elevado passa por cima da trincheira Simão Carneiro, na Avenida 85, e possui 250 metros de extensão. Ao lado há um monumento  parecido ao construído na Praça Latiff Sebba (Praça do Ratinho). Este possui 72 metros e fica a 63 metros do chão por causa da inclinação. O custo total do empreendimento foi de aproximadamente R$ 20 milhões.

Governo do Ceará quer R$ 352 milhões do BNDES para obras do Castelão




Entorno do Castelão terá estacionamento e complexo multiuso (crédito: Divulgação)
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Lúcio Pontes Filho* - Fortaleza
postado em 05/08/2010 15:00 h
atualizado em 05/08/2010 15:13 h



O governo do Ceará enviou mensagem à Assembleia Legislativa solicitando autorização da Casa para contrair empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 352 milhões para a reforma do Castelão e obras no entorno do estádio.

Os recursos fazem parte da ProCopa Arenas, linha de crédito do BNDES para as obras dos estádios da Copa. O banco pode emprestar R$ 400 milhões a cada estádio, até um limite de 75% das obras.

Caso a Assembleia autorize o financiamento, os recursos serão utilizados na ampliação, reforma e modernização do Castelão, e na construção de um complexo multifuncional ao redor do estádio, que inclui 1.500 vagas de estacionamento, restaurante, museu e estrutura para eventos esportivos, sociais e culturais. O empréstimo prevê ainda a construção de uma nova sede para a Secretaria de Esportes do Ceará (Sesporte). A reforma do estádio e a construção de estacionamentos estão orçadas em R$ 452 milhões.

A mensagem começa a tramitar na Assembleia na próxima terça-feira (10) e será encaminhada para votação nas comissões de Constituição e Justiça e Orçamento e Finanças antes da votação em plenário.

Leia mais sobre a licitação do Castelão

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Motoristas aprovam novos viadutos da Via Expressa em Salvador

Publicado em 2/8/2010 07:33:24 - Jornal Feira Hoje


Ministro entrega viadutos na Rótula do Abacaxi. Inaugurado na manhã desábado (31), em Salvador, a primeira etapa da Via Expressa Baía de Todos os Santos, uma das ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Viadutos da Via Expressa
No primeiro dia de funcionamento dos dois primeiros viadutos da Via Expressa Baía de Todos os Cantos, o comerciante Jairo Arize, 55 anos, morador do Stiep, disse neste domingo (1º), que, de manhã cedo, ainda não havia acreditado no fim dos engarrafamentos na Rótula do Abacaxi. Tirou a picape da garagem, vestiu os filhos com o uniforme do Vitória, aproveitou o dia nublado e foi testar o novo equipamento urbano com os meninos.
“Realmente ficou magnífico, trabalho aqui na região há 40 anos e era o que Salvador mais precisava nesta área”, afirma o empresário, depois de algumas passagens pelos viadutos. Um deles faz a ligação Iguatemi-Retiro e o outro permitirá o tráfego no sentido contrário, em pistas de 8,8 metros de largura. Toda a obra, que ligará à BR-324, custou R$ 380 milhões, com contrapartida de R$ 40 milhões do governo baiano.
“Realmente o fluxo está mais rápido porque tiraram as sinaleiras do trecho e destravaram o trânsito”, diz o motorista de ônibus Neemias Silveira Santos, 34 anos. A obra vai ampliar o numero de faixas para o tráfego de veículos, além de proporcionar mais segurança para os motoristas. Além disso, cria um novo acesso para a Cidade Baixa.
De acordo com a Conder, a construção da Via Expressa criará uma nova alternativa para o transporte de cargas pesadas que, atualmente, utiliza as avenidas San Martim, Bonocô ou Suburbana, impulsionando o desenvolvimento da economia baiana com o comércio exterior. 

Ministro entrega viadutos na Rótula do Abacaxi 
Foi inaugurado na manhã deste sábado (31), em Salvador, a primeira etapa da Via Expressa Baía de Todos os Santos, uma das ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Foram entregues à população um viaduto que fará a ligação Iguatemi-Retiro e outro que permitirá o tráfego no sentido contrário Retiro-Iguatemi. Ao todo serão seis elevados, cada um com duas faixas, que, além de propiciar um novo acesso, darão mobilidade ao transporte de cargas que atualmente utiliza as avenidas San Martin, Bonocô e Suburbana.
“Estamos inaugurando hoje uma obra moderna e segura que resolve um problema de congestionamento em Salvador que já tem 30 anos. Em setembro, toda a Via Expressa estará pronta”, afirmou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que compareceu à cerimônia. Estiveram presentes, também, os secretários Eva Chiavon, da Casa Civil, e Cícero Monteiro, de Desenvolvimento Urbano, e o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). 
SEIS VIADUTOS 
O elevado que liga o Retiro ao Iguatemi tem 345 metros de extensão e o outro que faz o sentido contrário mede 336 metros, com 8,8 metros de largura cada. Os outros quarto viadutos, em fase de finalização, ligam a BR 324 à Avenida Heitor Dias; a Avenida Heitor Dias ao Cabula e à BR 324; Cabula-Rótula do Abacaxi e o último, ligando o Cabula à BR 324.
Os estudos de tráfego indicam que 62 mil veículos utilizarão diariamente as dez faixas do complexo da Rótula do Abacaxi, sendo seis urbanas e quatro exclusivas de carga, com média diária de 3,4 mil caminhões entrando ou saindo da região portuária.
De acordo com informações da Conder, para otimizar o processo e evitar congestionamentos durante a obra foi necessário dividir o trajeto entre a BR 324 e o Porto de Salvador (4,2 Km) em sete frentes de trabalho, cada uma com especificações e cronogramas próprios.

Obras da Via Expressa de Salvador continuam a todo vapor


da Redação 24/03/2010 - Exclusiva
O governador Jaques Wagner visitou na manhã desta quarta-feira (24) as obras da Via Expressa Baía de Todos-os-Santos na Rótula do Abacaxi (Frente II), que representam 54% do total do projeto em volume de recursos. Em ritmo acelerado, as obras cumprem o cronograma e são desenvolvidas em três frentes simultâneas, no Cabula (Frente I), na Rótula do Abacaxi (Frente II) e na Soledade (Frente III). Cerca de 1,5 mil trabalhadores diretos estão envolvidos nos serviços, sendo que até o final a previsão é que mais mil sejam incorporados.
Num clima descontraído, o servente Ubiraci Oliveira Ribeiro criou um jingle para as obras, que vão beneficiar mais de um milhão de baianos e solucionar diversos pontos críticos de trânsito em Salvador, e apresentou ao governador. “Construindo a cidade/Melhoria pro povo/São 14 viadutos que tão chegando na cidade de Salvador/Ainda têm três túneis, Maria/E tem várias estradas, irmão/É o Governo do Estado que está construindo para a população/Ligando a BR ao Porto de Salvador, Via Expressa, meu irmão”, diz o jingle
Numa parceria entre o governo da Bahia, por meio das secretarias de Desenvolvimento Urbano e de Infraestrutura e Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), e o governo federal, a Via Expressa será a maior obra viária dos últimos 30 anos em Salvador. O projeto do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) na área de infraestrutura e logística prevê um investimento de R$ 381 milhões, sendo R$ 40 milhões de contrapartida do governo da Bahia, na ligação da BR-324 ao Porto de Salvador por uma via exclusiva de transporte de cargas.
“Até 30 de junho, vamos deixar de chamar essa via de Rótula do Abacaxi. O fluxo de veículos vai melhorar. Vamos concluir o acesso até o Retiro, a travessia da Estrada da Rainha ao Porto de Salvador, além de ser o prenúncio da Ponte Salvador/Itaparica”, adiantou Wagner, que falou do recebimento de quatro propostas para a construção da ponte e destacou que as obras serão concluídas no início de 2011.
De acordo com o governador, a Ponte Salvador/Itaparica representa uma contribuição muito grande para melhorar o transporte de pessoas e de cargas e preparar, dessa forma, a capital para mais um ciclo de desenvolvimento. “Desenvolvimento hoje é logística”, declarou.
O objetivo é reduzir as desigualdades regionais, impulsionando o desenvolvimento social e a geração de emprego e renda. O novo acesso para a Cidade Baixa vai melhorar o escoamento e o tráfego, além de favorecer a capacidade de importação e exportação.
O trânsito na área central da cidade será modificado para dar mais mobilidade ao transporte de cargas, que atualmente utiliza as avenidas San Martin, Bonocô e Suburbana. Estudos apontam uma expectativa de que trafeguem pela via 62,3 mil veículos diariamente, sendo 3,4 mil de cargas e 58,9 mil comuns, utilizando as dez faixas da nova via.
Entrega das primeiras etapas
Segundo a Conder, a previsão é que as duas primeiras etapas (frentes I e II) sejam entregues à população até o final do primeiro semestre deste ano. “As obras estão a todo vapor. As frentes I e II, prioritárias para desafogar o trânsito na Rótula do Abacaxi, estão previstas para o final de junho. Os trabalhos da frente III (túneis da Soledade) já foram iniciados no sábado passado.
“As obras foram definidas em sete etapas – frentes I e II para junho, Frente III, já em andamento, para final deste ano, e frentes IV (Avenida Heitor Dias), V (Largo Dois Leões e Avenida Glauber Rocha), VI (Baixa de Quintas) e VII (Estrada da Rainha) para meados de 2011”, explicou o presidente da Conder, Milton Villas- Boas.
A Via Expressa (via rápida ou via reservada de comunicação terrestre) terá 4,3 mil metros, passando por Água de Meninos, Ladeira do Canto da Cruz, Estrada da Rainha, Largo dos Dois Leões, Avenida Heitor Dias, Rótula do Abacaxi, até chegar à Ladeira do Cabula, alcançando a BR-324. No percurso, haverá três túneis, quatro passarelas, 14 elevados (4,1 mil metros), uma ciclovia, 35,5 mil metros de passeio e 23,2 mil metros de pista de rolamento com dez faixas de trânsito (quatro para veículos de cargas).
Com a Via Expressa, o Porto de Salvador, que hoje suporta 250 mil contêineres por ano, pode ter sua capacidade ampliada para três milhões. As principais mercadorias que circulam pelo porto são móveis, metais, produtos químicos, alimentos, bebidas e borrachas e derivados.
Requalificação urbana

Para o secretário de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence, a iniciativa vai impactar nos próximos 20/30 anos na expansão urbana da cidade, além de permitir a requalificação de diversos bairros, valorizando-os e proporcionando aos moradores maior acessibilidade, mobilidade urbana e novo planejamento de investimentos imobiliários.
Além dos projetos sociais de mobilização das comunidades do entorno da nova via, estão previstas ações de requalificação urbana e ambiental, como a construção de unidades habitacionais com toda a infraestrutura, o redimensionamento de canais (macrodrenagem) e a urbanização de encostas: Túnel Américo Simas/Ladeira da Água Brusca, Ladeira da Água Brusca/Via Expressa e Via Expressa/Plano Inclinado da Liberdade.
Os dez bairros situados no entorno da via foram submetidos a um diagnóstico social, o que permitiu gerar um cadastro com o número de famílias e de comerciantes existentes no local. Com isso, 136 famílias foram inscritas no programa federal Minha Casa, Minha Vida, por apresentar renda familiar de até três salários mínimos.
Um projeto habitacional já está sendo desenvolvido para abrigar essas famílias em terrenos localizados na região onde as obras estão em execução. Dos 771 imóveis que serão desapropriados com o projeto, 95% já têm cadastro físico (características do imóvel, como tamanho, número de cômodos, tipo de piso etc.) e 66% já foram avaliados e estão em processo de negociação. As indenizações têm um custo estimado de R$ 49,2 milhões. As famílias cujos imóveis forem desapropriados terão a opção de utilizar a indenização para a compra de imóvel em outro local ou continuar morando na região.
O secretário de Infraestrutura, João Leão, reafirmou a responsabilidade do governo com as famílias do entorno e comentou o sucesso do cronograma, além de relembrar que o conjunto das obras reflete na Ponte Salvador/Itaparica. “A ponte é sonho, mas já está virando realidade”, afirmou.
Reflorestamento
O projeto pode ser considerado um modelo ambiental. Além das questões relacionadas à diminuição da emissão dos gases poluentes na atmosfera, já que será disciplinado o transporte de carga na cidade, evitando acidentes e engarrafamentos no trânsito, estão previstas ações importantes de reflorestamento.
Quanto à poluição sonora, prevista em qualquer obra da construção pesada, principalmente a que utiliza explosivos, o Estado fará o monitoramento de todas as intervenções, respeitando os índices necessários à segurança da população. O licenciamento ambiental foi concedido por unanimidade pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam), com a relatoria do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), atendidas todas as condicionantes.

Governo apresenta projeto da Via Expressa Baía de Todos-os-Santos

16/06/2009 às 11:00
  | ATUALIZADA EM: 16/06/2009 às 17:23 | COMENTÁRIOS (35)


Vítor Rocha | A TARDE
O governo apresentou nesta terça-feira, 16, o projeto da Via Expressa Baía de Todos-os-Santos, que engloba o projeto da Via Portuária. As duas primeiras fases da obra, que passa pela Ladeira do Cabula e Rótula do Abacaxi, estão previstas para terminar no segundo semestre de 2010.
O projeto completo está estimado em R$ 381 milhões, incluindo a estrutura física e desapropriação de 771 imóveis. A obra tem previsão de terminar em maio de 2011 e vai ligar a Ladeira do Cabula ao Porto de Salvador, passando por Dois Leões, Avenida Heitor Dias e Baixa de Quintas.
De acordo com Milton Villas Boas, presidente da Conder, 75% dos proprietários dos imóveis que serão desapropriados foram cadastrados. Do total, 268 desapropriações já estão sendo negociadas.
O projeto passou por reformulações para também atender às necessidades do trânsito da cidade, além de servir de ligação entre a BR-324 e o porto para o transporte de carga. Uma das mudanças no trânsito da cidade é a implantação de sentido único, em direção ao Cabula, da Ladeira da Rótula do Abacaxi. Será construído um novo acesso do bairro para Rótula do Abacaxi. 
O governo estima que serão gerados três mil empregos diretos. 

*Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line
    AVALIAÇÃO: Ruim Média

Obras da Via Expressa irão demolir 771 imóveis em Salvador

02/09/2009 às 14:06
  | ATUALIZADA EM: 02/09/2009 às 16:18 


Luisa Torreão, do A TARDE
Na manhã desta quarta-feira, 2, o coordenador executivo da Via Expressa, Armindo Gonzalez, apresentou à imprensa o projeto de desapropriações a serem feitas nos 10 bairros localizados no entorno das obras. Ao todo, serão demolidas 771 unidades, das quais 75% já têm cadastro físico com detalhamento espacial do imóvel. Dessas, 21% estão em processo atual de negociação para remoção dos moradores ou comerciantes – os primeiros podem optar pela relocação em unidade de valor similar, enquanto os segundos só terão direito à indenização.
O custo total das indenizações é estimado em R$ 49,2 milhões. Gonzalez, que também é diretor de operações da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder), informou que 136 famílias da Baixa de Quintas, Estrada da Rainha e Dois Leões estão inscritas no programa Minha Casa, Minha Vida, por apresentarem renda familiar de 0 a três salários mínimos.
O projeto prevê ainda a relocação de moradores para dois prédios com um total de 62 apartamentos, que estão sendo recuperados na Rodoviária Velha (Sete Portas). No Comércio (Rua Frederico Pontes), outros 35 apartamentos também estão sendo recuperados para a mesma finalidade.
Em nota oficial, a Conder garante que a Via Expressa irá desafogar o trânsito com seus 4,2 km de pista. Seu objetivo é ser alternativa ao transporte de cargas que hoje sobrecarrega as avenidas San Martin, Bonocô e Suburbana, além da criação de novas opções para os 62 mil veículos que vão utilizar as novas faixas da via. Outra vantagem apontada é a criação de um novo acesso à Cidade Baixa com a utilização de túneis, passarelas, viadutos e ciclovias.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Até o fim do ano, País terá 12 novos shoppings

02 de agosto de 2010 | 0h 00

Para 2011, previsão é de que 29 grandes centros comerciais sejam inaugurados no Brasil. Movimento é reflexo da capitalização das empresas, além da alta do crédito e da renda
Alexandre Rodrigues / RIO - O Estado de S.Paulo

Com os corredores climatizados cada vez mais cheios, a indústria de shopping centers aumenta a velocidade de sua expansão no Brasil ao sabor da maré mais favorável já vivida pelo setor. Após a inauguração de quatro grandes shoppings no primeiro semestre, outros 12 abrirão as portas até o fim do ano. Em 2011, serão pelo menos mais 29 shoppings, totalizando 439 em todo o País. Atualmente, há 396 empreendimentos desse tipo.
A conta é da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que só considera empreendimentos com mais de 5 mil metros quadrados de área locável. Incluindo shoppings menores, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) prevê que o País fechará 2010 com mais de 750 centros em funcionamento e ganhará outros 200 até 2015, ou seja, 40 por ano.
O principal impulso do movimento vem da explosão de consumo provocada pela alta do crédito e da renda do brasileiro, que resistiu à crise e tem ajudado as vendas dos shoppings crescerem acima do comércio em geral. Em 2009, o varejo cresceu 5,9%. Os shoppings tiveram alta nas vendas de 10% e faturamento de R$ 71 bilhões. Para 2010, a previsão é de alta de 12%.
Não são apenas os consumidores que estão de bolso cheio. Outro fator que influencia o investimento em novos shoppings é a musculatura financeira que as administradoras de shoppings alcançaram no mercado de capitais. Os principais grupos brasileiros abriram capital nos últimos anos e arrecadaram mais de R$ 4 bilhões na bolsa.
"O crescimento atual é o dobro da média dos últimos cinco anos, o que mostra a pujança do setor", diz Nabil Sahyoun, presidente da Alshop. "Depois que abriram capital, as empresas ficaram com caixa, estocaram terrenos e estão com todas as condições para os investimentos."
Só a Multiplan, uma das primeiras empresas do setor a ir à Bolsa, tem plano de investimentos de R$ 1,3 bilhão até 2012 para erguer seis novos shoppings e ampliar dois de seu atual portfólio de 13. Boa parte do orçamento vem dos quase R$ 800 milhões gerados em 2009 pelo aumento de 25% para 36,9% do capital negociado em bolsa. As ações já valorizaram mais de 30%.
Com um caixa cheio e livre de dívidas, a Multiplan ainda quer comprar. Na semana passada, investiu R$ 51,8 milhões para aumentar de 80,9% para 96,5% sua participação no Shopping Pátio Savassi, de Belo Horizonte (MG), cujo controle adquiriu em 2007. Ao mesmo tempo, a empresa pagou R$ 4,2 milhões por terrenos no entorno do shopping para futuras expansões.
A BR Malls, que tem participações em 35 shoppings, iniciou o ano com R$ 1 bilhão em caixa para aquisições. Na semana passada, ampliou a participação no Minas Shopping, de Belo Horizonte. A empresa investe R$ 383,6 milhões na expansão de sete shoppings e participa de outros cinco projetos. O Grupo Iguatemi, que em março inaugurou um shopping em Brasília, tem cinco projetos, de R$ 790 milhões.
A Aliansce fez em janeiro sua primeira oferta de ações. Captou R$ 450 milhões, elevando o capital social para R$ 916,3 milhões. Até agora, as ações valorizaram quase 30%. A empresa abre este ano um shopping em Belo Horizonte e tem planos para outros em cidades como Belém (PA) e Maceió (AL).
Lei do inquilinato. Além da capitalização das empresas, a indústria de shoppings se beneficia do bom momento da construção civil - com construtoras interessadas em se associar aos empreendimentos -, e da nova lei do inquilinato, que dá mais garantia à rentabilidade.
Além disso, os shoppings são cada vez mais vistos como opção de lazer e segurança. "É difícil definir as causas do sucesso. Acho que o conjunto é que faz esse círculo virtuoso. A verdade é que poucas vezes tivemos um momento tão extraordinário como este para a indústria de shoppings", observa Luiz Fernando Veiga, presidente da Abrasce.
"Em três anos, entre 2009 e 2011, temos mais de 60 novos lançamentos no Brasil." Com a lei do inquilinato em vigor desde janeiro, os shoppings conseguem em quatro meses o despejo de lojistas inadimplentes. Antes, as ações levavam pelo menos um ano. Com a atratividade crescente do segmento, não faltam lojistas em busca dos espaços livres.
Segundo a Abrasce, a taxa de vacância caiu do patamar tradicional de 5% a 6% para 2% este ano. Com isso, o valor do aluguel subiu em média 7,5% só entre janeiro e maio. Veiga lembra que as vendas subiram 15,2% nesse período.