terça-feira, 7 de junho de 2011

BNDES aprova financiamento de R$ 2,7 bilhões para a Eldorado

06/06/2011 - BNDES

• Empresa construirá a maior linha de produção de celulose do mundo

O BNDES aprovou financiamento de R$ 2,7 bilhões para a Eldorado Celulose e Papel, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Os recursos serão destinados à construção da maior fábrica de celulose do mundo, com uma produção de 1,5 milhão de toneladas por ano de celulose branqueada de eucalipto. A unidade deverá entrar em operação em novembro de 2012.

Os investimentos na nova planta, de R$ 5,1 bilhões, criarão mil empregos diretos e quatro mil indiretos. O apoio do BNDES equivale a 53% do valor total aportado na primeira linha da unidade de Três Lagoas, que foi projetada para receber mais duas linhas de produção de celulose, cada uma com capacidade nominal de 1,5 milhão de toneladas/ano.

A participação do BNDES, que inclui o financiamento a investimentos sociais nas áreas de influência da empresa, contribui para a entrada de uma nova empresa no setor, reforçando a vocação do Brasil para a liderança mundial na produção de celulose de eucalipto. O empreendimento também trará impactos positivos para a balança comercial brasileira, uma vez que a produção visa o mercado externo, além de abrir uma nova frente de desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, Estado tradicionalmente pecuarista.

A tecnologia adotada, além de garantir a qualidade do produto final, torna a fábrica autossuficiente em energia e possibilita a venda de um pequeno excedente (50MW). O projeto adotará as mais avançadas tecnologias disponíveis no setor e as melhores práticas ambientais, de modo a permitir alta capacidade de produção com menor utilização de recursos naturais e geração de resíduos.

A região escolhida pela Eldorado é composta por terras previamente utilizadas para pastagens, próxima a áreas de plantio de eucalipto já constituídas. O Estado do Mato Grosso do Sul apresenta uma série de aspectos favoráveis à construção de uma unidade de celulose da magnitude planejada pela Eldorado. Além de dispor de relevo, solo e clima adequados, conta com uma estrutura fundiária baseada em grandes propriedades com titularidade regularizada.

Em termos de logística, vale ressaltar o fácil acesso ao rio Paraná, que permite a navegação até São Paulo, além da existência de ferrovias que interligam o Estado ao Porto de Santos.

O apoio do BNDES ao desenvolvimento da indústria de papel e celulose tem crescido ao longo dos últimos anos. Atualmente, a carteira do Banco nesse segmento soma R$ 12 bilhões, o que representa investimentos totais de R$ 24,9 bilhões. Nos últimos 10 anos, os desembolsos do Banco para o setor atingiram R$ 14 bilhões.

A Eldorado é controlada pela J&F Participações S/A, empresa holding da JBS S/A.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Em João Pessoa, Avenidas Epitácio Pessoa e Beira-Rio serão alargadas

02/06/2011 - O Norte


A fluidez no trânsito será a prioridade no governo do atual prefeito Luciano Agra, que prevê uma série de intervenções a curto, médio e longo prazo. Com investimentos alicerçados em verbas federais através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as avenidas Epitácio Pessoa e Beira-Rio serão alargadas. Integração do transporte público, das ciclovias e binário no bairro do Castelo Branco estão entre as prioridades, cujos detalhes serão divulgados na próxima semana pelo prefeito.

As primeiras informações foram divulgadas ontem, pelo prefeito, em entrevista à Radio Tabajara. Dois dos principais pontos de engarrafamentos já têm solução. Segundo o prefeito, a Avenida Epitácio Pessoa será alargada a partir do Posto Free Way até a Beira-mar. "Já calculamos e vamos recuar um metro do canteiro central para deixarmos a avenida com três vias porque juntando com os 9,7 metros já existente em cada lado dá para deixá-la com três vias até o final", revelou o prefeito. Com essa medida não serão necessárias desapropriações e indenizações. Ainda na Epitácio Pessoa também será construído um viaduto sobre o trecho que corta a BR-230.

A avenida Beira-rio, também constantemente com tráfego lento, passará por intervenções a curto prazo e será alargada. A partir do trecho que começa na Igreja Batista até o Posto Maia, na Avenida Rui Barbosa, no bairro da Torre. O trânsito do bairro Castelo Branco também deverá fluir com mais rapidez depois da instalação de um binário, que servirá como uma segunda via para os condutotores. "Com esse binário, vamos melhorar a capacidade de circulação dos veículos naquela imediação", destaca Agra.

Um dos projetos contemplados pelo PAC da mobilidade será o aumento das ciclovias da Capital, atualmente com 65 quilômetros de extensão. Segundo Agra, a ideia é que as pessoas utilizem as bicicletas como transportes públicos. "Queremos integrar as ciclovias para que as pessoas, especialmente os estudantes se movam de bicicleta. Isso também faz parte de projetos de melhorias no trânsito", afirmou o prefeito. 

O projeto mais ousado e que devera demorar mais tempo para entrar em funcionamento será a implantação dos veículos leves sobre trilhos, cuja sigla em inglês é o LVT. Através dos veículos leves se espera integrar o sistema de transporte urbano. Embora ainda não haja previsão para começar a operar, já se sabe onde a integração irá funcionar. O prefeito anunciou que será no bairro do Varadouro. 

Fortaleza recua em obras de mobilidade para a Copa

02/06/2011 - Portal 2014

Prefeitura suspende o alargamento de quatro avenidas que dão acesso ao estádio Castelão

Almirante Henrique Barbosa, única que será alargada em Fortaleza (crédito: Arquivo)

Com problemas para tocar as obras de mobilidade urbana para a Copa de 2014, a prefeitura de Fortaleza já começa a reduzir o conjunto de intervenções viárias que visam preparar a cidade para o Mundial.

Das cinco avenidas da capital cearense que seriam alargadas para melhorar o fluxo de veículos, apenas uma passará pela intervenção –a Almirante Henrique Barbosa. A prefeitura não informou o motivo da suspensão das obras.

Segundo a Coordenadoria de Projetos Especiais da prefeitura (Cooperii), as demais avenidas –Alberto Craveiro, Dedé Brasil, Raul Barbosa e Paulino Rocha– terão melhorias em drenagem, malha viária, iluminação pública e receberão viadutos e mergulhões. Todas dão acesso ao Castelão, estádio que representará Fortaleza no Mundial.

O alargamento das cinco avenidas estava previsto no PAC da Mobilidade Urbana, que oferece financiamento mais barato e mais rapidez na liberação de recursos. Segundo acordo assinado entre a prefeitura e o governo federal no começo de 2010, o alargamento das avenidas deveria ter começado em janeiro deste ano.

Pressa
O governo federal anunciou ontem em reunião com prefeitos e governadores das cidades-sede que pretende excluir do PAC da Mobilidade Urbana os projetos que não saírem do papel até dezembro.

Presente à reunião, a prefeita Luizianne Lins afirmou que a Caixa Econômica Federal liberou R$ 206 milhões para as obras viárias em Fortaleza. O contrato deve ser assinado nesta semana e, de acordo com a previsão da prefeitura, as obras devem começar em outubro.

Atrasos

Em setembro de 2012, uma comissão da Fifa visitará as 12 cidades-sedes da Copa para confirmar se terão condições de sediar os jogos e se as exigências do caderno de encargos da entidade estão sendo atendidas.

De acordo com a Coordenadoria de Projetos Especiais da Prefeitura de Fortaleza (Cooperii), as intervenções nas cinco avenidas foram acordadas com a Fifa e estão cumprindo à risca as exigências.

Apesar do otimismo da versão oficial, a prefeitura terá o desafio de cumprir os novos prazos, o que não aconteceu em outras obras importantes. A reforma do estádio Presidente Vargas (PV), por exemplo, deveria ter sido entregue em dezembro de 2010, mas ainda não terminou. O PV substituirá o Castelão até o Mundial.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ibama libera licença de instalação da usina Belo Monte

01/06/2011 - Valor, Rafael Bitencourt

BRASÍLIA - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) informou há pouco que concedeu a licença de instalação da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). A licença, que permitirá o início das obras da usina, foi concedida à Norte Energia (Nesa) - a empresa dispunha, até agora, apenas de autorização para construir o canteiro de obras.

De acordo com o Ibama, o processo de licenciamento foi marcado por uma “robusta análise técnica e resultou na incorporação de ganhos socioambientais”. O instituto citou que, entre os benefícios, está a garantia de vazões na Volta Grande do Xingu suficientes para a manutenção dos ecossistemas e dos modos de vida das populações ribeirinhas.

O órgão ambiental explicou, por meio de nota, que a decisão de construção de apenas um canal de derivação acarretou a redução do volume de escavação em 77 milhões de metros cúbicos, equivalente a 43% do total anteriormente previsto. Esta redução é maior do que todo o volume de escavação feita para a hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO).

Outro ganho, segundo o órgão, foi a implementação de ações em saúde, educação, saneamento e segurança pública firmadas em termos de compromisso entre a Nesa, prefeituras e governo do Estado do Pará. Somente com o governo do Pará, foi assinado um Termo de Cooperação Técnico-Financeira no valor de R$ 100 milhões a ser aplicados no fortalecimento da segurança pública para atender o potencial aumento da população.

O Ibama informou ainda que será implantado 100% de saneamento básico em Altamira e Vitória do Xingu (água, esgoto, drenagem urbana e resíduos sólidos) e garantidas melhores condições de moradia para uma população que hoje mora em área de risco nos igarapés de Altamira, além da definição da faixa em 500 m de área de preservação permanente no entorno dos reservatórios.

Foi firmado ainda um acordo de cooperação com os empreendedores prevendo apoio logístico às ações de fiscalização do instituto na região para controlar os crimes ambientais, como o tráfico de animais silvestres e a exploração ilegal de madeira na região.

Segundo o instituto, a Nesa terá de investir cerca de R$ 100 milhões em unidades de conservação na bacia do rio Xingu a título de compensação ambiental, conforme determina a legislação vigente.