domingo, 24 de julho de 2011

População quer urbanização da área por onde passam os trilhos
Publicado: domingo, 24 de julho de 2011
A Prefeitura ainda não definiu nenhum projeto para a área


Por Ana Cristina Santos    

O governador André Puccinelli (PMDB) já declarou que a obra emblemática do governo do Estado, em Três Lagoas, não será a construção do contorno ferroviário e sim a revitalização da área central onde estão os trilhos, como já ocorreu em Campo Grande com a construção da Orla Morena.

Assim como na Capital, no município não será diferente. Puccinelli disse que será realizada audiência pública para a população sugerir o que deve ser feito na área com a retirada dos trilhos.

Segundo o arquiteto e urbanista Ângelo Arruda, que participou da elaboração e, agora da revisão do Plano Diretor de Três Lagoas, ainda não existe um projeto para o local. Ele disse que essa é uma área muito grande e precisa ser realizado um levantamento de todo o patrimônio. Arruda informou que no Plano Diretor, elaborado em 2006, não foi incluído nenhum item em relação ao que fazer depois da retirada dos trilhos, mas a revisão deve conter alguma proposta para o futuro dessa área.

Fonte: Jornal do Povo - Três Lagoas - MS
 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Área de antiga linha férrea será revitalizada e ganhará avenida

12/07/2011 - EPTV - Campinas

Governo federal passou para o município o direito de cessão de toda a extensão do antigo ramal ferroviário de Rio Claro

O governo passou para a prefeitura a cessão da área da antiga linha férrea de Rio Claro, na região Central do Estado de São Paulo. A intenção é fazer uma grande avenida e investir na revitalização.

Segundo os moradores, a América Latina Logística (ALL), responsável pela área, além de não fazer a manutenção do espaço, também não retirou a linha férrea, que já foi desativada há muitos anos.

Neste mês, uma decisão do governo federal passou para o município o direito de cessão de toda a extensão do antigo ramal ferroviário.

A prefeitura já elaborou projetos que prometem, inclusive, resolver o problema de inundação na Avenida Rio Claro. “Nós vamos captar essa agia, construir uma galeria embaixo da antiga linha férrea. Essa água vai ser desviada para o Córrego Olinda”, explicou o diretor de projetos e recursos Marcos Pisconti Machado.

A segunda parte do projeto envolve uma área que fica na antiga estação ferroviária. Hoje o morador que está no Centro, mas quer ir ao bairro Cervezão, precisa caminhar pelo menos um quilômetro, devido aos muros. Com a revitalização, a proposta é retirar as barreiras e tornar o espaço mais acessível. “Saindo a linha férrea, a cidade vai ficar integrada. Com essa avenida vai ter um deslocamento melhor de veículos”, disse Machado.

A prefeitura não fez um orçamento das obras, mas os recursos devem vir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Ministério das Cidades. Ainda não há previsão de quando tudo estará pronto. A prefeitura pretende terminar o projeto em até seis meses, para depois buscar recursos com o governo federal. 

domingo, 10 de julho de 2011

Norte do País vive o ''boom'' da construção vertical

10/07/2011 - O Estado de Sao Paulo, Renato Andrade

Hoje, basta um incentivo, como uma hidrelétrica, para as cidades no entorno começarem a construir prédios em série

Com o início da construção da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO), edifícios em série começaram a ser erguidos em Porto Velho, mudando a paisagem da cidade. Na esteira do entusiasmo, o preço dos imóveis e o valor dos aluguéis dispararam.

"É uma bolha. A cidade não tem condição de absorver todos esses imóveis", reconhece o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) de Rondônia, Manoel Francisco das Chagas Neto.

Atualmente, cerca de 150 empreendimentos estão em construção ou em fase de lançamento. Segundo Chagas Neto, há algo em torno de 8 mil unidades em oferta numa cidade de 428 mil habitantes, conforme dados do Censo feito pelo IBGE.

A febre da construção de prédios começou em 2007, quando o governo federal sinalizou que a as hidrelétricas de Santo Antônio, praticamente dentro de Porto Velho, e Jirau - a cerca de 100 quilômetros da capital - sairiam do papel. Com a expectativa de um aumento significativo no número de residentes e na circulação de dinheiro no município, as construtoras resolveram investir em edifícios.

"Existe um crescimento exagerado", afirma Ailton Arthur, proprietário da Social Imóveis, uma das maiores imobiliárias de Porto Velho. Proprietários de casas avaliadas em R$ 150 mil até dois anos atrás estão agora colocando os imóveis à venda por até R$ 250 mil, uma valorização de quase 70%. "Na locação tivemos reajustes de até 100% no valor do aluguel", afirma o empresário, um capixaba que trabalha no setor imobiliário porto-velhense há quase três décadas.

O problema verificado agora é que grande parte das pessoas que chegaram à cidade por conta das hidrelétricas não tem uma renda suficiente para pagar por imóveis com um custo de até R$ 4.500 por metro quadrado.

Outras cidades em verticalização também estão aprendendo a lidar com novas dificuldades - congestionamentos e insegurança começaram a preocupar localidades que nem sabiam o que era isso. Um exemplo é Nova Serrana, em Minas, que viu seu número de apartamentos aumentar 300% em dez anos. Funcionário da indústria calçadista, Celso Fernandes da Silva, de 33 anos, mudou-se há alguns anos para um apartamento em um prédio todo ocupado por sua família. "Antes, quase todo mundo morava em casa. Agora, o problema da violência cresceu demais. Estão invadindo casa a toda hora."

Sem transporte. Em Rio Branco, no Acre, chama a atenção o descaso com o transporte público. Seis torres já foram construídas na região do entorno do maior shopping da cidade e pelo menos 15 prédios e outras unidades habitacionais residenciais serão lançadas ali até 2012. Até agora, porém, apenas uma linha de ônibus atende a região.

Mesmo cidades com planejamento rígido como Palmas, no Tocantins, sofrem com a dificuldade de combinar verticalização com investimento em infraestrutura. O Plano Diretor proíbe a concentração de prédios e determina uma densidade máxima de 380 habitantes por hectare. A regra, porém, não foi suficiente para impedir que milhares de consumidores ficassem sem água no ano passado. / COLABORARAM CÉLIA BRETAS TAHAN, EDUARDO KATTAH, JÚLIO CASTRO, MARCELO PORTELA e NAYANNE SANTANA