sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Anápolis: Prefeitura inaugura primeiro viaduto no Centro

29/12/2011 - Prefeitura de Anápolis


A Prefeitura de Anápolis inaugurou nesta quinta-feira, 29, o primeiro viaduto construído no centro da cidade, localizado entre as avenidas Universitária, Presidente Kennedy e Contorno. Milhares de pessoas compareceram ao evento que contou com a participação da Orquestra Jovem de Anápolis e benção ecumênica na entrega da obra. Em seguida, foi realizada uma apresentação da dupla de humor Nilton Pinto e Tom Carvalho e um grande show com Israel & Rodolffo.

Estiveram presentes na inauguração o prefeito Antônio Gomide; a primeira dama Ana Cláudia Dezzen; o vice-prefeito João Gomes; o presidente da Câmara Municipal, Amilton Batista; os vereadores João Feitosa, Pedro Mariano, Luiz Lacerda, Gina Tronconi, Sírio Miguel, Assef Naben, Wesley Silva, Domingos Paula e Dinamélia Rabelo; o bispo Dom João Wilk; o presidente do Conselho de Pastores, Leordino Lopes; os ex-prefeitos Eurípedes Junqueira e Olímpio Ferreira Sobrinho; o superintendente da Academia Estadual de Segurança Pública, coronel Raimundo Nonato; o comandante do 4º BPM, tenente coronel Paulo Inácio; o delegado regional, Luiz Teixeira; o presidente da CDL, Reinaldo Del Fiaco; o presidente do SICMA, Álvaro Dantas Maia; diretores da Construmil - Trade Construtora; secretários municipais; entre outras autoridades.

As obras do primeiro viaduto foram concluídas antes do previsto, superando as expectativas. A ordem de serviço foi assinada com prazo de até um ano para ser entregue, mas o serviço terminou em nove meses. O viaduto tem extensão de 313 m² e 15 metros de largura. Mais de 650 m³ de concreto, 1.200 perfis metálicos e 16 mil quilos de ferro foram utilizados no empreendimento. Foi feita ainda uma base de 80 cm em brita, piso drenante e a iluminação mais moderna, toda em led.

O primeiro viaduto no centro da cidade liga um dos trechos de maior movimento, dando acesso facilitado às avenidas Universitária, Presidente Kennedy e Contorno, garantindo mais fluidez ao trânsito e segurança e comodidade aos condutores. Um levantamento estatístico feito pela Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) apontou que, naquele trecho, passam por dia uma média de 15 mil veículos.

Essa obra é mais uma demonstração de que a Prefeitura de Anápolis trabalha de forma planejada e com foco no desenvolvimento da cidade, priorizando a infraestrutura urbana que necessita de investimentos cada vez maiores, devido ao crescimento acelerado do município. O investimento é oriundo do tesouro municipal e a construtora responsável foi a Construmil- TradeConstrutora.

Desenvolvimento

Manuel Marques de Souza mora em Anápolis desde 1964 e declarou que nunca tinha acompanhado a inauguração de um benefício tão importante. “Fico feliz de poder acompanhar esse desenvolvimento de Anápolis. Essa região precisava desse viaduto”, comentou. Djalma Moraes, que mora há 30 anos na cidade disse que agora o trânsito irá melhorar. “Nos últimos anos o número de veículos aumentou e com isso os riscos de acidente. Agora teremos mais segurança”, observou.

Eurípedes Junqueira, ex-prefeito de Anápolis, parabenizou a equipe de trabalho da atual gestão pelo grande presente que as famílias de Anápolis receberam. “Tive o privilégio de construir durante a minha gestão a Avenida Presidente Kennedy e não imaginava que um dia estaria na inauguração de uma construção tão ousada feita em tempo recorde. Essa administração entrega mais um cartão postal da cidade. A inauguração desse viaduto ficará marcada na memória de Anápolis como um grande acontecimento”, exclamou.

O também ex-prefeito, Olímpio Ferreira Sobrinho, disse que o bom trabalho transforma a cidade na melhor do País. “Nossas famílias ganham esse presente. Nesse momento esquecemos as diferença porque todos devemos comemorar o crescimento da cidade. São dias de glória”, comentou.

O presidente da Câmara Municipal de Anápolis, Amilton Batista, ressaltou que a entrega do benefício é uma preocupação da administração pública em atender as necessidades do cidadão. “As pessoas podem ver seus impostos devolvidos em melhorias”, falou.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, Clodoveu Reis, o viaduto foi a solução rápida que a administração municipal encontrou para o trânsito de Anápolis. “Precisava dessa atenção nessa região porque nos horários de pico causava muitos transtornos. Essa é uma obra grandiosa que atende a necessidade das pessoas que trafegam pelo local. Estamos levando essa melhoria para dar mais fluidez na mobilidade da cidade”, disse.

O prefeito Antônio Gomide ressaltou que a cidade pode comemorar a entrega de mais uma importante obra. “Nesses três anos de trabalho mostramos que é possível fazer pelas pessoas. É uma oportunidade única poder trabalhar nessa cidade atendendo a população e suprindo suas necessidades. Entregamos uma grande obra que irá melhorar o trânsito da cidade. Esse foi um planejamento para que Anápolis continue crescendo, mas oferecendo qualidade de vida aos que moram aqui”, avaliou.

Primeiro shopping do Acre muda cenário em Rio Branco às vésperas do Natal

08/12/2011 - O Estado de São Paulo

Via Verde Shopping foi inaugurado há um mês; clientes reclamam por local não ter escada rolante

Vivian Pereira - Reuters

RIO BRANCO - Às vésperas do Natal, os moradores de Rio Branco poderão, pela primeira vez, escolher entre fazer suas compras nas tradicionais lojas de rua ou no conforto de um shopping center. Foi apenas há um mês que o Acre, no ponto extremo do Brasil, ganhou seu primeiro shopping.

Divulgação
Shopping térreo ganhou reclamações por não ter escada rolante

Reflexo do contínuo desenvolvimento econômico de Rio Branco, que reúne quase metade da população do Estado - um dos menos povoados do País -, o Via Verde Shopping recebeu investimentos da ordem de R$ 150 milhões e, ao gerar 2.200 empregos diretos, passou a ser o maior empregador privado do Acre.

O montante investido era o mesmo previsto inicialmente em vendas para o primeiro ano de operação do shopping. A estimativa foi elevada para R$ 200 milhões, após desempenho visto no primeiro mês, quando o público foi de 400 mil pessoas, número bem acima do esperado. Em novembro, o faturamento foi de R$ 10 milhões, montante que deve dobrar no último mês do ano.

"Na rua as lojas são muito espalhadas, aqui tem tudo junto. A gente anda menos sem passar calor", disse o músico Renato Melo, acompanhado da manicure Ivone da Silva, que acrescentou: "É muito bom o conforto e o ar condicionado".

Com 138 lojas e um hipermercado, o Via Verde é um shopping térreo em uma área de 120 mil metros quadrados em uma localidade ainda pouco explorada da capital acreana, cercada de vegetação e terrenos disponíveis.

O Estado espera um aumento significativo na arrecadação fiscal graças ao shopping, que deve ter todas as lojas em operação em janeiro. "As condições econômicas do Acre ganharam fôlego na última década. Com o shopping, a economia do Estado está integrada pela primeira vez", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio do Acre, Edvaldo Magalhães (PCdoB). 

Escada rolante. Somada às questões envolvendo o preço por produtos e serviços, os comentários sobre o formato do primeiro shopping local ganharam proporções além do esperado. Tudo porque o Via Verde não possui escadas rolantes.

"Optamos pelo shopping térreo pelo custo operacional de construção e manutenção. Mas, na cabeça do consumidor, shopping tem que ter escada rolante", reconheceu Regini, da Landis.

O departamento de marketing do shopping administra diariamente reclamações e críticas envolvendo a ausência de escadas rolantes no local.

Outra discussão polêmica envolve a apresentação do Via Verde como primeiro shopping do Acre. Para muitos, o Mira Shopping, criado no final da década dos anos 1990 por uma família de empreendedores locais, no centro de Rio Branco, deveria ser considerado o precursor.

No formato de galeria, o Mira não conseguiu atrair lojas-âncora, o que foi apontado como motivo para seu fracasso.

"O Mira Shopping tinha escada rolante... Era shopping mesmo. (O Via Verde) é um galpão cheio de lojas. Esperava algo melhor, no padrão de outros Estados", reclamou o gerente de uma loja de CDs e DVDs numa das ruas de comércio popular de Rio Branco.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Brasil terá 113 novos shoppings até 2014

26/12/2011 - O Estado de São Paulo, Marcia de Chiara

Segundo a Alshop, novos empreendimentos vão consumir pelo menos R$ 5 bilhões em investimentos

SÃO PAULO - Levantamento feito pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) indica que há em construção no País 113 shoppings. Eles devem entrar em funcionamento até meados de 2014. A maioria dos empreendimentos está no Sudeste (60%) e no Nordeste (14%).

"O fato de o Nordeste aparecer como a segunda região do País que vai sediar novos shoppings foi uma surpresa boa", afirma o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, fazendo menção ao processo de descentralização do crescimento econômico pelo qual o Brasil está passando.

Sahyoun conta que os prefeitos de cidades com mais de 100 mil habitantes se esforçam para ter um shopping em seu o município, a fim de não perder arrecadação para a cidade mais próxima que tenha algum shopping.

Os investimentos previstos nesses novos empreendimentos deverão passar de R$ 5 bilhões, segundo informações coletadas com as empresas empreendedoras dos projetos e administradoras de shoppings.

Financiamento. O presidente da Alshop observa que recursos para bancar a expansão do setor não faltam. No passado, diz ele, o funding para os investimentos em shoppings vinham apenas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Agora existem novas fontes de financiamento, como os bancos de investimento, linhas de crédito de bancos comerciais, além dos recursos arrecadados no mercado pelos próprios empreendedores de shoppings com a abertura de capital dessas empresas. Desde 2007 até agora, os empreendedores arrecadaram mais de R$ 7 bilhões com a venda de ações no mercado de capitais.

Na avaliação do presidente da Alshop, o interesse de investidores estrangeiros, da Europa e dos Estados Unidos pelo segmento de shoppings no Brasil continua forte. "O Brasil tem um potencial extraordinário."

Com esses novos shoppings, 20,3 mil novas lojas serão inauguradas nos próximos dois anos e meio. Atualmente, existem em funcionamento no País 802 shopping centers, 36 a mais do que no ano passado. Esses empreendimentos reúnem 107.148 lojas e empregam 1,150 milhão trabalhadores.

"O Brasil é o oitavo país em número de shoppings", observa Sahyoun. Este ano, pela primeira vez, o faturamento do setor de shoppings vai passar de R$ 100 bilhões. Em números exatos são R$ 104,1 bilhões. Mais de 90 segmentos, de faculdade a laboratórios médicos, estão dentro de shoppings.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Manaus inaugura hoje 1ª etapa da Nova Ponta Negra

23/12/2011 - Panrotas

Manaus, a capital do Amazonas, vai ganhar hoje à noite a primeira fase do projeto de revitalização de um dos cartões-postais da cidade – a praia de Ponta Negra. A cerimônia começa às 19h e será liderada pelo prefeito Amazonino Mendes.

Nesta primeira etapa, os recursos para execução da obra são da ordem de R$ 29 milhões. A verba para a reforma é de um convênio com o Ministério do Turismo.

“Sem reforma há mais de 18 anos, desde que havia sido inaugurada por Amazonino Mendes em 1993, a Ponta Negra foi totalmente reformulada. A concepção atual é contemplativa; isto significa que, agora, quem for a esse espaço terá uma visão de frente para o rio Negro, valorizando uma das paisagens mais bonitas de Manaus”, explica a prefeitura por meio de uma nota.

A primeira fase da modernização contempla as seguintes melhorias: um novo calçadão todo em pedras portuguesas com 670 metros lineares de extensão, três mirantes da Praça da Marinha, anfiteatro, escadaria, passarela, praça na Rotatória com chafariz e espelho d´água, com uma fonte que funciona com música e iluminação em Led, estacionamentos e jardins, entre outras intervenções.

Além disso, foram realizadas todas as melhorias de infraestrutura, como rede de esgoto, elétrica, hidráulica e projeto de iluminação cênica dos jardins e de todo calçadão, valorizando a nova arquitetura do local.

Um aterro hidráulico foi realizado para possibilitar a perenidade de um trecho da praia, que vai proporcionar que os amazonenses tenham praia o ano inteiro. Para que isso fosse possível, estão sendo utilizados quase um milhão de metros cúbicos de areia.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Criciúma


Cartão Postal

Cidade de Goiás comemora 10 anos do título de Patrimônio Histórico Mundial

11/12/2011 - Correio Braziliense

Renato Alves

A cidade de Goiás está em festa. O município de 25 mil habitantes, distante 270km de Brasília e também conhecido como Goiás Velho, comemora 10 anos do título de Patrimônio Histórico e Cultural Mundial, concedido pela Unesco, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). Em função da data, construções centenárias passaram por restauração ao longo de 2011 e uma série de eventos começa na noite da próxima quarta-feira.

Fundada em 1727 pelo filho do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, Goiás Velho conserva o cenário de quando o Brasil ainda era uma colônia portuguesa. Quase todas as residências do município mantêm as paredes feitas de barro. As ruas são pavimentadas com pedras, como há três séculos. A cidade ainda teve fundamental importância para os integrantes da Missão Cruls, o primeiro grupo de cientistas a explorar as terras que formariam o Distrito Federal.

O casario de Goiás Velho é diferenciado e mantém o estilo que justifica o status de tombamento local

Nenhuma outra cidade goiana tem a memória tão preservada em museus e igrejas como Goiás Velho. Nesse quesito, supera e muito Pirenópolis, xodó dos brasilienses. Os edifícios seculares de Goiás Velho guardam algumas das mais antigas relíquias do estado do qual o município foi a primeira capital. Dos templos religiosos, destaca-se a Catedral de Sant’Ana, cuja fachada ostenta as três fases da sua construção, do início, no século 18, até o fim da recuperação, em 1997.

Já a Igreja de Nossa Senhora do Rosário chama a atenção pela bela torre e a sua história. Conhecida como antiga Igreja dos Pretos, foi demolida e reconstruída em estilo neogótico em 1934 pelos frades dominicanos oriundos da França. No seu interior, encontram-se afrescos elaborados por Nazareno Confaloni na segunda metade do século 20, percursor do modernismo no estado de Goiás e fundador da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiás.

Alguns dos templos passaram por restauração em 2011 por causa dos 10 anos do título da Unesco. “Recuperamos a Igreja São Francisco de Paula, o Colégio Santana e refizemos a ponte do Carmo, que liga os bairros de Santana e do Carmo. Também realizamos ações como descentralização de recursos para encontro de corais, de violeiros e concerto de piano”, conta a superintendente do Instituto do Patrimônio (Iphan) em Goiás, Salma Saddi.

Arte e sabores
Além da arquitetura colonial, Goiás Velho é terra de arte e de artistas. A poeta Cora Coralina, que morreu em 1985, aos 95 anos, é sua mais célebre representante. A memória dela está preservada na casa onde nasceu e morou. O imóvel está como Cora o deixou, com seus móveis, roupas e objetos pessoais. Na cozinha, ficaram os utensílios usados por ela para fazer doces cristalizados.

Cora também era doceira de mão cheia, e descreveu como ninguém a riqueza da culinária goiana em detalhes de dar água na boca. Generosa, passou adiante as receitas de seus doces cristalizados, que continuam a fazer o maior sucesso em prendadas mãos conterrâneas. Nas varandas de casas e em pequenas lojas de Goiás Velho, podem ser provados e adquiridos limõezinhos-galegos recheados com doce de leite, os doces de figo e de mamão maduro, passas de caju e compotas.

A primeira capital do estado em que está inserido o DF também preserva outras delícias da culinária goiana, muito parecida com a mineira. No café, por exemplo, não falta pão de queijo. São inúmeras as pamonharias e os diferentes sabores de pamonhas em Goiás Velho. A mais exótica é a à moda, com recheio de linguiça, queijo e pimenta. Também há típicos e simples restaurantes para saborear o arroz com pequi ou guariroba. .
 
 
O que visitar

Museus
» Casa de Cora Coralina
Casa onde nasceu e morreu a poetisa Cora Coralina. Guarda seus móveis, roupas e objetos pessoais.
» Museu das Bandeiras
Funciona na antiga Casa de Câmara e Cadeia. Tem acervo com peças e mobiliário do século 18.
» Palácio Conde dos Arcos
Tem acervo com obras do século 18, utensílios domésticos, pertences, artes decorativas e mobiliário dos antigos governantes goianos.
» Museu de Arte Sacra da Igreja da Boa Morte
Guarda o maior acervo do escultor barroco Veiga Vale, nascido em Pirenópolis, reunindo mais de 100 peças e coleções de prataria.

Igrejas
» Catedral de Sant’Ana
Localizada na Praça do Coreto, é um edifício feito de adobe e recém-restaurado.
» Igreja Nossa Senhora da Abadia
Capela do século 18, tem afrescos no teto.
» Igreja de Santa Bárbara
Apresenta retratos de compositores goianos do século 19 feitos pelo artista Amaury Meneses
» Convento dos Padres Dominicanos
Edifício do século 19 que guarda uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, trazida por religiosos franceses.


Programação
» Dia 13
20h — Cantata natalina, abertura do projeto Goiás-Cidade Presépio. Local: Igreja do Rosário

» Dia 14
6h30 — Alvorada Festiva
8h — Café Cultural. Local: Praça do Coreto
10h — Abertura da exposição Olhar para Serra Dourada, do fotógrafo João Caetano. Local: Palácio Conde dos Arcos
16h — Tarde cultural, manifestação da cultura afro. Local: Praça do Coreto
19h30 — Apresentação da peça teatral Histórias e estórias de Vila Boa. Local: Centro Histórico
20h30 — Show Canto da Gente, com artistas locais. Local: Teatro São Joaquim
23h — Serenata pelas ruas da cidade. Local: Centro Histórico

» Dia 17
20h — Cantata natalina pelas ruas da cidade. Saída da Praça do Chafariz

» Dia 30
20h30 — Show da Integração Goiás, patrimônio do mundo e de todos nós. Local: Praça de Eventos

» Dia 31
20h30 — Show da Virada, Ano-novo da paz e do amor por Goiás. Local: Praça de Eventos
24h — Show pirotécnico

Memória
Em busca do ouro
Descobertas as Minas Gerais de um lado e as minas de Cuiabá de outro, no século 17, uma ideia renascentista (a de que os filões de metais preciosos se dispunham de forma paralela em relação à Linha do Equador) iria alimentar a hipótese de que, entre esses dois pontos, também haveria do mesmo ouro. Assim, foram intensificadas as investidas bandeirantes, principalmente paulistas, em território goiano, que culminariam tanto com a descoberta quanto com a apropriação das minas de ouro dos índios goiases, que seriam extintos dali mais rapidamente que o próprio metal.

Onde habitava a nação Goiá, Bartolomeu Bueno da Silva fundaria, em 1727, o Arraial de Sant'Anna. Em 1736, o local seria elevado à condição de vila administrativa, com o nome de Vila Boa de Goyaz (ortografia arcaica). Na época, ainda pertencia à Capitania de São Paulo. Em 1748, foi criada a Capitania de Goiás. Com o esgotamento do ouro, no fim do século 18, Vila Boa perdeu dinheiro, prestígio e teve sua população reduzida. Deixou de ser capital do estado em 1937, quando se deu a transferência para a recém-fundada Goiânia.
 
Cidade readaptada
Antes de receber o cobiçado título da Unesco, Goiás Velho tinha uma infraestrutura típica de cidade do interior. Era muito carente em todas as áreas. Para pleitear o prêmio de Patrimônio da Humanidade, o governo goiano pediu dinheiro emprestado ao Banco Mundial (Bird). Em obras, somente em 2001, gastaram-se R$ 40 milhões. Além de uma nova rede de esgoto, foram instaladas fiações elétricas subterrâneas.

Mas quase tudo se perdeu após a chuva que destruiu parte da cidade, na passagem de 2001 para 2002. Mais de 20% dos imóveis tombados foram atingidos pela enchente. Entre eles, a casa onde viveu a poetisa Cora Coralina, transformada em museu. Porém, em boa parte graças ao esforço dos moradores, hoje tudo está recuperado. Mais casarões foram restaurados do que havia em 2001. E mais pousadas abriram para receber os turistas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Primeiro shopping muda cenário econômico do Acre

08/12/2011

VIVIAN PEREIRA - REUTERS

Às vésperas do Natal, os moradores de Rio Branco poderão, pela primeira vez, escolher entre fazer suas compras nas tradicionais lojas de rua ou no conforto de um shopping center. Foi apenas há um mês que o Acre, no ponto extremo do Brasil, ganhou seu primeiro shopping.

Reflexo do contínuo desenvolvimento econômico de Rio Branco, que reúne quase metade da população do Estado -um dos menos povoados do país-, o Via Verde Shopping recebeu investimentos da ordem de 150 milhões de reais e, ao gerar 2.200 empregos diretos, passou a ser o maior empregador privado do Acre.

O montante investido era o mesmo previsto inicialmente em vendas para o primeiro ano de operação do shopping. A estimativa foi elevada para 200 milhões de reais, após desempenho visto no primeiro mês, quando o público foi de 400 mil pessoas, número bem acima do esperado. Em novembro, o faturamento foi de 10 milhões de reais, montante que deve dobrar no último mês do ano.

"Na rua as lojas são muito espalhadas, aqui tem tudo junto. A gente anda menos sem passar calor", disse o músico Renato Melo, acompanhado da manicure Ivone da Silva, que acrescentou: "é muito bom o conforto e o ar condicionado".

Com 138 lojas e um hipermercado, o Via Verde é um shopping térreo em uma área de 120 mil metros quadrados em uma localidade ainda pouco explorada da capital acreana, cercada de vegetação e terrenos disponíveis.

O Estado espera um aumento significativo na arrecadação fiscal graças ao shopping, que deve ter todas as lojas em operação em janeiro.

"As condições econômicas do Acre ganharam fôlego na última década. Com o shopping, a economia do Estado está integrada pela primeira vez", disse à Reuters o secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio do Acre, Edvaldo Magalhães (PCdoB).

VETOR DE CRESCIMENTO

O governo estadual e a prefeitura da capital se encarregaram de criar a infraestrutura no entorno do empreendimento. O local não tinha, por exemplo, rede de esgoto.

Agora, a área do Via Verde pode se tornar o vetor de crescimento de Rio Branco. O Carrefour, por exemplo, instalará sua primeira loja no Acre (sob a bandeira Atacadão) em um terreno que acabou de adquirir naquela região. O governo estadual, por sua vez, está levando alguns dos prédios de órgãos públicos para as redondezas do shopping.

"Além de garantir uma opção a mais para os consumidores, (o shopping) puxou outros serviços e ocupou o espaço da carência de lazer na cidade", acrescentou o secretário.

A carioca Landis Shopping Centers, operadora responsável pela construção e administração do Via Verde, começou a "olhar" o Acre há cerca de seis anos. Rio Branco era uma das potenciais cidades para abrigar o primeiro empreendimento do grupo na região Norte.

Não fosse a crise econômica mundial em 2008, que travou os investimentos e projetos de forma generalizada, o Acre teria recebido seu primeiro shopping dois anos antes.

"Além da demanda, um fator preponderante para instalar um shopping é ter investidores dispostos a apostar nesses mercados", disse o presidente da Landis, Dorival Regini. "Há dez anos, ninguém queria investir em imóvel, que era sinônimo de baixo retorno. Com mais disponibilidade de recursos, os investidores passaram a buscar mais oportunidades."

A Landis tem como sócios no Via Verde a gestora de fundos Prosperitas, a consultoria e gestora de recursos Bicar e a empresa do segmento imobiliário LGR.

MUDANÇA DE HÁBITO

O shopping pode ser responsável por uma mudança radical no comportamento do consumidor, que costumava ir às compras em Cobija, na Bolívia, fronteira com a cidade acreana de Brasileia, em busca de eletrônicos, roupas e brinquedos mais baratos por praticamente não haver incidência de impostos.

Nos corredores do shopping de fachada e decoração simples, é mais comum encontrar pessoas fotografando umas às outras do que carregando sacolas de compras.

"A população não tem hábito de comprar em shoppings, e isso não muda da noite para o dia. O consumo em shoppings vai sendo incorporado à cultura do local, mas leva tempo", afirmou o presidente do conselho do Programa de Administração do Varejo da FIA, Cláudio Felisoni.

Segundo a operadora do shopping, uma das reclamações mais frequentes envolve a cobrança de 3 reais pelo uso do estacionamento por um período de 3 horas. O Via Verde possui 1.169 vagas de estacionamento descoberto.

E o preço dos produtos ainda parece afugentar os consumidores, que elegeram o shopping como um ponto de encontro e espaço de lazer seguro e agradável na cidade onde os termômetros chegam a marcar 42 graus durante o dia.

"Estava precisando de um shopping, mas ainda falta muita coisa. Achei mais caro, em outros Estados é mais barato", disse a enfermeira Ana Araújo.

O "MITO" DA ESCADA ROLANTE

Somada às questões envolvendo o preço por produtos e serviços, os comentários sobre o formato do primeiro shopping local ganharam proporções além do esperado. Tudo porque o Via Verde não possui escadas rolantes.

"Optamos pelo shopping térreo pelo custo operacional de construção e manutenção. Mas, na cabeça do consumidor, shopping tem que ter escada rolante", reconheceu Regini, da Landis.

O departamento de marketing do shopping administra diariamente reclamações e críticas envolvendo a ausência de escadas rolantes no local.

Outra discussão polêmica envolve a apresentação do Via Verde como primeiro shopping do Acre. Para muitos, o Mira Shopping, criado no final da década dos anos 1990 por uma família de empreendedores locais, no centro de Rio Branco, deveria ser considerado o precursor.

No formato de galeria, o Mira não conseguiu atrair lojas-âncora, o que foi apontado como motivo para seu fracasso.

"O Mira Shopping tinha escada rolante... Era shopping mesmo. (O Via Verde) é um galpão cheio de lojas. Esperava algo melhor, no padrão de outros Estados", reclamou o gerente de uma loja de CDs e DVDs numa das ruas de comércio popular de Rio Branco.