segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Governo analisa oito propostas para quarta ligação Ilha-Continente em Florianópolis

05/12/2012 - ND Online

Os envelopes, entregues na segunda-feira, serão abertos às 17h desta quarta-feira

O governo do Estado recebeu oito propostas para a quarta ligação Ilha-Continente. Os envelopes, entregues na segunda-feira, serão abertos às 17h desta quarta-feira em reunião da comissão intersetorial formada para analisar qual será o modelo adotado. Entre as candidatas há pelo menos duas empresas multinacionais. A divulgação dos concorrentes poderá realizada após o encontro ou na quinta-feira.

O presidente da SCpar, Paulo Cesar da Costa, disse que na lista constam projetos entregues na primeira fase do processo de seleção e também projetos inéditos. "Houve uma mudança no decorrer do processo. Por isso, lançamos outro edital priorizando transporte de massa e modais em que a contrapartida do Estado seja a menor possível", destacou.

A comissão intersetorial que analisa os projetos é formada por representantes das secretarias da Infraestrutura e Fazenda, Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), SCpar e pelo secretário de Desenvolvimento Regional, Renato Hinning. O coordenador do Pacto por Santa Catarina, Murilo Flores, também participa da comissão julgadora.

Costa antecipou que tem "empresas multinacionais" na disputa. Porém, não quis revelar quais são esses projetos. Uma das interessadas é a portuguesa Logistel, uma das últimas a apresentar esboços para melhorar a mobilidade urbana. Os portugueses pretendem construir um metrô ligeiro, que ligará a Ceasa (Central de Abastecimento de Santa Catarina), em São José, ao Ticen, em Florianópolis. O custo estimado é de R$ 1,5 bilhão. "Eles me procuraram para informar que oficializaram a proposta", adiantou Hinning.

Modelo já tinha sido definido, mas Colombo voltou atrás

O modelo da quarta ligação estava escolhido até o começo de fevereiro deste ano: uma ponte convencional. O governador Raimundo Colombo (PSD) reviu a posição após reportagem publicada no Notícias do Dia, que questionava os valores previstos para os estudos ambientais necessários para a obra. O Estado iria investir R$ 29.925.095,07.

Em maio, o governo apresentou nova fórmula para escolher o projeto que será executado. A intenção é viabilizar a construção por meio de uma PPP (Parceria Público Privado), modalidade em que a iniciativa privada paga toda ou parte da obra. Em troca, recebe concessão para explorar a estrutura.

Após a primeira fase, o Estado recebeu 12 propostas. Contudo, os projetos exigiam que a maior parte do investimento fosse do governo. A partir desse momento, um novo edital foi lançado. As regras priorizavam possibilidades de transporte de massa ou que exija menor contrapartida do governo.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Plano de Mobilidade em RP exclui metrô e trem de superfície

18/11/2012 - Jornal da Cidade de Ribeirão Preto

Plano de Mobilidade deve ser apresentado até o fim de novembro

O Plano de Mobilidade Urbana, que deve ser apresentado pela Prefeitura de Ribeirão Preto até o fim de novembro, não prevê metrô, trem de superfície e ônibus articulado (com duas carrocerias) para o transporte coletivo.

Segundo o superintendente da Transerp - empresa que gerência o trânsito em Ribeirão Preto -, Willian Latuf, a cidade não comporta novos tipos de transporte coletivo.

"O investimento para esse tipo de veículo (metrô e trem) é alto e não se justifica, já que nós ainda não temos demanda para isso", explicou Latuf.

De acordo com o superintendente, o Plano de Mobilidade vai complementar o estudo feito para a nova concessão do transporte coletivo, que ficou para o consórcio Pró Urbano. "Nossa demanda será suprida com os investimentos feitos pela empresa que venceu a nova concessão", garantiu Latuf.

Especialista

Para o engenheiro de trânsito Antonio Coca Ferraz, Ribeirão Preto deveria implantar o "bus rapid transit". "São faixas em avenidas destinadas exclusivamente para ônibus articulados do transporte coletivo, que facilitam o fluxo", explicou o especialista.

PAC da Mobilidade

Ainda em novembro, uma comitiva da Prefeitura de Ribeirão Preto deve ir a Brasília apresentar uma proposta para o recebimento de verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade.

O Executivo espera abocanhar cerca de R$ 280 milhões para investir no transporte coletivo urbano.

Por Marcelo Fontes

Governo libera R$ 6 milhões para duplicar a SC-403, via que liga os Ingleses à SC-401 em Florianópolis

05/12/2012 - Diário Catarinense

Ministro do Turismo anunciou o valor da primeira parcela da obra

Santa Catarina receberá R$ 6 milhões para a duplicação da SC-403, em Florianópolis. O valor anunciado nesta terça-feira pelo Ministério do Turismo, em Brasília, é a primeira parcela para os trabalhos no trecho de cinco quilômetros, do entroncamento com a SC-401 até a Praia dos Ingleses. A obra com valor estimado em R$ 27 milhões será custeada pelo governo federal, sendo que, deste montante, o governo do Estado arcará com cerca de R$ 7 milhões.

A previsão é lançar o edital de licitação na próxima semana, podendo concluir a duplicação antes do verão de 2014. A liberação da verba faz parte da primeira fase do Pacto pelo Desenvolvimento do Turismo, que contempla com R$ 305 milhões projetos de 16 Estados. Os recursos serão aplicados na aceleração de obras de infraestrutura fundamentais para o setor turístico, mas que não avançavam por falta de dinheiro. No documento assinado ontem, os governadores se comprometeram a incluir o turismo como pauta estratégica de seus mandatos.

- É uma obra que vai ter uma transposição de nível e vai ter uma passagem subterrânea. Ela (a estrada) será duplicada e vai trazer um grande benefício para toda a comunidade do norte da Ilha, especialmente para a comunidade dos Ingleses - destacou o governador Raimundo Colombo.

O ministro do Turismo, Gastão Vieira, lembrou que Estados e municípios precisam se preparar para aproveitar as perspectivas criadas com a proximidade de grandes eventos, como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas. Vieira ressaltou também a importância de mobilização das bancadas parlamentares na destinação de recursos para o ministério por meio de emendas.

- Essa ação conjunta é fundamental e é indispensável para que se coloque o turismo efetivamente dentro de uma rota de desenvolvimento, de crescimento, de geração de renda e de inclusão social nesse país - disse Vieira.

Os projetos contemplados aguardavam a liberação de recursos do ministério e estavam prontos para serem empenhados. Os demais Estados deverão ser incluídos na segunda etapa do pacto com previsão de lançamento em 2013.

Cidades médias buscam recursos do PAC sem projetos

07/12/2012 - Gazeta do Povo, Rafael Waltrick

Mais da metade das 110 propostas apresentadas para obras de transporte largam em desvantagem na corrida por financiamento federal

Lançado em julho pelo governo federal, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades atiçou a ânsia de prefeitos de todo o país na busca por recursos para obras na área de transporte coletivo. Porém, boa parte das propostas corre o risco de não ser aprovada: das 110 intervenções enviadas pelos gestores, mais da metade não tem sequer projeto básico e apenas oito têm o projeto executivo pronto.

A ausência de projetos para as obras não invalida os pedidos, mas é um dos critérios utilizados pelo Ministério das Cidades para selecionar quais seguirão adiante. No total, 71 municípios de médio porte – entre 250 mil e 700 mil habitantes – disputam recursos do programa. Como os investimentos pleiteados somam R$ 13,4 bilhões e os recursos do programa não devem ultrapassar R$ 7 bilhões, é certo que nem todos serão contemplados. Por isso, as propostas mais embasadas tecnicamente largam em vantagem.

Evento

O alerta foi feito durante workshop semana passada em Brasília, que reuniu prefeitos e especialistas em mobilidade, além de técnicos da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (SeMob), vinculada ao Ministério das Cidades. No evento, organizado pela Embarq Brasil, os representantes do governo federal não economizaram no "puxão de orelha" aos gestores.

Segundo a gerente de projetos e coordenadora da equipe do PAC Mobilidade Médias Cidades, Lúcia Maria Mendonça Santos, os prefeitos estão sendo chamados a Brasília para reavaliar as propostas enviadas e, em alguns casos, refazer os pedidos – o que deve atrasar a divulgação das obras selecionadas, prevista inicialmente para a primeira quinzena deste mês.

"Muitas vezes não há uma sensibilidade [do prefeito] ao ler o escopo do programa. Acaba-se escrevendo uma carta consulta cheia de rapapés, cheia de histórias. Chegam para nós muitas cartas que fogem ao objetivo do programa, onde o transporte público não é a questão estruturante", afirmou Lúcia.

Outras diretrizes levadas em conta pelo Ministério das Cidades, como o envolvimento da comunidade no planejamento das obras e uma situação fundiária já regularizada, também foram deixadas de lado na maioria das propostas. Segundo levantamento preliminar da SeMob, das 110 intervenções pleiteadas, 62% não preveem participação social e 58% incluem a necessidade de desapropriações.

Prefeituras

Falta de estudos mais aprofundados reforça deficiência de corpo técnico

A ausência de projetos básicos em mais da metade das propostas enviadas pelos municípios ao PAC Mobilidade Médias Cidades reflete as dificuldades dos gestores em planejar obras que necessitem de um corpo técnico qualificado. Segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios, 74% das prefeituras brasileiras não contam com engenheiros em seus quadros de servidores.

"Isto é resultado de 30 anos de falta de investimento neste setor [transportes]. O que atrairia esses profissionais a trabalhar nos municípios se não havia recursos para investir em transporte? Hoje, mesmo nas cidades de médio porte, é absolutamente incomum encontrar corpo técnico qualificado", diz o diretor-presidente da Embarq Brasil e PhD em Transportes, Luis Antonio Lindau.

O Ministério das Cidades não exige o projeto básico no momento de apresentação da proposta, mas a falta de estudos aprofundados pode ser um empecilho nas etapas seguintes. A partir da publicação das obras selecionadas pelo PAC, os municípios têm o prazo máximo de um ano para entregar o projeto básico – caso essa condição não se cumpra, a proposta é excluída do programa.



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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PAC 2 investirá R$ 32,7 bilhões em mobilidade e transporte público

30/11/2012 - Pini Web

Cerca de 40 projetos em 51 cidades brasileiras estão previstos na segunda fase do programa

Até 2014, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 investirá R$ 32,7 bilhões em 43 empreendimentos de mobilidade e transporte coletivo, em 51 municípios com mais de 700 mil moradores. As informações são da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O objetivo é desafogar o trânsito nas principais capitais brasileiras, com a construção de sistemas de grande capacidade, como corredores de ônibus e Veículos Leves sobre Trilhos (VLT).

Nas cidades com população entre 250 mil e 700 mil habitantes, foi aberto um processo de seleção para repasses que totalizam R$ 7 bilhões. Segundo a Secom, na seleção de projetos para as cidades médias serão priorizados os que integram o sistema de transporte coletivo e a melhoria da infraestrutura, incluindo a aquisição de equipamentos para modernizar os sistemas de transporte.

De acordo com o último balanço do PAC 2, divulgado no dia 19 de novembro, 64% dos projetos de pavimentação e qualificação de vias de 145 municípios já estão em obras. Neste ano, foi iniciada a segunda seleção que destina R$ 5,8 bilhões para pavimentação em vias urbanas já existentes e localizadas em áreas de maior adensamento populacional.

Obras antienchentes
O balanço da segunda etapa do PAC também detalhou os investimentos em obras antienchente. Segundo o relatório, em 2011 foram contratadas 116 obras de contenção de encostas para prevenir deslizamentos de terra. Cerca de R$ 595,3 milhões foram repassados a 71 municípios de dez estados.

Já em 2012, foram selecionados 21 empreendimentos do Plano de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais, totalizando R$ 594 milhões, em 27 municípios de dois estados.

Dos 328 empreendimentos de drenagem selecionados pelo PAC para amenizar os efeitos das inundações, 210 foram contratados entre 2007 e 2009, segundo o balanço, e representam um investimento de R$ 5,1 bilhões. Já os 82 empreendimentos contratados em 2011 totalizam R$ 4 bilhões e devem beneficiar 1,8 milhão de famílias, em 73 cidades de 18 estados.

O programa destaca a Drenagem Urbana na Baixada Fluminense, que inclui a macrodrenagem, a recuperação ambiental e o reassentamento de 2,5 mil famílias que moram nas margens dos rios Botas e Sarapuí, na Baixada Fluminense (RJ).

Via Expressa é aprovada pelos motoristas de São Luís

10/09/2012 - Imirante.com

Foto: Antônio Martins

SÃO LUÍS - A Via Expressa, avenida inaugurada pela governadora Roseana Sarney, no sábado (8), está facilitando a vida da população de São Luís, principalmente a dos condutores que precisam se deslocar com mais rapidez do Jaracati aos bairros Cohafuma e Vinhais, ou vice-versa. A via permite trânsito rápido, tem seis faixas, sendo duas exclusivas para ônibus, e ciclovia, e foi aprovada pelos motoristas.

Nesta segunda-feira (10), primeiro dia útil após a inauguração da avenida, o tráfego fluía com rapidez e tranquilidade. Para os condutores, o trabalho do Governo do Estado ainda deu uma nova cara àquele trecho da cidade, bem como ares de modernidade à capital maranhense.

O técnico em planejamento Denis Eduardo Costa, por exemplo, disse que agora não está mais enfrentando o problema dos engarrafamentos no trecho da Avenida Jerônimo de Albuquerque, próximo ao Cohafuma. "Hoje, a situação mudou bastante, pois cheguei muito mais rápido e não enfrentei engarrafamento, pois na Via Expressa a fluidez está ótima. Achei excelente", disse Denis Eduardo Costa.

Outro condutor, Carlos Eduardo Fernandes também aprovou a obra após trafegar pela nova via. Ele disse que gastou menos tempo para chegar ao bairro Vinhais, partindo do Centro, e ainda, que gostou da geometria da via, que é bem mais larga do que as outras.

"Ficou ótimo e, em minha opinião, vai facilitar bastante a vida de quem dirige em São Luís, pois o trânsito na cidade está caótico e quanto mais avenidas nós tivermos, bem melhor ficará. A frota está cada vez maior e já não era sem tempo de termos uma avenida como essa, pois São Luís está se modernizando", disse Carlos Eduardo Costa.

A primeira etapa da Via Expressa tem 2 km de extensão e liga a Avenida Carlos Cunha, no Jaracati, ao bairro Cohafuma, interligando a Avenida Jerônimo de Albuquerque. Na segunda etapa da obra, a via será ampliada, somando 9 km, indo do Cohafuma até o Maranhão Novo.

"Depois de concluída a segunda etapa, o trânsito vai ficar ainda melhor, diminuindo os engarrafamentos e aí teremos a dimensão exata do projeto, como ele foi concebido", opinou o professor Hernandes Barbosa.

A previsão é que o trabalho seja concluído por completo até o fim de dezembro. A interligação dos bairros Jaracati, Cohafuma, Vinhais e Maranhão Novo se dará por meio de alças acopladas às vias já existentes, que foram restauradas para a garantia de melhor fluxo de veículos, beneficiando mais de 20 bairros e 300 mil habitantes.

As informações são da Secom do governo do Estado.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Projetos de Mossoró-RN incluídos no PAC da Mobilidade Urbana

23/11/2012 - Tribuna do Norte

Cidade potiguar conseguiu emplacar duas importantes obras no PAC Médias Cidades, programa do governo federal destinado a projetos de infraestrutura urbana

A definição aconteceu ontem (22), durante reunião no Ministério do Planejamento, em Brasília, com a presença da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e 50 prefeitos eleitos de cidades brasileiras.

Mossoró foi representada pela prefeita eleita, Cláudia Regina (DEM), que esteve acompanhada do secretário da Secretaria do Desenvolvimento Territorial e Ambiental (Sedetema) do município, Alexandre Lopes.

Foram incluídos no PAC Mobilidade Urbana Médias Cidades os projetos da Avenida Universitária, que vai ligar o conjunto Vingt-Rosado à BR-304, na região do bairro Dom Jaime Câmara; e do prolongamento da Avenida Rio Branco, já iniciado na última gestão. A expectativa é de que os dois projetos melhorem consideravelmente a mobilidade dos mossoroenses que passam por estes locais diariamente.

A Avenida Universitária tem o objetivo de ligar o bairro Dom Jaime Câmara ao conjunto Vingt Rosado. Assim, o fluxo que acaba desaguando na Avenida Francisco Mota, em frente à Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) será desviado, reduzindo a possibilidade de acidentes naquela área.


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domingo, 2 de dezembro de 2012

Belo Monte leva o maior financiamento da história do BNDES: R$ 22,5 bilhões

27/11/2012 - O Estado de São Paulo

Valor evidencia necessidade de capitalização do banco estatal; por R$ 500 milhões, crédito não superou os limites da regulação bancária.

Vinicius Neder

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem o maior empréstimo de sua história para um único projeto. O financiamento, com prazo de 30 anos, somará R$ 22,5 bilhões para o consórcio Norte Energia S.A., que investirá R$ 28,9 bilhões na hidrelétrica de Belo Monte. O consórcio venceu o leilão em março de 2010 e as obras começaram no primeiro semestre de 2011.

Veja também:
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País planeja 15 novas usinas na Amazônia

Com Belo Monte, os cinco maiores projetos aprovados pelo BNDES, todos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), somam R$ 57,1 bilhões, considerando aprovações desde 2008.

O valor anunciado ontem supera em mais que o dobro o financiamento à Refinaria Abreu e Lima, da Petrobrás, em Pernambuco, aprovado em 2009, no valor de R$ 9,9 bilhões. Já a construção da usina nuclear Angra III teve financiamento de R$ 6,1 bilhões, aprovado em 2010.

Belo Monte também receberá mais do que a soma das duas usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia: Santo Antônio teve empréstimo de R$ 6,1 bilhões, aprovado em 2008, e Jirau teve R$ 9,5 bilhões, incluindo uma suplementação de R$ 2,3 bilhões aprovada em setembro passado, como adiantou o Estado.

O total dos empréstimos nos cinco projetos poderá subir. A chefe do Departamento de Energia do BNDES, Marcia Leal, informou que há a possibilidade de Santo Antônio também receber adicional, se o projeto for ampliado. "Se ele tiver a capacidade de pagamento ampliada e necessitar de investimentos adicionais, não tem por que não", disse.

Os valores bilionários evidenciam a necessidade de capitalização do BNDES. Seu patrimônio de referência, capital do banco usado para efeitos de limites de prudência bancária, encerrou o terceiro trimestre em R$ 92,228 bilhões. Um empréstimo para um só cliente não pode passar de 25% disso, R$ 23,057 bilhões.

O empréstimo à Norte Energia S.A. está R$ 557 milhões abaixo do limite, mas, do total, R$ 9 bilhões serão repassados pelo banco BTG Pactual (R$ 2 bilhões) e pela Caixa (R$ 7 bilhões), o que reduz a exposição direta do BNDES. Como os repassadores assumem o risco, os R$ 9 bilhões ficam fora do limite.

O uso de agentes financeiros é normal em financiamentos para projetos, na modalidade conhecida como project finance, destacou o diretor de Infraestrutura e Insumos Básicos do BNDES, Roberto Zurli. BTG Pactual e Caixa foram escolhidos pela Norte Energia S.A.

Terceira maior. Ações socioambientais previstas na licença concedida pelo Ibama receberão R$ 3,2 bilhões do total. O Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Xingu receberá outro empréstimo, de R$ 500 milhões.

Belo Monte terá capacidade instalada de 11.233 megawatts, terceira maior do mundo. A previsão é que comece a operar em fevereiro de 2015, com conclusão total em janeiro de 2019. Apesar das interrupções nas obras por decisões da Justiça e protestos, Zurli disse que o cronograma está mantido. O consórcio Norte Energia é formado pela Eletrobrás, Chesf, Eletronorte, Neoenergia, Cemig, Light e J. Malucelli Energia; pelos fundos de pensão Petros (da Petrobrás) e Funcef (da Caixa); pela Vale e pela siderúrgica Sinobrás.



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Áreas do antigo VLT em Campinas geram críticas de moradores

26/11/2012 - G1

Lixo, invasões e usuários de drogas preocupam vizinhos das estações. Prefeitura já pediu reintegração de posse de terreno público invadido.

Moradores vizinhos de antigas estações e trilhos do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em Campinas (SP), denunciam que os locais viraram pontos de usuários de drogas, invasões de sem teto e lixo acumulado.

No bairro cidade Jardim, 250 famílias invadiram o local no início de novembro e mais pessoas não param de chegar. A Prefeitura de Campinas entrou com uma ação pedindo a reintegração de posse do local, mesmo sendo a área federal.

O coordenador de Habitação Popular da Secretaria de Habitação, Vitor André, informou que ocupar a área não quer dizer garantia de casa popular para o invasor.

O Ministério do Planejamento informou que analisa se existe um projeto para a área no Cidade Jardim.

Na Vila Teixeira, a situação é de abandono. A plataforma está em péssimas condições e muito lixo está espalhado.

No Parque Industrial, a antiga área do "metrô" de Campinas está depredada, mas é o único que ainda tem sinais dos antigos trilhos. A bilheteria parece ser usada diariamente por usuários de entorpecentes.

No Bonfim, a área foi cedida há dez anos para uma cooperativa de reciclagem. Houve uma proposta de mudança para outro local, mas foi recusada pelos cooperados porque a alternativa seria longe do centro.

"Se nos tirarmos daqui não temos para aonde ir. É o nosso ganha pão", disse o reciclador José Maria Cardoso de Lima.

VLT

O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) foi uma tentativa de transporte sobre trilhos em Campinas que teve obras iniciadas em 1990, mas cinco anos depois foi desativado.



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Ampliação é caminho de centros bem-sucedidos

30/11/2012 - Valor Econômico, Cezar de Oliveira Faccioli

Não há caminho mais curto para o sucesso do que investir na ampliação de um empreendimento que já provou sua viabilidade. O Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo (SP), construído na década de 80, já programa sua terceira expansão, prevista para 2013. O projeto ainda se encontra em estudo. Mário Alves de Oliveira, diretor de desenvolvimento da Sonae Sierra Brasil, controladora do empreendimento, diz que a meta é agregar atividades complementares ao mix que o shopping já oferece, de acordo com a demanda da região, apontada em pesquisas. "Com o boom do mercado imobiliário, o perfil urbano e sócio-econômico da região vem alterando-se significativamente", diz o executivo.
O centro comercial, que teve 7,8 milhões de visitantes no ano passado, já havia passado por uma ampliação concluída em novembro de 2011. Após investimentos de R$ 56,8 milhões o Metrópole foi expandido em 8,7 mil m2 e ganhou 31 lojas, sendo uma âncora, a C&A, e uma área gastronômica, com três redes de restaurantes que ainda não atuavam na região. O australiano Outback, o La Pasta Gialla, de culinária italiana com assinatura do chef Sergio Arno; e o Mr. Jack's, lanchonete com decoração estilo anos 50.
As novidades do empreendimento incluem também novas instalações de fraldário, um "Family Room", um novo ambulatório. e um novo cinema, com nove salas stadium da rede Playarte, uma delas com tecnologia 3D.
Nas entradas do Shopping, painéis de cores se destacam com iluminação noturna feita de lâmpadas LED, mais econômicas que as convencionais. O shopping também revitalizou as áreas já existentes: pisos, tetos, iluminação, sinalização, novo mobiliário, além da instalação de escadas rolantes para facilitar e dar conforto aos acessos ao estacionamento, onde uma nova área foi criada com serviço de manobristas.
A HSI e a Saphyr também estão investindo R$ 24,5 milhões para uma primeira expansão do Shopping Pátio Maceió. A inauguração de uma nova ala, prevista para outubro do ano que vem, abrirá espaço para uma loja âncora, uma megaloja, uma academia, quatro quiosques e 22 lojas-satélites, numa área total de 6 mil m2.
Atualmente, cerca de 600 mil consumidores visitam por mês o centro de compras composto de 100 lojas satélites, nove lojas âncoras e oito megalojas, além de uma praça de alimentação com dois restaurantes e 18 operações de fast-food. Nos últimos dois anos, o público do Pátio Maceió cresceu 20% e as vendas 31%.
Esses números não impediram que a associação de lojistas do shopping questionasse a expansão anunciada, temendo um aumento da concorrência num mercado, segundo eles, com 13% de ociosidade. A direção do shopping argumenta que o investimento foi precedido de pesquisas atestando o potencial de público das novas lojas.
Já o grupo Tenco Shopping Centers. inaugurou em junho a duplicação do Cariri Garden Shopping, em Juazeiro do Norte, no Ceará, que passou a ser o maior centro de compras do interior do nordeste", diz Eduardo Gribel, presidente da empresa.
Gribel diz que a estratégia do grupo é atender as aspirações dos consumidores das cidades do interior e das capitais de estados menores em ter acesso aos serviços disponíveis nos grandes centros urbanos. "As pessoas no interior têm a mesma necessidade de consumo das capitais, só que não tem em seus municípios infraestrutura de varejo organizada presente nas grandes cidades. Quando se define o mix, é avaliado o varejo local, as necessidades do público da cidade, e a prospecção das grandes marcas nacionais para fazer parte do empreendimento," diz o executivo.
Segundo Gribel, em cidades em que o consumidor nunca teve acesso a marcas como McDonald's, Riachuelo, Renner, C&A, Americanas e Marisa, lojas de 180 m2, por exemplo, chegam a vender R$ 1 milhão por mês.
Essa constatação levou a Tenco priorizar cidades sem grandes shoppings. No momento, eles estão construindo quatro empreendimentos a serem entregues até o primeiro semestre do ano que vem: o Via Vale Garden Shopping, em Taubaté (SP), com a inauguração prevista para este mês, o Metropolitan Garden Shopping, em Betim (MG), o Pátio Arapiraca Garden Shopping, em Arapiraca (AL) e Amapá Garden Shopping, em Macapá (AP). Os investimentos nessas unidades ultrapassam R$ 500 milhões.
A Tenco também lançou recentemente dois empreendimentos que, somados, correspondem a um investimento de R$ 220 milhões. Um será o Via Café Garden Shopping, localizado em Varginha, no sul de Minas Gerais, e o outro o Bragança Garden Shopping, em Bragança Paulista, no interior paulista.
O grupo João Fortes Engenhari a também aposta em cidades de porte médio. No momento, desenvolve dois shoppings no Estado do Rio, um em Cabo Frio e outro em Volta Redonda, no Sul Fluminense.
O Park Lagos, em Cabo Frio, a cidade mais populosa da região dos lagos, tem a entrega prevista para novembro de 2013, com 198 lojas, área construída de 38 mil m² e área bruta locável de 26 mil m². O investimento total nessa primeira fase será de R$ 160 milhões, divididos pela João Fortes, Shopinvest e Big Burguer. A administradora será definida em seis meses, a partir de negociação com os empreendedores.
O Park Sul, em Volta Redonda, por sua vez, receberá R$ 200 milhões em investimentos. A ideia é aproveitar o crescimento do sul fluminense, em decorrência da ampliação da siderúrgica CSN, e do sucesso das montadoras em Porto Real, antigo distrito de Resende.
As obras do novo shopping começam em abril do ano que vem, com a inauguração prevista para dois anos depois. Serão 200 lojas, em 33 mil m² de área bruta locável e 90 mil m² de área construída e o estacionamento comportará 1800 veículos. Além de Shopinvest e João Fortes. o projeto tem o aporte da VR Empreendimentos . A expectativa é de quem em um ano, antes da data prevista para a inauguração, os investidores tenham definido a administradora responsável pelo shopping.
O exemplo seguido pela parceria Shopinvest e João Fortes é o Park Europeu, em Blumenau. Inaugurado em dezembro de 2011, ao final de dois anos de obras, o shopping catarinense recebe uma média anual de 300 mil visitantes. São 180 lojas, ocupando uma área bruta locável de 33 mil m2, a mesma projetada para o Park Sul, em Volta Redonda, em uma área construída de 84 mil m2. A administradora escolhida foi a Alliansce, dona do Shopping Leblon.


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Salvador (BA) enfrenta decadência e abandono

02/12/2012 - Folha de São Paulo


NELSON BARROS NETO

Primeira capital e terceira maior cidade do Brasil, Salvador vive hoje uma disputa entre passado e presente.

Visitantes fogem para as praias do litoral norte da Bahia

Nessa competição, o lugar de cultura e natureza exuberantes, referência nacional de alegria, perde cada vez mais terreno para uma cidade engarrafada, suja e violenta.

Problemas afloram dos bairros de alto padrão à periferia da cidade.

Em dez pontos turísticos visitados pela reportagem, a reclamação das pessoas era constante.

Os diagnósticos ecoavam a análise do antropólogo Roberto Albergaria: a terra romanceada por Jorge Amado e cantada por Dorival Caymmi "está morrendo".

O escritor Antônio Risério também lamenta o novo pessimismo soteropolitano.

Isadora Brant/Folhapress
Vista do elevador Lacerda, em Salvador, região tem vários imóveis que deveriam ser tombados, mas estão abandonados
"Essa postura é recente. Por muito tempo, Salvador ocupou lugar e função de mito no imaginário nacional. As pessoas celebravam isso em termos bem narcisistas. Tinha história, beleza urbana e natural", diz Risério.

O prefeito João Henrique (PP) tem a maior rejeição entre os gestores das capitais (75%), conforme pesquisa Ibope de outubro.

Ele reconhece as mazelas, mas diz que pesquisas são "induzidas" e que é "cultural" culpar o prefeito.

"Pegue grandes expoentes da administração e bote aqui. Quero ver um Beto Richa, um Aécio Neves gerir uma cidade com a penúltima receita per capita das 26 capitais."

Os soteropolitanos e os turistas reclamam: praias estão cada vez mais sombreadas por causa de prédios.

Junto com a especulação imobiliária e problemas no trânsito, o número de homicídios supera o de São Paulo.

No Pelourinho, adolescentes são flagrados fumando crack à luz do dia, entre casarões em risco de desabar.



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Com emprego e renda em alta, interior de SP alavanca desenvolvimento do Estado

02/12/2012 - Folha de São Paulo

VENCESLAU BORLINA FILHO

Os municípios paulistas com bons indicadores de geração de emprego e renda, saúde e educação passaram de 18 para 173 e transformaram o mapa do desenvolvimento no Estado na última década (2000 a 2010).

O avanço ocorreu pelo interior, principalmente, em cidades das regiões administrativas de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Central (São Carlos e Araraquara).

O novo cenário consta no índice de desenvolvimento municipal, o IFDM, divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com dados referentes ao ano de 2010.

O índice mede o desenvolvimento dos municípios com base nas quantidades de emprego formal, matrícula infantil, consultas pré-natal e mortalidade infantil. É semelhante ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Dos 100 melhores IFDMs no Brasil (acima de 0,8 pontos), 73 foram registrados em São Paulo, entre eles a sua capital, na 32ª posição. Também são do Estado os municípios com os dez melhores índices do país.

Pela primeira vez, Indaiatuba (a 98 km de São Paulo) foi considerada a cidade mais desenvolvida do Brasil, após alguns anos na disputa. Em comum, os dez melhores
IFDMs estão a um raio de cerca de 100 km da capital.

De acordo com levantamento da Firjan, entre os municípios de alto desenvolvimento, a variável que mais cresceu na década foi emprego e renda: média de 38,7%. Educação teve 12% de alta, e saúde, 11,7%.

Em 2000, segundo o IFDM, 43 municípios paulistas --ou 6,7% do total-- ainda eram classificados com desenvolvimento regular. Após dez anos, eles ascenderam às condições de desenvolvimento moderado e alto.

É o caso de Suzanápolis (a 626 km de São Paulo). Em 2000, o IFDM do município era de 0,5601, o que lhe garantia classificação como desenvolvimento regular. Em 2010, saltou para 0,8215, de alto desenvolvimento.

Indaiatuba subiu ao posto de melhor IFDM do Brasil graças a geração de emprego e aumento da renda. Barueri, na Grande São Paulo, e Paulínia (a 117 km de São Paulo) perderam o posto por gerar menos postos de trabalho.

"O emprego e a renda sempre serão impulsionadores do desenvolvimento em São Paulo. É a nossa prioridade", disse Luciano Almeida, presidente da Investe SP, empresa formada para atrair investimentos e competitividade à economia paulista.

Segundo ele, um dos segredos é direcionar investimentos para regiões menos desenvolvidas do Estado. Dessa forma, o Estado todo se beneficia. "A Grande São Paulo e as regiões de Campinas e Sorocaba, por exemplo, já estão saturadas."


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sábado, 1 de dezembro de 2012

Ampliação é caminho de centros bem-sucedidos

Ampliação é caminho de centros bem-sucedidos

30/11/2012 - Valor Econômico, Cezar de Oliveira Faccioli

Não há caminho mais curto para o sucesso do que investir na ampliação de um empreendimento que já provou sua viabilidade. O Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo (SP), construído na década de 80, já programa sua terceira expansão, prevista para 2013. O projeto ainda se encontra em estudo. Mário Alves de Oliveira, diretor de desenvolvimento da Sonae Sierra Brasil, controladora do empreendimento, diz que a meta é agregar atividades complementares ao mix que o shopping já oferece, de acordo com a demanda da região, apontada em pesquisas. "Com o boom do mercado imobiliário, o perfil urbano e sócio-econômico da região vem alterando-se significativamente", diz o executivo.
O centro comercial, que teve 7,8 milhões de visitantes no ano passado, já havia passado por uma ampliação concluída em novembro de 2011. Após investimentos de R$ 56,8 milhões o Metrópole foi expandido em 8,7 mil m2 e ganhou 31 lojas, sendo uma âncora, a C&A, e uma área gastronômica, com três redes de restaurantes que ainda não atuavam na região. O australiano Outback, o La Pasta Gialla, de culinária italiana com assinatura do chef Sergio Arno; e o Mr. Jack's, lanchonete com decoração estilo anos 50.
As novidades do empreendimento incluem também novas instalações de fraldário, um "Family Room", um novo ambulatório. e um novo cinema, com nove salas stadium da rede Playarte, uma delas com tecnologia 3D.
Nas entradas do Shopping, painéis de cores se destacam com iluminação noturna feita de lâmpadas LED, mais econômicas que as convencionais. O shopping também revitalizou as áreas já existentes: pisos, tetos, iluminação, sinalização, novo mobiliário, além da instalação de escadas rolantes para facilitar e dar conforto aos acessos ao estacionamento, onde uma nova área foi criada com serviço de manobristas.
A HSI e a Saphyr também estão investindo R$ 24,5 milhões para uma primeira expansão do Shopping Pátio Maceió. A inauguração de uma nova ala, prevista para outubro do ano que vem, abrirá espaço para uma loja âncora, uma megaloja, uma academia, quatro quiosques e 22 lojas-satélites, numa área total de 6 mil m2.
Atualmente, cerca de 600 mil consumidores visitam por mês o centro de compras composto de 100 lojas satélites, nove lojas âncoras e oito megalojas, além de uma praça de alimentação com dois restaurantes e 18 operações de fast-food. Nos últimos dois anos, o público do Pátio Maceió cresceu 20% e as vendas 31%.
Esses números não impediram que a associação de lojistas do shopping questionasse a expansão anunciada, temendo um aumento da concorrência num mercado, segundo eles, com 13% de ociosidade. A direção do shopping argumenta que o investimento foi precedido de pesquisas atestando o potencial de público das novas lojas.
Já o grupo Tenco Shopping Centers. inaugurou em junho a duplicação do Cariri Garden Shopping, em Juazeiro do Norte, no Ceará, que passou a ser o maior centro de compras do interior do nordeste", diz Eduardo Gribel, presidente da empresa.
Gribel diz que a estratégia do grupo é atender as aspirações dos consumidores das cidades do interior e das capitais de estados menores em ter acesso aos serviços disponíveis nos grandes centros urbanos. "As pessoas no interior têm a mesma necessidade de consumo das capitais, só que não tem em seus municípios infraestrutura de varejo organizada presente nas grandes cidades. Quando se define o mix, é avaliado o varejo local, as necessidades do público da cidade, e a prospecção das grandes marcas nacionais para fazer parte do empreendimento," diz o executivo.
Segundo Gribel, em cidades em que o consumidor nunca teve acesso a marcas como McDonald's, Riachuelo, Renner, C&A, Americanas e Marisa, lojas de 180 m2, por exemplo, chegam a vender R$ 1 milhão por mês.
Essa constatação levou a Tenco priorizar cidades sem grandes shoppings. No momento, eles estão construindo quatro empreendimentos a serem entregues até o primeiro semestre do ano que vem: o Via Vale Garden Shopping, em Taubaté (SP), com a inauguração prevista para este mês, o Metropolitan Garden Shopping, em Betim (MG), o Pátio Arapiraca Garden Shopping, em Arapiraca (AL) e Amapá Garden Shopping, em Macapá (AP). Os investimentos nessas unidades ultrapassam R$ 500 milhões.
A Tenco também lançou recentemente dois empreendimentos que, somados, correspondem a um investimento de R$ 220 milhões. Um será o Via Café Garden Shopping, localizado em Varginha, no sul de Minas Gerais, e o outro o Bragança Garden Shopping, em Bragança Paulista, no interior paulista.
O grupo João Fortes Engenhari a também aposta em cidades de porte médio. No momento, desenvolve dois shoppings no Estado do Rio, um em Cabo Frio e outro em Volta Redonda, no Sul Fluminense.
O Park Lagos, em Cabo Frio, a cidade mais populosa da região dos lagos, tem a entrega prevista para novembro de 2013, com 198 lojas, área construída de 38 mil m² e área bruta locável de 26 mil m². O investimento total nessa primeira fase será de R$ 160 milhões, divididos pela João Fortes, Shopinvest e Big Burguer. A administradora será definida em seis meses, a partir de negociação com os empreendedores.
O Park Sul, em Volta Redonda, por sua vez, receberá R$ 200 milhões em investimentos. A ideia é aproveitar o crescimento do sul fluminense, em decorrência da ampliação da siderúrgica CSN, e do sucesso das montadoras em Porto Real, antigo distrito de Resende.
As obras do novo shopping começam em abril do ano que vem, com a inauguração prevista para dois anos depois. Serão 200 lojas, em 33 mil m² de área bruta locável e 90 mil m² de área construída e o estacionamento comportará 1800 veículos. Além de Shopinvest e João Fortes. o projeto tem o aporte da VR Empreendimentos . A expectativa é de quem em um ano, antes da data prevista para a inauguração, os investidores tenham definido a administradora responsável pelo shopping.
O exemplo seguido pela parceria Shopinvest e João Fortes é o Park Europeu, em Blumenau. Inaugurado em dezembro de 2011, ao final de dois anos de obras, o shopping catarinense recebe uma média anual de 300 mil visitantes. São 180 lojas, ocupando uma área bruta locável de 33 mil m2, a mesma projetada para o Park Sul, em Volta Redonda, em uma área construída de 84 mil m2. A administradora escolhida foi a Alliansce, dona do Shopping Leblon.


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Alta frequência

30/11/2012 - Valor Econômico, Jane Soares

Tudo parece conspirar a favor da indústria de shopping centers, que atravessa um dos melhores momentos de sua história no país. Rendimento da população em alta, melhor distribuição de renda, baixo índice de desemprego, juros em queda, maior oferta de crédito, prazos mais longos e confiança no futuro estimulam os consumidores a colocar a mão no bolso e gastar.
Os empresários perceberam a oportunidade de embarcar em uma onda de crescimento sem precedentes e também colocaram a mão no bolso para investir. Resultado: 28 novos empreendimentos em 2012, um recorde. Que não deve durar muito tempo. Afinal, 48 centros de compra já foram anunciados para 2013. "O setor cresce em todas as regiões", comemora Adriana Colloca, superintendente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
Os números da indústria são grandiosos. No fim deste ano, o Brasil terá 458 malls em funcionamento, instalados em 24,8 milhões de m² de área construída e com 11 milhões de m² área bruta locável (ABL). São 80 mil lojas, 735,7 mil vagas nos estacionamentos e 2.745 salas de cinema. O setor gera 775,4 mil postos de trabalho. Depois de um primeiro semestre em marcha lenta, os negócios engrenaram e a estimativa de uma nova expansão de 12% tem grandes chances de se concretizar. Se isso acontecer, o faturamento, que cresce sem parar desde 2005, chegará a R$ 121 bilhões. Outra novidade: pela primeira vez, o número de shoppings no interior, 226, superou o das capitais, consolidando a tendência de interiorização do segmento.
O melhor: a fase de expansão parece estar longe de se esgotar. A situação pode até melhorar. Carlos Medeiros, presidente da BR Malls, a maior empresa de shoppings do país, lembra que os juros praticados pelos bancos devem cair, incentivando ainda mais o consumo. Além disso, 250 dos 451 centros de compras em atividade estão no Sudeste e 225 nas capitais. Ou seja, ainda há muito espaço para crescer Brasil afora e até mesmo nas capitais.
A receita da expansão dos shoppings tem um ingrediente adicional: o bônus demográfico. "É um período único na história de uma nação em que o número de pessoas em idade de trabalhar, e, portanto, de consumir, é maior do que o de dependentes", explica Cláudio Sallum, sócio-diretor da Lumine, empresa especializada em soluções para shopping centers. Segundo estudo do Banco Mundial, o momento da "virada" demográfica começará em 2020, quando o envelhecimento da população começará a mostrar sua cara de forma mais acentuada.
Além da conjuntura favorável, parte do consistente crescimento da indústria pode ser explicado pela profissionalização do setor e por sua capacidade de se adaptar às novas tendências e exigências do mercado consumidor. Essa flexibilidade determinou a "democratização" dos malls, que se estruturaram para receber e atender a um novo público, formado por aproximadamente 3 milhões de brasileiros das classes D e E que galgaram os degraus para faixas de renda superiores. Pesquisa encomendada pela Abrasce para a GKF mostra que a classe B ganha importância como frequentadora dos shoppings, passando de 44%, em 2009, para 54%, em 2012. Quando somada ao público da classe C, representam 77% do total.
Esse público, porém, também traz um novo conjunto de demandas para o setor. Um estudo da GS&MD - Gouvêa de Souza detectou que os shoppings ainda são o local preferido de compras de apenas um quarto do contingente de pessoas que conquistaram recentemente níveis mais elevados de consumo. Luiz Alberto Marinho, sócio diretor da GS&BW, unidade especializada em shoppings da consultoria, avalia que existe uma clara necessidade de conquistar esse público que migrou das classes D/C2 para as B2/C nos últimos cinco anos. "É um grande desafio estruturar um shopping para essa nova classe média. Ainda não sabemos o modelo ideal", diz.
O empresário mineiro Elias Tergilene resolveu encarar esse desafio e acredita ter descoberto o segredo. Estruturou a Rede Uai de Shopping, o primeiro grupo popular reconhecido pela Abrasce. O empreendimento foi implantado em um imóvel em frente à rodoviária de Belo Horizonte, na região central da capital mineira, há quatro anos. Hoje são cinco unidades em funcionamento, duas em Manaus e três em Minas Gerais, todas em locais de grande circulação ou muito populosos. O investimento nos malls instalados em Minas foi de R$ 73 milhões. As âncoras são marcas como Lojas Americanas, Bob's e Marisa. Ao lado delas, atuam pequenos empresários. Segundo a empresa, os centros de compras registram um crescimento anual de 20%, com previsão de faturamento de R$ 24 milhões em 2012.
O grupo pretende investir R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos em 12 operações na Bahia, Pará, Piauí e interior de São Paulo. Quatro delas estão sendo instaladas em Manaus e Minas. "Nossos shoppings são dirigidos à classe G, de gente", afirma Tergilene. O diretor de operações da Rede Uai Shopping critica a resistência das grifes em aderir aos empreendimentos, alegando que um motoboy compra uma moto por R$ 2,5 mil e certamente pode pagar R$ 600 por um tênis de marca.
Florescem também os negócios nos segmentos já consolidados. A BR Malls, que foca as classes A e B e tem 50 empreendimentos em seu portfólio, investiu R$ 450 milhões em desenvolvimento e R$ 600 milhões em aquisições neste ano - uma delas foi a compra de 100% de participação no Shopping Capim Dourado, de Palmas (TO). A companhia inaugurou o Londrina Norte (PR), o Estação BH (MG) e o São Bernardo Plaza Shopping (SP). Em 2013, pretende investir R$ 500 milhões. Outros quatro projetos estão em andamento em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.
A maioria dos novos empreendimentos, populares ou sofisticados, obedece uma nova tendência: os shoppings deixam de ser meros centros de compras para se transformar em locais de socialização e lazer. "As cidades perderam os espaços de encontro em função do caos urbano e os malls podem ser esse lugar de convivência, a extensão da rua, onde as compras também acontecem", diz Marinho. "Uma das grandes mudanças do setor é transformar os malls em grandes áreas de encontro e entretenimento familiar", reforça Sallum.
Com isso, a arquitetura muda conceitualmente. Corredores estreitos, feericamente iluminados para o cliente sequer desconfiar do que acontece do lado de fora e não ver o tempo passar, cedem lugar a ruas largas, praças e terraços banhados por luz natural.



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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Setor manterá crescimento

22/11/2012 - Brasil Econômico

De acordo com a Abrasce, em 2013 o número de lançamentos no setor deve chegar a 40

As inaugurações já confirmadas pela Multiplan são parte de uma estratégia de crescimento vista no setor de shopping centers.
Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostram que o setor encerrará 2012 com 31 novos empreendimentos, enquanto o valor atingiu 21 no ano passado. A expectativa da Abrasce é de manter esse ritmo e atingir no ano que vem cerca de 40 novos shoppings. O setor também está aquecido em volume de fusões e aquisições. Dados da PricewaterhouseCoopers (PwC) mostram que das 221 transações, que ocorreram entre 2007 a 2012, os shoppings centers representaram 39% delas.
Para Armando D'Almeida, vice-presidente da Multiplan o processo de consolidação tende a crescer. "A consolidação no setor já é uma tendência e vivemos isso. Hoje, 21% da área bruta locável do setor no país está com seis empresas de capital aberto."
"Consolidar é também ter um percentual maior do mercado e isso é uma tendência de fato. O crescimento das cidades também é uma rota de crescimento do setor. O negócio de shoppings no Brasil é bem urbano, enquanto em outros países eles estão afastados das cidades", completa.
Para o executivo há muitas oportunidades nas cidades e também no interior e os shoppings em bairros serão um grande negócio. "Faz sentido ter um shopping para atender a um bairro. Mesmo em cidades como São Paulo ainda há espaço para isso. Vale dizer que, atualmente, menos de 160 municípios têm um shopping. São investimentos de longo prazo", destaca.


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Após investir R$ 1 bi, Multiplan agora terá seu primeiro shopping no Nordeste

22/11/2012 - Brasil Econômico, Érica Ribeiro

O consumo em alta vem estimulando a inauguração de novos empreendimentos em diferentes regiões

O crescimento do varejo e das vendas a crédito são alguns dos vetores que impulsionam os investimentos da Multiplan. Nos nove primeiros meses de 2012, a empresa tem investimentos de R$ 1 bilhão em novos empreendimentos. No dia 17 de outubro foi inaugurado o Jundiaí Shopping e no dia 27 de novembro será aberta a sexta expansão do shopping da Multiplan em Ribeirão Preto. Um dia depois, é a vez da inauguração do Park Shopping, em Campo Grande, zona oeste do Rio. No dia três de dezembro, é a vez da abertura do Village Mall, shopping de luxo na Barra da Tijuca onde há especulações de que será inaugurada a primeira Apple Store do país.
"Até o dia três de dezembro vamos ampliar em 25,7% nossa área bruta locável com os novos empreendimentos. Os investimentos de R$ 1 bilhão são recorde. Nunca fizemos algo deste porte em um ano", diz o vicepresidente e diretor de Relações com Investidores da Multiplan, Armando D'Almeida. "Dos 18 shoppings que fazem parte do portifólio da empresa, 16 foram feitos do zero e isso mostra nosso DNA como desenvolvedores. Nossas taxas de ocupação nas lojas tem sido elevada."
O aumento de 14,7% na locação de lojas se deve aos novos espaços que surgem a partir das inaugurações e expansões e também ao aumento do aluguel das lojas, por conta das boas vendas dos lojistas. O consumo da nova classe média ajuda a impulsionar as vendas e apesar de os shoppings da Multiplan em sua maioria estarem voltados para as classes A e B, D'Almeida afirma que, por serem regionais, atendem a todas as camadas.
Para 2013, a empresa já prepara a inauguração de mais um shopping, desta vez em Maceió. Será a primeira experiência da Multiplan no Nordeste, em parceria com outra empresa do setor, a Aliansce Shopping Centers, e a inauguração está prevista para o terceiro trimestre do ano que vem.
"Também vamos inaugurar no segundo trimestre de 2013 torres comerciais em frente ao Morumbi Shopping, em São Paulo, além de expansões no Ribeirão Shopping", enumera o executivo da Multiplan. Para financiar os projetos que entrarão em operação este ano e no ano que vem, parte dos recursos da Multiplan saíram do caixa da empresa e parte de bancos.


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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Após investir R$ 1 bi, Multiplan agora terá seu primeiro shopping no Nordeste

22/11/2012 - Brasil Econômico, Érica Ribeiro

O consumo em alta vem estimulando a inauguração de novos empreendimentos em diferentes regiões

O crescimento do varejo e das vendas a crédito são alguns dos vetores que impulsionam os investimentos da Multiplan. Nos nove primeiros meses de 2012, a empresa tem investimentos de R$ 1 bilhão em novos empreendimentos. No dia 17 de outubro foi inaugurado o Jundiaí Shopping e no dia 27 de novembro será aberta a sexta expansão do shopping da Multiplan em Ribeirão Preto. Um dia depois, é a vez da inauguração do Park Shopping, em Campo Grande, zona oeste do Rio. No dia três de dezembro, é a vez da abertura do Village Mall, shopping de luxo na Barra da Tijuca onde há especulações de que será inaugurada a primeira Apple Store do país.
"Até o dia três de dezembro vamos ampliar em 25,7% nossa área bruta locável com os novos empreendimentos. Os investimentos de R$ 1 bilhão são recorde. Nunca fizemos algo deste porte em um ano", diz o vicepresidente e diretor de Relações com Investidores da Multiplan, Armando D'Almeida. "Dos 18 shoppings que fazem parte do portifólio da empresa, 16 foram feitos do zero e isso mostra nosso DNA como desenvolvedores. Nossas taxas de ocupação nas lojas tem sido elevada."
O aumento de 14,7% na locação de lojas se deve aos novos espaços que surgem a partir das inaugurações e expansões e também ao aumento do aluguel das lojas, por conta das boas vendas dos lojistas. O consumo da nova classe média ajuda a impulsionar as vendas e apesar de os shoppings da Multiplan em sua maioria estarem voltados para as classes A e B, D'Almeida afirma que, por serem regionais, atendem a todas as camadas.
Para 2013, a empresa já prepara a inauguração de mais um shopping, desta vez em Maceió. Será a primeira experiência da Multiplan no Nordeste, em parceria com outra empresa do setor, a Aliansce Shopping Centers, e a inauguração está prevista para o terceiro trimestre do ano que vem.
"Também vamos inaugurar no segundo trimestre de 2013 torres comerciais em frente ao Morumbi Shopping, em São Paulo, além de expansões no Ribeirão Shopping", enumera o executivo da Multiplan. Para financiar os projetos que entrarão em operação este ano e no ano que vem, parte dos recursos da Multiplan saíram do caixa da empresa e parte de bancos.


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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Obras do Ministério das Cidades são destaque no 5º Balanço do PAC

19/11/2012 - Ministério das Cidades, Taís Calado

As obras de saneamento, Minha Casa Minha Vida, prevenção em áreas de risco, drenagem, contenção de encostas, pavimentação e mobilidade urbana do Ministério das Cidades (MCidades) foram destaques de execução e conclusão durante o anúncio do 5º Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na tarde desta segunda-feira (19/11).

O balanço corresponde à execução, conclusão e recursos investidos até setembro de 2012. As obras de saneamento, prevenção em áreas de risco, drenagem, contenção de encostas, pavimentação e mobilidade urbana fazem parte do eixo Cidade Melhor que já concluiu 497 empreendimentos de saneamento e drenagem e a linha Oeste do Metrô de Fortaleza (CE).

O Mcidades, no âmbito do PAC, já contratou R$ 25 bilhões em saneamento para executar 3.652 obras selecionadas de 2007 a 2009. Estas ações irão beneficiar quase oito milhões de famílias de 2.009 municípios de 27 estados. Nos empreendimentos em andamento, a execução média é de 63%.

As obras de saneamento são exemplo quando o assunto é avanço nas execuções. A Ministra do Planejamento, orçamento e Gestão, Miriam Belchior, citou em sua apresentação a obra de Despoluição dos Vales dos Rios dos Sinos, Guaíba e Gravataí no Rio Grande do Sul com 80% de execução global e que beneficiará sete municípios do Estado.

Desde 2011, foram 628 obras de saneamento selecionadas e 97% já contratadas. Estas ações representam R$ 9,4 bilhões de novos investimentos em esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e saneamento integrado.

Para amenizar os efeitos das inundações e a prevenção de deslizamentos, o MCidades já selecionou 328 empreendimentos de drenagem e 137 de contenção de encostas na área de Prevenção em Áreas de Risco, desde 2007.

Nas obras de drenagem, são 210 empreendimentos contratados entre 2007 e 2009, somando um investimento de R$ 5,1 bilhões. A execução média das obras está em 46% e irão beneficiar mais de dois milhões de famílias em 114 municípios de 18 estados. A seleção de 2011 contratou 82 empreendimentos em um investimento de R$ 4 bilhões. Já este ano, foram selecionados mais 36 empreendimentos de drenagem do Plano de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais que beneficiarão 60 municípios totalizando R$ 4,1 bilhões e também 21 obras totalizando R$ 594 milhões para obras de Contenção de Encostas.

Nesta área o destaque foi para a Drenagem Urbana na Baixada Fluminense, que inclui a macrodrenagem, a recuperação ambiental e o reassentamento de 2,5 mil famílias que moram as margens dos rios Botas e Sarapuí no Rio de Janeiro.

Para prevenção em áreas de risco, em contenção de encostas, foram contratados 116 empreendimentos para beneficiar 71 municípios de 10 estados com um investimento de R$ 595,3 milhões.

Nas obras de Pavimentação e qualificação de vias do PAC 2, 145 municípios foram selecionados e 64% já estão em obras. Neste ano, o MCidades iniciou a segunda seleção que destina R$ 5,8 bilhões para pavimentação em vias urbanas já existentes.

Outro investimento de destaque do MCidades é o PAC Mobilidade Grandes Cidades que selecionou 43 empreendimentos em 51 municípios. São R$ 32,7 bilhões destinados à construção de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), corredores de ônibus e construção e expansão de metrôs, em oito capitais do País. Para as Cidades com população entre 205 e 700 mil habitantes foi aberto o processo de seleção do PAC Mobilidade Médias Cidades. Neste período,

Minha Casa, Minha Vida- O programa contratou 1,96 milhão de unidades habitacionais. São 826 empreendimentos de Urbanização em Assentamentos Precários pata melhorar a qualidade de vida da população.

A segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida foi ampliada de 2 milhões para 2,4 milhões de unidades, das quais mais de 953 mil moradias já foram contratadas. Desde o lançamento do Programa, em 2009, as contratações somam 1,96 milhão de casas e apartamentos; 48% deles foram entregues aos seus moradores.

O destaque do Minha Casa, Minha Vida está na modalidade rural, na qual o Programa contratou mais de 35 mil habitações desde 2011, entre novas moradias e reformas.

Em Urbanização de Assentamentos Precários, foram 3.465 empreendimentos contratados entre 2007 e 2009, no valor de R$ 18,9 bilhões, com uma média de 57%
de execução. As obras são para construção de moradias, abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, drenagem, iluminação, obras viárias e a construção de equipamentos sociais, como creches, escolas e praças.

Um exemplo é a urbanização da Vila do Mar, em Fortaleza (CE), que possui investimento de R$ 124,3 milhões e está com 63% de execução. O total contratado para urbanização beneficiará 1,37 milhão de famílias, em 2.080 municípios, nos 26 estados e no Distrito Federal.

Desde 2011, foram selecionados 486 empreendimentos de urbanização, dos quais 97% estão contratados. Essas ações representam R$ 9,1 bilhões de novos investimentos que beneficiarão 388 municípios, em 26 estados.

Geral- As ações concluídas do PAC 2 correspondem a 38,5% das ações previstas para o período 2011 a 2014. As obras finalizadas somam R$ 272,7 bilhões. O resultado é 82% superior ao ano passado.

O programa realizou 40,4% do previsto até 2014. Já foram investidos R$385,9 bilhões em obras de infraestrutura logística, social, e urbana. Este valor é 19% superior ao resultado do ultimo balanço, em junho deste ano, e 26% maior em relação a 2011. Os recursos já chegam a R$ 26,6 bilhões, um aumento de 28%.


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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Com guerra fiscal, Extrema vira 2º polo industrial de Minas

11/11/2012 - Folha de São Paulo

THIAGO SANTOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com as armas da guerra fiscal, o município mineiro de Extrema, distante 107 quilômetros de São Paulo e a 500 quilômetros de Belo Horizonte, já é o segundo polo industrial de Minas Gerais, atrás apenas de Betim.

Procura eleva preço de terrenos em Extrema (MG)

A participação de Extrema no repasse do ICMS mineiro mais que dobrou em uma década e atingiu 0,5% do total em 2011.

As políticas estadual e municipal de incentivo têm feito da cidade mais ao sul de Minas Gerais ser a mais nova meca da indústria paulista.

Para Tailon de Camargo, diretor da Secretaria da Fazenda de Extrema, o município vive mais da relação com São Paulo do que com Minas Gerais.

Os incentivos surtiram resultado. Em 12 anos, o número de indústrias em Extrema saltou de 60 para 172 operações, boa parte destas oriundas do território paulista.

DE MALA E CUIA

A fabricante de chocolate Kopenhagen aportou na cidade em 2009, depois de abandonar Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo a prefeitura local, a unidade emprega 1.200 funcionários.

Em 2007, a Multilaser -fabricante de equipamentos eletrônicos e de informática- trocou o bairro da Barra Funda (zona oeste de São Paulo) pelo sul de Minas.

"Desde o início das negociações, a prefeitura se mostrou amigável e facilitou até a compra do terreno para a instalação da fábrica", afirma Guila Borba, diretor comercial da Multilaser.

Com o pagamento de salários, a empresa injeta R$ 2 milhões todos os meses na economia da cidade.

Um dos beneficiados da bonança é o estagiário Filipe Meira Mazon, 24.

"Extrema está crescendo muito rápido. A situação é praticamente de pleno emprego", afirma Mazon.

Os benefícios fiscais oferecidos pelo município são generosos: isenção de IPTU, alíquota reduzida do ISS e até assessoria para a empresa não se afogar na burocracia junto ao governo estadual.

A mais nova conquista de Extrema foi a Panasonic, que instalou uma nova unidade no município.

Anunciada oficialmente em fevereiro, a fábrica estava sendo disputada pela cidade mineira e por municípios paulistas e fluminenses.

A previsão é que, até abril do ano que vem, a empresa deverá ter 600 funcionários.

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Nathan Khornnes (14)(03h55) há 52 minutos
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Congratulo-me com a Administração Municipal de Extrema, MG. Pois, se formos esperar pela boa vontade política do Governador do Estado, Anastasia, Minas Gerais se tornará um estado obsoleto, por conta da mentalidade atrasada do atual governo mineiro.
Espero que outros municípios mineiros possam esforçar-se por fazerem exatamente o que fez o prefeito de Extrema. Que bom que levassem para Minas Gerais algumas fábricas de automóveis, auto-peças, bem como indústrias de tecnologia de ponta.
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Procura eleva preço de terrenos em Extrema (MG)

11/11/2012 - Folha de São Paulo

O desenvolvimento industrial deve acelerar o crescimento populacional na cidade de Extrema.

Com guerra fiscal, Extrema vira 2º polo industrial de Minas

A previsão é que em 2020 a cidade tenha 45 mil habitantes. Segundo o IBGE, a população passou de 19 mil para 28,5 mil em pouco mais de uma década.

O efeito do crescimento demográfico foi o forte crescimento da procura por imóveis. O custo dos terrenos disparou, assim como os preços dos aluguéis.

Uma nova lei de zoneamento foi criada. A preocupação do Legislativo local teve início após a construção de um edifício de oito andares, o mais alto na cidade.

A população temeu a perda do "skyline" de Extrema, que apresenta um belo visual da Serra da Mantiqueira.

A nova lei limitou a altura dos edifícios a apenas quatro andares.

Nos últimos dez anos, o metro quadrado no bairro Fonte Nova, próximo ao prédio da prefeitura, passou de R$ 15 para R$ 250.

A engenheira Noma Ruiz, 25, decidiu trocar Bragança Paulista por Extrema, mas teve problemas. "São poucas as opções de imóveis. e o aluguel é muito caro", afirma.

Hoje, paga R$ 1.300 por mês por uma casa de três dormitórios. (TS)
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sábado, 10 de novembro de 2012

Condomínios de luxo agora têm espaço para aviões

08/11/2012 - Valor Econômico, Virgínia Silveira

O crescimento da frota de aeronaves executivas no Brasil, que já contabiliza um número superior a 13 mil, a segunda maior do mundo depois dos Estados Unidos, está estimulando o surgimento de um novo tipo de empreendimento imobiliário no país, onde os proprietários podem aterrissar seus aviões e estacioná-los à porta de casa com total comodidade e segurança.
Também conhecidos como "fly-ins", esses empreendimentos unem toda a infraestrutura de um condomínio de luxo a conveniência de ter uma pista aeronáutica a poucos metros de casa. Muito comuns nos EUA, onde já existem mais de 700, os condomínios "fly in community", têm atraído o interesse de empresários que utilizam o avião como ferramenta de trabalho e buscam conforto e economia de tempo.
"Em um momento em que os aeroportos dos grandes centros estão saturados, a possibilidade de chegar em casa voando e estacionar o avião em hangar privativo é um grande apelo", diz o presidente do grupo Design Resorts, Miguel Martins, responsável pelo condomínio Fly-in, que está sendo construído às margens do Lago de Furnas, a poucos quilômetros de Belo Horizonte (MG).
Com mais de 20 unidades vendidas e previsão de entrega em 2014, o Fly-in atraiu o interesse de proprietários de aviões que trabalham no setor de mineração, bancos e incorporação no Estado de Minas Gerais. O investimento aplicado na infraestrutura do condomínio, segundo Martins, deve totalizar R$ 60 milhões.
O empresário do ramo de cafeterias em Belo Horizonte, João Guimarães Fillard Junior, comprou dois lotes no Fly-in pensando no retorno do investimento num prazo de três anos. "Com o aumento do número de aeronaves particulares no país e a superlotação dos aeroportos, a demanda por esse tipo de empreendimento será muito grande", disse o executivo.
O Fly-in possui 30 lotes com tamanhos que variam de 2.600 a 5000 metros quadrados. O preço do metro quadrado varia de R$ 400 a R$ 450. Além da pista de 1600 metros, a maior entre os condomínios aeronáuticos existentes hoje no Brasil, a área tem toda a infraestrutura dos outros empreendimentos ao redor, um complexo de lazer que oferece campo de golfe, hípica, tênis.
Para o presidente do grupo Design Resortes, os condomínios "fly in community" têm um grande potencial se forem construídos em regiões com alto poder aquisitivo. "Temos planos de apresentar proposta para esse tipo de empreendimento em cidades como Uberlândia e Curitiba."
Atenta ao crescimento dessa nova demanda, a construtora Locks, do grupo Setep, que atua na área de terraplenagem e pavimentação asfáltica, iniciou a construção do primeiro condomínio de alto padrão na região Sul do país. Em uma área de um milhão de metros quadrados, o Fly Ville conta com pista de 1.340 metros para pousos e decolagens e hangares exclusivos para guardar as aeronaves dos proprietários residentes no condomínio.
"Para os investidores que residem fora de Santa Catarina, o Fly Ville também apresenta a vantagem de poder chegar em sua residência de helicóptero ou jatinho, sem ter de enfrentar grandes congestionamentos", diz o diretor comercial da Locks, Pedro Meller.
O condomínio está localizado no município de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, a cinco minutos do Balneário de Camboriú. Meller acredita que é justamente a localização um forte atrativo para os investidores estrangeiros.
A construção do Fly Ville, segundo estimativa do diretor, deve exigir investimento da ordem de R$ 200 milhões, que será feito com recursos próprios do grupo. As obras do condomínio foram iniciadas em julho e a previsão é que sejam realizadas dentro de um período de 36 meses. Antes do lançamento oficial do empreendimento, feito em agosto, na Labace, feira de aviação executiva, o Fly Ville já tinha vendido cerca de 20% dos seus lotes.
O condomínio tem 281 lotes particulares para a área residencial, dois helipontos, terminal de passageiros, posto de abastecimento e uma área comercial de 7.500 metros quadrados. Para preservar a sustentabilidade do condomínio, segundo Meller, o Fly Ville permitirá a instalação de empresas que agreguem valor ao local, com limite para duas escolas de aviação, duas empresas de táxi aéreo e duas oficinas de manutenção de aeronaves.
A pista do condomínio já estará liberada para uso a partir do segundo semestre de 2013. A área dos lotes varia de 3 mil metros quadrados a 5 mil metros quadrados com preços que vão de R$ 1,2 milhão a R$ 3 milhões respectivamente. A área comercial terá espaço para um supermercado âncora, lojas diversas, espaço fitness, sauna, quadra de tênis, salão de jogos, playground, campo de futebol, piscinas, pista de caminhada e lago.
Também localizado no balneário de Furnas, em Minas Gerais, o condomínio Quintas Ponta do Sol já foi totalmente entregue a um ano. A pista de avião tem 700 metros de comprimento e licença de funcionamento pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
"São apenas 20 lotes de 10 mil metros quadrados cada e todos com frente para a lagoa", diz o empresário Régis Campos, dono da construtora Emccamp, que construiu o empreendimento. O vice-presidente do banco BMG, Márcio Alaôr de Araújo, e o presidente do clube de futebol Cruzeiro, Zezé Perrela, segundo Campos, compraram terrenos no condomínio.
O empresário comenta que o único lote ainda à venda no Quintas Ponta do Sol está sendo comercializado por R$ 1,5 milhão. "Eu também construí uma casa lá. Os proprietários do condomínio, em geral, assim como eu, têm aviões como ferramenta de trabalho", comenta. O local só opera aviões de pequeno porte.


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terça-feira, 6 de novembro de 2012

BR Malls inaugura shopping em Londrina

06/11/2012 - Monitor Mercantil

A BR Malls inaugurou o Londrina Norte Shopping, no Paraná. Com 165 lojas, o empreendimento tem ABL de 32.992 metros quadrados, sendo 23 mil próprios e 92% comercializado na inauguração. No prazo de cinco anos, a companhia prevê a inauguração da segunda fase do projeto, que terá estrutura de complexo multi-uso, com torres comerciais e residenciais, centro médico, entre outros serviços. A BR Malls estima que o shopping resulte em lucro operacional antes do pagamento de impostos e juros, incluindo receita de serviços estabilizados de R$ 16,3 milhões. A companhia adquiriu, em agosto de 2011, 70% a Alvear, que detém a totalidade do Londrina Norte Shopping, atingindo participação de 70% no projeto, que será administrado pela BR Malls. Com a inauguração, a empresa atingiu 49 empreendimentos no país e 867,6 mil metros quadrados em ABL próprio.


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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Sá Cavalcante investe R$ 4 bilhões para ter dez shoppings até 2015

30/10/2012 - Brasil Econômico, Juliana Ribeiro

Grupo se especializou em complexos comerciais, que devem gerar R$ 400 milhões este ano

O mercado de shoppings center no Brasil está em franca expansão e o grupo Sá Cavalcante faz parte desse cenário. A holding que nasceu no Ceará há 36 anos com o DNA de construtora e incorporadora, tem um modelo de negócio integrado e um plano ousado: saltar dos atuais três shoppings para 10 unidades no portfólio, entre obras concluídas e em andamento, até 2015. "Nosso foco é investir em cidades de médio porte, com grande potencial de crescimento", explica Leonardo Cavalcante, presidente da divisão de shoppings e filho do fundador da companhia.
Para isso, o grupo está investindo cerca de R$ 4 bilhões na compra de terrenos e na construção dos empreendimentos. Seguindo com o plano de expansão, em julho, a Sá Cavalcante fez uma emissão de debêntures, a primeira oferta pública de valores mobiliários feita pela companhia, no valor de R$ 350 milhões. O valor adquirido vem sendo investido nos projetos de construção dos shoppings.
Complexos imobiliários
A estratégia de negócio da empresa passa pela integração. Depois de vender o shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, para o grupo BR Malls por R$ 800 milhões em 2010, a companhia incrementou seus projetos. Seguindo a tendência de complexos que reúnem salas comerciais, edifícios residenciais e centros comerciais, como por exemplo, o Cidade Jardim, endereço nobre de São Paulo pertencente ao grupo JHSF, a Sá Cavalcante tem em seu portfólio alguns dos maiores complexos do Norte e Nordeste do país. Só no Espírito Santo são dois shoppings em funcionamento, outros dois em construção e um quinto projeto em desenvolvimento - todos nesse modelo.
Em São Luís (MA), o shopping da Ilha é o maior empreendimento da cidade e está em fase de expansão. Serão construídas torres com 3,2 mil unidades entre apartamentos e salas comerciais. A prefeitura da cidade optou por transformar a região em um bairro, que se chamará Reserva da Ilha e ficará a cargo da Sá Cavalcante. "Cuidaremos de toda a infraestrutura da região", explica Cavalcante. O investimento na criação do complexo de escritórios e apartamentos começou em 2010 e deverá somar R$ 1 bilhão até sua conclusão, prevista para três anos.
Cavalcante revela que o grupo também está desenvolvendo o estudo da viabilidade de investir em um complexo comercial em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. "Estamos levantando os custos e desenvolvendo o projeto." A construção de um shopping costuma ser para a companhia, o primeiro pilar para a entrada do grupo em uma nova área. "Depois de instalado, a incorporadora chega com os lançamentos das torres e montamos o complexo", explica Cavalcante. Com a constante prospecção de áreas e regiões, a companhia já tem uma reserva de terras quitada no valor de R$ 6 bilhões. "Isso nos dá muita segurança para expandir nos próximos anos", explica o executivo.
Para agilizar o trabalho e manter o controle de qualidade dos empreendimentos que constrói, a Sá Cavalcante cuida de todos os processos da obra, desde a prospecção do terreno, desenvolvimento do projeto de engenharia e arquitetura, passando pela comercialização dos espaços e administração dos condomínios. Em Teresina, o grupo está construindo o shopping Rio Poti, que além de prédios comerciais e residenciais, terá um hotel integrado ao complexo.
Atuação diversificada
Cavalcante explica que apesar de os principais investimentos do grupo estarem na região Nordeste, a ampliação da área é uma possibilidade. Segundo ele, além do projeto em Guarulhos, ainda não há nenhuma outra região com planos em desenvolvimento, mas ele dá dicas de onde o grupo poderá atuar nos próximos anos. "Gosto muito da região Centro-Oeste, no passado estudamos algumas operações por lá, mas bateu na trave", brinca.
A previsão do grupo é fechar este ano com valores gerais de vendas, ou seja, o potencial disponível para comercialização de R$ 410 milhões, incluindo os complexos com shoppings e prédios, ante R$ 290 milhões no ano passado. Para 2015, a expectativa é alcançar o montante de R$ 500 milhões.


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Especialista que mudou Barcelona sugere soluções para Salvador

31/10/2012 - Correio 24 horas, Lorena Caliman

Manuel Herce, em um passeio por pontos movimentados da capital, apontou problemas e sugeriu soluções para a cidade se tornar mais sustentável

Ele tenta andar na cidade, mas não consegue, pois não há calçadas. Nas avenidas, espaço demais para carros e pouco para o transporte público. Esses e outros problemas – que têm solução - são observados pelo engenheiro espanhol Manuel Herce, 65, um dos responsáveis pela reconstrução de Barcelona para as Olimpíadas de 1992, legado que se sente até hoje no bom funcionamento da cidade espanhola.

Herce, que é casado com uma brasileira, está desde o início da semana em Salvador para participar da 3ª edição do Agenda Bahia, que começa hoje, às 8h, na Fieb, e alerta que a construção de viadutos e de estacionamentos não vai resolver os problemas da capital baiana: é preciso dar atenção ao pedestre e melhorar o transporte público.

Ontem, em um passeio por pontos movimentados da capital com o CORREIO, Herce apontou problemas e sugeriu soluções para a cidade se tornar mais sustentável.

Em primeiro lugar, diz ele, a cidade precisa ser pensada para o morador, não para os carros. Ao conhecer os números da pesquisa do Instituto Futura que mostra que 73% dos moradores de Salvador levam quatro horas por dia no trânsito, ele afirmou que o problema poderia ser resolvido com um sistema integrado de transporte.

Atualmente, "o carro atrapalha o ônibus e o ônibus atrapalha o carro", diz. "Isso mostra que se deve controlar o espaço para os carros, pra melhorar o engarrafamento. Em outras grandes cidades do mundo você gasta 1 hora, 1 hora e meia", conta.

Dificuldades
Na região do Iguatemi, na passagem do viaduto que dá acesso à Rodoviária, ele apontou a falta de espaço para pedestres, excesso de faixas para carros e áreas verdes desaproveitadas.

"Você pode ter avenidas grandes na cidade, mas uma avenida não precisa ser uma autoestrada, tem que ter espaços para os pedestres também", opina. Herce ressaltou a dificuldade que os soteropolitanos têm de sair de seus bairros para chegar aos pontos de ônibus nas avenidas. "Aqui ninguém pode atravessar a rua, o viaduto não tem calçada. O cara que quer atravessar aqui morre. Se quer pegar ônibus aqui, o que faz? Ele tem que caminhar meio quilômetro", comenta.

Herce também critica o excesso de viadutos, dizendo que eles não são uma alternativa sustentável para o trânsito, uma vez que aumentam o espaço só para os carros.

"O problema não é carro, carro é um direito. O problema é que o carro adentrou a cidade. Em Paris, tem quase uma média de 2,2 carros por família, mas na rua você não vê praticamente, só sábado e domingo, porque o sistema de transporte coletivo é ótimo", compara. Uma das sugestões de Herce para o Iguatemi é aumentar os espaços para pedestres, restringir a passagem de carros em parte das pistas e criar faixas exclusivas para ônibus.

Desagradável
O engenheiro criticou também a falta de espaços agradáveis para caminhar. Na orla, mesmo havendo calçadões, Herce chama a atenção para a falta de planejamento paisagístico. "Nas praias da Pituba ao Rio Vermelho, não tem uma árvore sequer. Só tem poste, concreto. É uma região feita para o pedestre, mas o pedestre é sacrificado", opina.

Uma das mais movimentadas da cidade, a avenida Mário Leal Ferreira, a Bonocô, foi criticada pela falta de espaços de convivência. Na avenida, quase não há calçadas.

Metrô
Herce afirma ainda que o metrô é uma das saídas mais importantes, mas não a única, para os problemas de mobilidade. "Num deslocamento longo, você não pega só o metrô, pega também ônibus, bicicleta, carro, anda a pé. Esse é um problema de planejamento público. Você não pode ficar esperando horas pra um ônibus passar, nem andar demais de uma estação para a outra. É preciso integrar os diferentes transportes", indica.

Apesar de o metrô ter apenas seis quilômetros de extensão até agora, o problema maior, diz Herce, é a quantidade de estações e a distância entre elas. Em toda a Bonocô há apenas uma parada do metrô, a Estação Brotas, enquanto Herce diz que o metrô deve unir a população à cidade e trazer conforto às pessoas.

"As pessoas não podem depender de uma passarela pra entrar no metrô. Ele tem que estar ligado com o lugar, e todo o entorno tem que ter uma estrutura para caminhar. É a partir daí que nascem lojas, comércio. Tem que ter estações suficientes pra que as pessoas caminhem, no máximo, 200 metros. Aqui tem muito mais distância que isso", critica.



Diretamente relacionado à Copa, o entorno da Fonte Nova é visto como uma oportunidade pelo engenheiro espanhol Manuel Herce. Ele diz que, apesar de o projeto da Arena ser muito interessante para o esporte, a estrutura de mobilidade ao redor deixa a desejar. Lembrando que entre os planos para o entorno estão a construção de dois edifícios- garagem, ele alerta que o acesso de carro até o estádio é um problema. "Em dias de jogos, fica fechado quase um quilômetro no entorno do estádio de Barcelona, e as pessoas têm o acesso por metrô, caminhando. Entrar de carro engarrafa tudo e ninguém chega".

Aproveitando a rota turística, Herce defende a criação de um circuito de pedestres do Dique ao Comércio, passando pelo Campo da Pólvora, subindo em escada mecânica ao Largo de São Francisco e descendo para o Comércio pelo Elevador Lacerda. " Não é cara. É coisa de R$ 5 milhões, R$ 6 milhões, não é nem o preço da arquibancada do estádio". A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder) tem um projeto previsto para ser entregue em dezembro de 2013 que prevê quatro rotas para pedestres, sendo duas no Comércio, uma em Brotas e uma em Nazaré.


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Classe média brasileira forma o 18.º maior mercado consumidor mundial

31/10/2012 - O Estado de São Paulo

Na média, renda desse grupo é 2,5 vezes mais alta que a da classe baixa, mas quando comparada à da classe alta a diferença é de quatro vezes

PORTO ALEGRE - A gerente de Projetos da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), Alessandra Ninis, apontou nesta quarta-feira, 31, que a classe média brasileira gastou R$ 975 bilhões em 2011. "Se a classe média brasileira fosse um País, seria o 18.º mercado consumidor do mundo, ou seja, estaria no G-20", comentou Alessandra, durante o IV Fórum Banco Central de Inclusão Financeira, realizado na capital gaúcha.

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Os dados fazem parte do estudo da SAE chamado "Vozes da Classe Média". Em junho, a SAE divulgou as faixas que leva em conta para definir as classes sociais da população brasileira, colocando como classe média as famílias de renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019. Essa classe média dependeu, segundo Alessandra, da renda do trabalho para ascender. Segundo ela, na média, a renda desse grupo é 2,5 vezes mais alta que a da classe baixa, mas quando comparada à da classe alta a diferença é de quatro vezes.

Alessandra disse que essa parcela da população ainda faz pouco uso do sistema financeiro, já que 77% pagam despesas em dinheiro. "Quanto ao endividamento, 28% da população da classe média tem dificuldade de honrar dívidas, proporção que cai para 19% na classe alta", afirmou.


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Levar água tratada e esgoto para todo o país custa R$ 420 bi, calcula ministério

31/10/2012 - Valor Econômico

O diretor do Departamento de Água e Esgotos do Ministério das Cidades, Johnny Ferreira dos Santos, afirmou hoje que a universalização dos serviços de água e esgoto até 2030 no país exige aporte de recursos de R$ 420 bilhões. Ele garantiu que os investimentos previstos para saneamento nos Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2 são suficientes, caso sejam mantidos após 2015, para atingir esse objetivo. "No PAC 1, tivemos R$ 40 bilhões para o setor e o PAC 2 ampliou de R$ 45 bilhões para R$ 55 bilhões o montante previsto para investimentos até 2015", disse, durante seminário sobre saneamento organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).



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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Governo do Piauí diz que vai investir R$ 500 milhões em mobilidade urbana

09/10/2012 - Cidade Verde

Governo anuncia investimento da ordem de US$ 500 milhões em obras que contemplam a mobilidade urbana no Piauí

"Os recursos já estão assegurados e devem ser aplicados na construção de viadutos, duplicação de estradas e avenidas, bem como na melhoria do sistema de metrô, repercutindo na melhoria da segurança do trânsito no Piauí", ressalta o governador Wilson Martins.

O investimento contempla as obras de duplicação das BRs 316 e 343, que serão executadas pelo Governo do Estado. As vias cortam a cidade de Teresina e apresentam grande congestionamento no horário de pico. Serão duplicados aproximadamente nove quilômetros na BR 316 e 9,5 quilômetros na BR 343. Para tanto serão investidos R$ 100 milhões.

A duplicação da avenida que dá acesso ao Rodoanel, pela zona Leste da capital, também está na pauta das obras a serem executadas, através dos investimentos estaduais. A duplicação terá a extensão de 12 quilômetros, onde serão investidos R$ 51 milhões. Enquanto o Rodoanel de Teresina vem sendo executado desde o mês de maio deste ano e irá ligar as BRs 343 e 316.

Com 28 quilômetros de pista dupla, o Rodoanel é uma das obras que irá retirar diariamente do Centro da cidade cerca de cinco mil veículos, através da ligação das BRs 316 e 343. A obra tem investimento de R$ 80 milhões e já emprega 154 pessoas.

Na principal ponte de acesso ao Centro de Teresina, a Juscelino Kubitscheck, que liga as avenidas Frei Serafim e João XXIII, serão construídas oito novas pistas. Com investimento de R$ 18.236.767,70, a obra é resultado de parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal. A nova ponte terá 428,4 metros de extensão e será construída no espaço entre as duas pontes atuais.

Um elevado na Avenida Miguel Rosa, no trecho que liga a via à BR-343, na zona Sul, terá um custo de aproximadamente R$ 14 milhões e uma extensão de 42 metros, visando melhorar o tráfego naquela região. A Avenida João XXIII também irá ganhar dois viadutos. Os projetos já foram elaborados e seguem para licitação ainda neste semestre. A obra irá contemplar dois cruzamentos da Avenida João XXIII, um com a Avenida Nossa Senhora de Fátima e outro com a Avenida Presidente Kennedy.


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Piauí anuncia investimento de R$ 850 milhões em mobilidade urbana

25/10//2012 - Pini Web, Aline Rocha

Recursos irão para o Projeto Pró-Desenvolvimento II, que prevê obras em rodovias do estado

A Assembleia Legislativa do Piauí autorizou o Governo do Estado a contratar o financiamento de R$ 850 milhões junto ao Banco do Brasil para investimentos em mobilidade urbana. Os recursos serão destinados ao Projeto Pró-Desenvolvimento II.

Entre as obras, está a duplicação da rodovia de Teresina TE-120, o viaduto que interliga a Avenida Presidente Kennedy com a Avenida João XXIII e o viaduto na intercessão da Avenida Miguel Rosa com a Avenida Frei Serafim.

Estão previstos também rodoaneis nos municípios de Altos, Barras, Bom Jesus, Campo Maior, Esperantina, Floriano, Luzilândia, Oeiras, São João do Piauí e São Raimundo Nonato. O projeto ainda inclui a construção de um complexo esportivo em Paulistana e a implantação de portos secos em Picos, Floriano e Teresina.

A infraestrutura rodoviária do estado também receberá intervenções do Projeto Pró-Desenvolvimento II. Com o objetivo de interligar todos os municípios do Piauí, serão feitas obras como: 1ª etapa da Transcerrados, que ligará a Sebastião Leal à BR 135; 1ª etapa da Perimetral Sul, interligando a PI 247 à comunidade Nova Santa Rita; e melhorias nas vias de acesso às regiões de Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Bom Jesus, Currais e Palmeirais do Piauí.


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