quinta-feira, 22 de março de 2012

Pesquisa mostra penúria de municípios

18/03/2012 - AE - Agência Estado

A mistura de despesas elevadas com funcionalismo, receita própria reduzida e investimentos escassos ou até inexistentes leva duas em cada três cidades brasileiras (63,5%) a viver situação financeira difícil ou crítica. O retrato está no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Rio com dados de 2010 para medir a qualidade da administração financeira das cidades. Só 95 (1,8%) das 5.266 prefeituras avaliadas tiveram a gestão das contas considerada de excelência, com conceito A.

O levantamento, que ajuda a explicar a desproporção entre a qualidade dos serviços públicos e a elevada carga tributária brasileira, mostra que Sul e Sudeste abrigam 81 das 100 municipalidades com melhor desempenho nas finanças. Na ponta inversa, as 93 piores administrações estavam no Norte e no Nordeste - em correlação forte, mas não automática, com a renda.

Dez anos após a edição da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a média dos municípios levou a um IFGF Brasil de 0,5321 em 2010, 1,9% a mais do que o resultado de 2006, base de comparação estabelecida no trabalho. O resultado de 2010 coloca o IFGF nacional no nível de "gestão em dificuldade" e foi negativamente influenciado pelos gastos com pessoal das cidades, cujo indicador caiu de 0,6811 para 0,5773 - menos 15,2%.

Estabilidade no custo da dívida (piora de 0,3%) e avanço modesto na receita própria (6,9%) completaram o quadro ruim. A reduzida melhora foi garantida pelo avanço nos investimentos (9,5%) e na administração dos restos a pagar (16,3%), sob a influência do crescimento recorde de 7,5% da economia em 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

domingo, 18 de março de 2012

Songdo, a cidade global do futuro

18/03/2012 - O Estado de São Paulo

Com investimento de R$ 80 bi, projeto na Coreia do Sul será ecologicamente correto, sem trânsito e wireless; previsão é que fique pronto em 2015

RODRIGO BRANCATELLI

O que faz uma metrópole ser... uma metrópole? Suas ruas, avenidas e vielinhas? Os bancos, o comércio, as igrejas? Os prédios? Va lá, o trânsito? Mais importante ainda, as pessoas, seus moradores? São justamente essas conexões sem muita explicação aparente entre cidadãos e construções, entre dinheiro e oportunidades, entre forma, função e sensação, que fizeram lugares como Londres, Nova York, Tóquio, Sydney, São Paulo e tantos outros florescerem de pequenas vilas em cidades globais - um processo de centenas de anos, que no fundo nunca tem fim.

Será que, além de definir os conceitos de uma metrópole ideal, é possível construir uma do zero, de uma hora para outra, no meio do nada?

Com um investimento de quase R$ 80 bilhões, o governo coreano está tentando responder a todas essas perguntas em um terreno de seis quilômetros quadrados à beira do Mar Amarelo. Ali, a 65 quilômetros de Seul, está sendo erguida a cidade global do futuro, uma metrópole com o que há de mais moderno em tecnologia e noções de urbanismo, onde tudo é planejado para facilitar a vida do cidadão. Trata-se do maior investimento imobiliário privado já realizado. A ideia é criar um novo centro financeiro da Ásia, uma mistura de Paris, Nova York e Dubai, que deve ficar pronta em 2015 com 80 mil apartamentos residenciais, 4,6 km² de escritórios e um parque com 41 hectares.

Songdo quer ser pioneira em absolutamente todos os aspectos. Será uma cidade "verde", com 40% de sua área destinada a parques e praças. Será a cidade sem trânsito, com todo o sistema viário planejado para aumentar a fluidez, além de altos investimentos em metrô, bondes elétricos e até táxis aquáticos elétricos. As ruas têm sensores no asfalto, que ajudam a entender em tempo real os deslocamentos, aumentar o tempo dos sinais em caso de congestionamentos e até diminuir a iluminação das vias quando ninguém estiver passando, para economizar energia.

Também será uma cidade "wireless", totalmente conectada - para se ter ideia, até as garrafas de refrigerante vendidas no supermercado terão uma etiqueta eletrônica; depois de usadas, se as garrafas forem jogadas no cesto de lixo correto para reciclagem, o morador ganhará descontos nos impostos.

Mimos. Outras inovações são invisíveis, mas igualmente surpreendentes. A água das residências, por exemplo, será reutilizada na irrigação. Já o lixo, tanto o orgânico quanto o reciclável, será transportado por meio de canos pressurizados, dispensando a necessidade de coleta. A nova metrópole ainda terá outros "mimos", como uma universidade totalmente tecnológica onde as aulas serão em inglês; uma ponte de 21 quilômetros que liga o centro ao aeroporto; um prédio de 68 andares, o mais alto da Coreia do Sul; um centro de artes que inclui salas de concerto, museus e uma escola de design; um dos maiores clubes de golfe do mundo; e até um hospital que teve o planejamento de empresas como 3M e Microsoft.

Songdianos. "A ideia é ter uma metrópole digital, com o que há de melhor nas outras cidades como Nova York, Dubai ou Londres, mas juntando com o que a tecnologia oferece hoje", diz o inglês David Moore, um dos diretores de incorporação do projeto. "Songdo será uma cidade global da Ásia, a poucas horas da grandes cidades da região, e não apenas um parque de diversões."

Apesar da megalomania do projeto, ele já está saindo do papel - algo em torno de 40% da estrutura da cidade de Songdo está pronta e operante. Cem prédios já foram erguidos, ao custo de R$ 10 bilhões. E interessados em virar "songdianos" não faltam: no início da venda dos primeiros 2.600 apartamentos, apareceram quase 21 mil compradores. Já na segunda leva de apartamentos, 25 mil unidades, que somavam R$ 2 bilhões, foram vendidas em apenas um dia.

Resta saber, no entanto, se todas essas inovações e construções vão de fato se conectar para transformar Songdo de uma ótima ideia em uma metrópole de verdade.

ARQUITETURA MODERNA

Seul, capital da Coreia do Sul, é um dos principais polos da arquitetura moderna no Sudeste Asiático. O Museu Leeum Samsung, projetado pelo holandês Rem Koolhaas em 2004, é um exemplo.

Tratamento adequado do lixo domiciliar pode gerar R$ 18 bilhões por ano ao País

17/03/2012 - R7

Dinheiro daria para beneficiar população com cestas básicas e um plano habitacional

Da Agência Brasil

O lixo domiciliar, se tivesse tratamento adequado, poderia gerar recursos da ordem de R$ 18 bilhões (US$ 10 bilhões) ao País por ano, dinheiro suficiente para beneficiar a população brasileira com cestas básicas e um plano habitacional. A estimativa é do economista Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável. Calderoni acredita que o país vai conseguir captar cerca de 80% desse valor em cinco a dez anos.

Para o economista, o “processo social de amadurecimento” que o país viveu nos últimos anos pode, com a implantação da atual Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece, por exemplo, o fim dos lixões e a logística de retorno de embalagens e produtos usados, aumentar ainda mais os ganhos com a reciclagem de lixo no Brasil.

- A gente gasta muito menos energia, por exemplo, quando usa sucata ao em vez de usar a matéria prima virgem. É o caso da latinha de alumínio, em que eu economizo 95% da energia. Da mesma forma, economizo minha matéria prima que é a bauxita [gasta-se 5 toneladas de bauxita para produção de 1 tonelada de alumínio], e ainda economizo água.

Leia mais notícias do R7

Na mesma conta, o economista ainda considera o pagamento feito pelas prefeituras aos aterros, que recebem e enterram os resíduos, além dos gastos com o transporte desse material e a perda dos ganhos que a reciclagem poderia gerar.

Tanto o lixo domiciliar, quanto o entulho, produzido pela construção civil, por exemplo, poderiam ser tratados pela sistemática das centrais de reciclagem, modelo proposto por Calderoni para aumentar a lucratividade com a reciclagem de lixo no país. Para contornar custos das prefeituras com a implantação dessas unidades, a solução apontada pelo economista é a parceria com empresas.

- Se fosse apenas um custo proibitivo e não valesse a pena, os empresários não teriam interesse em participar.

Mais de 150 municípios já implantaram centrais que, segundo ele, derruba, na prática, argumentos que colocam o investimento necessário para a reciclagem como o empecilho.

- Caro é pegar matéria-prima, chamar de lixo, pagar caro para transportar o lixo e gastar dinheiro para alguém receber e enterrar. É não entender que o que você está chamando de lixo é um conjunto de matéria-prima preciosa.

R7 Banda Larga é grátis. Experimente
Imprima suas fotos com o R7 Fotos
Crie seu e-mail @R7! É grátis

sábado, 17 de março de 2012

Cidade X, Imagens







Cidade X: mais informações

16/09/2011 - Blog Roberto Moraes

A localização da Cidade X está definida para uma área 1.141,11 hectares da Fazenda Pontinhas, adquirida pelo grupo EBX, em abril deste ano por R$ 12 milhões. Esta área fica junto de onde foi demarcado o DISJB (Distrito Industrial de São João da Barra).

O grupo EBX definiu que a empresa Sondotécnica será a responsável pela gerência geral, supervisão e coordenação técnica dos projetos conceitual e básico referente à Infraestrutura da Cidade X.

A Cidade X é um projeto imobiliário da Real Estate X (REX), braço imobiliário da EBX, que teve seu planejamento desenvolvido pela empresa Jaime Lerner Arquitetos Associados. A Cidade X com área de 1.470.000 m² tem previsão de abrigar até 250 mil habitantes (informação da REX e da Sondotécnica).

O contrato da Sondotécnica com a REX envolve a elaboração de projetos de abastecimento de água, saneamento e esgoto, alimentação elétrica, comunicação (telefonia, TV, dados, segurança CFTV), drenagem, terraplenagem, pavimentação e sinalização, proteção e combate a incêndio, gás, contenções dos canais e obras de arte, além de coleta seletiva de lixo e aterro sanitário.

http://robertomoraes.blogspot.com/20...formacoes.html)

Cidade de Eike Batista terá projeto de Jaime Lerner

08/2010
O ex-governador Jaime Lerner está trabalhando no planejamento de uma cidade no litoral norte do Rio de Janeiro. De acordo com a revista Veja, o empreendimento, cujo projeto foi encomendado por Eike Batista, deve abrigar 250 mil pessoas no município de São João da Barra, onde o empresário está construindo o Porto do Açu – atividade que deve atrair um grande número de pessoas à cidade, que hoje tem apenas 30 mil habitantes. O projeto da Cidade X evitaria uma explosão populacional desordenada. O porto deve ser concluído em 2012 e sua construção tem um custo estimado de R$ 1,6 bilhão. Lerner não comentou seu trabalho no projeto.

http://www.gazetadopovo.com.br/econo...e-Jaime-Lerner


Parceria Eike e Soffer

Eike Batista jantou no Rio de Janeiro duas semanas atrás com Jeffrey Soffer, dono do Fontainebleau Miami Beach, um dos mais luxuosos hotéis da Flórida. Negociam uma parceria – mas não no Hotel Glória, que Eike comprou há dois anos e agora reforma para transformá-lo no primeiro seis estrelas do Rio de Janeiro.

Os planos conjuntos de Eike e Soffer incluem prédios comerciais e hoteis no Porto do Rio de Janeiro e na Cidade X, megaempreendimento imobiliário para 250 000 pessoas que o brasileiro ergue no Norte Fluminense.

http://veja.abril.com.br/blog/radar-...eike-e-soffer/

Cidade X terá 250.000 habitantes e Jaime Lerner

09/08/2010 - Ponto de Vista

A jornalista Júlia Maria noticiou, em primeira mão na região (leia aqui), no blog Entrelinhas, que Eike Batista escolheu o consagrado arquiteto paranaense Jaime Lerner para planejar a Cidade X, que ele construirá no município de São João da Barra, no qual está sendo instalado o Superporto do Açu.

A Cidade X será, na verdade, um mega empreendimento imobiliário, abrigando 250 mil pessoas. O município de São João da Barra tem 30.595 habitantes, segundo estimativas do IBGE em 2009 (confira aqui). Eike declarou ao Globo, recentemente, que “vai ser uma cidade muito bonita”.

A notícia havia sido divulgada no final de semana pela revista Veja, na coluna Radar, de Lauro Jardim, e foi repercutida aqui pelo site Jornale. O Superporto do Açu tem previsão de início de operações para início de 2012, com investimento estimado de R$ 1,6 bilhão.