domingo, 6 de maio de 2012

Campo Grande inicia em 45 dias obras que somam R$ 180 milhões

04/05/2012 - MS Notícias

Nos próximos 45 dias, o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho vai assinar ordens de serviços para o início obras de pavimentação, drenagem e controle de enchentes

Os projetos integram o PAC -2

Nos próximos 45 dias, o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho vai assinar ordens de serviços para o início obras de pavimentação, drenagem e controle de enchentes que, juntas, exigirão investimentos de aproximadamente R$ 180 milhões. Os projetos integram o PAC -2 (Programa de Aceleração do Crescimento).
 
As intervenções serão nos córregos Balsamo, Segredo Areias, Areias/Cabaça, Anhandui e na região do Taquaral Bosque.A primeira frente de obras, o Parque Linear do Bálsamo, será iniciada no próximo dia 10.
 
Está programada a execução de 55 quilômetros de pavimentação; 25 quilômetros de recapeamento, 39,6 quilômetros de drenagem, construção de nove pontes, reforma de uma ponte e a construção de passarela de ciclovia no Rio Anhanduí, além de quase três quilômetros de pista de caminhada.
 
No Córrego Bálsamo, onde está previsto um parque linear nos moldes dos implantados no Lagoa, Segredo e Cabaça, serão executados 26 quilômetros de pavimentação; 2,5 km de recapeamento e 4,5 quilômetros de ciclovia, além de seis pontes nas ruas Francisco dos Anjos, Conde de Pinhal, Centro Oeste, Brigadeiro Tiago, Marginal Direita e avenida Rita Vieira. O investimento em infraestrutura é estimado em R$ 33 milhões.
 
Outra frente de obras que está na iminência de ser iniciada será nos córregos Cabaças/Areias, Cabaças e no Rio Anhanduí. São obras previstas no Plano Diretor de Drenagem para resolver os problemas de alagamento em regiões dos bairros Jockey Clube e Marcos Roberto. No Anhanduí estão previstas intervenções no trecho entre a rua Santa Adélia, no conjunto Coophama e a avenida Campestre, no Aero Rancho.
 
Este projeto está orçado em R$ 42 milhões. Prevê 804 metros de drenagem; meio quilômetro de pavimentação; 3,8 km de recapeamento; 6,9 km de ciclovia; reforma da ponte da rua Bonsucesso; construção de uma passarela para ciclistas sobre o Córrego Bandeira e uma pista de caminhada de 2.537,50 metros quadrados.
 
Segundo o prefeito Nelson Trad Filho, com estas obras, as margens do Anhandui se transformarão em locais de lazer para contemplação, pistas de caminhada e ciclovia. Hoje, estão degradadas, a erosão avançou e “engoliu” trechos das pistas da avenida Ernesto Geisel, especialmente nas proximidades do Shopping Norte Sul Plaza e do Ginásio do Guanandizão.
 
O secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antonio De Marco, explica que a recomposição das margens será feita levando em conta as características de cada trecho. Nos locais onde a velocidade da enxurrada é mais lenta, o problema se resolve só com o plantio de grama; onde a intensidade for mediana, a canalização será em gabião e nas áreas críticas, muros de contenção de concreto armado. Haverá trechos em que se recorrerá às três soluções de forma combinada para garantir a estabilização dos barrancos.
 
Nos córregos Cabaças e Cabaças/Areias, onde o investimento estimado é de R$ 24 milhões, estão programados 16 mil metros de drenagem; 12,5 quilômetros de pavimentação; serão recapeados 16,9 km de ruas e 717,8 metros de ciclovia. Está previsto também o desassoreamento do lago do Rádio Clube Cidade, com retirada de 25.376,68 metros cúbicos de material.
 
Outro grande investimento programado (em torno de R$ 35 milhões) é a continuidade do Parque Linear do Segredo com o prolongamento da avenida Heráclito Figueiredo até a avenida Cônsul Assaf Trad na altura das futuras instalações do Shopping Bosque dos Ipês. A previsão é implantar 891 metros de drenagem; 12,7 km de pavimentação; serão recapeados 3,7 km de ruas; 3,3 km de ciclovias, além de pontes no cruzamento com as ruas Seiko Yonamine; Jacinto Máximo Gomes e avenida Rodoviária.
 
Na região do Taquaral estão programados dois mil metros de drenagem; 5,3 km de pavimentação e uma pista de caminhada de 5.564 metros lineares.
 
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Mobilidade urbana

02/05/2012 - Jornal do Commercio

O destaque que a presidente Dilma Rousseff conferiu ontem, em seu programa radiofônico semanal, aos investimentos do governo federal, em parceria com Estados e municípios, na melhoria do transporte público das grandes cidades brasileiras, compreendendo recursos que ascendem a R$32,4 bilhões em metrôs, VLTs (veículos leves sobre trilhos), monotrilhos e corredores exclusivos de ônibus, realça a prioridade de um sistema cuja importância afigura-se reconhecidamente essencial à melhoria das condições de vida da população e das pessoas, individualmente consideradas, em seus deslocamentos entre os locais de moradia, trabalho e lazer.

Trata-se, de fato, de um desafio que se vem tornando, ao longo do tempo, mais relevante, em função do próprio adensamento demográfico nessas cidades e em seu entorno, nas regiões metropolitanas em que estão inseridas, incorporando-se assim como elemento básico de qualquer estratégia de crescimento voltada, como não pode deixar de ser, à elevação de índices de desenvolvimento humano que a legitime e a torne um referencial, na diversidade de aspectos não apenas econômicos, mas necessariamente, sociais, que embasam o respectivo conceito.
Trata-se nesse sentido, segundo as palavras da presidente, de um "investimento histórico", no qual o governo federal vai entrar, como informou na oportunidade, com mais de R$ 22 bilhões, e os estados e municípios vão dar também sua contribuição, no montante de mais R$ 10 bilhões.
"Nesses projetos que selecionamos - afirmou - vamos beneficiar 53 milhões de brasileiros e de brasileiras, e isso nas grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Porto Alegre e também naqueles municípios que fazem parte das regiões metropolitanas dessas capitais, onde o problema do trânsito e da mobilidade urbana é o mais grave do Brasil. Muita gente, nessas cidades, chega a passar até quatro horas por dia dentro de um ônibus ou de um trem. Reduzir o tempo no trânsito significa dar condições para essas pessoas aproveitarem as horas em que não estão no transporte para estudar, descansar, ficar com a família. E isso é que se chama qualidade de vida".

Os números que vêm de ser divulgados pelo IBGE, referentes ao Censo de 2010 e à questão da mobilidade urbana, confirmam essas realidade que ora se busca, através dos mencionados investimentos e programas, modificar, e que levaram, por exemplo, a presidente do instituto, Wasmália Bivar, reportando-se à situação do Rio, pior até, a esse respeito, do que a de São Paulo, segundo o levantamento censitário, a assinalar que enquanto 75% da população do Rio moram na região metropolitana, em São Paulo este índice é de 50%, havendo ainda outros polos de trabalho.

Conforme também observa Fernando MacDowell, especialista em Engenharia de Transportes da UFRJ, "o problema é que o país usa sistema de baixa e altíssima capacidade, os ônibus e os metrôs, mas falta o meio de campo, o desenvolvimento dos sistemas de média capacidade, como VLT, aeromóvel e monotrilho, além da integração entre eles". É nesse contexto que os empreendimentos focados na melhoria dos padrões de mobilidade urbana sobressaem como fundamentais, em relação a toda uma proposta de desenvolvimento focada na melhoria das condições de vida da população.