segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Governo analisa oito propostas para quarta ligação Ilha-Continente em Florianópolis

05/12/2012 - ND Online

Os envelopes, entregues na segunda-feira, serão abertos às 17h desta quarta-feira

O governo do Estado recebeu oito propostas para a quarta ligação Ilha-Continente. Os envelopes, entregues na segunda-feira, serão abertos às 17h desta quarta-feira em reunião da comissão intersetorial formada para analisar qual será o modelo adotado. Entre as candidatas há pelo menos duas empresas multinacionais. A divulgação dos concorrentes poderá realizada após o encontro ou na quinta-feira.

O presidente da SCpar, Paulo Cesar da Costa, disse que na lista constam projetos entregues na primeira fase do processo de seleção e também projetos inéditos. "Houve uma mudança no decorrer do processo. Por isso, lançamos outro edital priorizando transporte de massa e modais em que a contrapartida do Estado seja a menor possível", destacou.

A comissão intersetorial que analisa os projetos é formada por representantes das secretarias da Infraestrutura e Fazenda, Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), SCpar e pelo secretário de Desenvolvimento Regional, Renato Hinning. O coordenador do Pacto por Santa Catarina, Murilo Flores, também participa da comissão julgadora.

Costa antecipou que tem "empresas multinacionais" na disputa. Porém, não quis revelar quais são esses projetos. Uma das interessadas é a portuguesa Logistel, uma das últimas a apresentar esboços para melhorar a mobilidade urbana. Os portugueses pretendem construir um metrô ligeiro, que ligará a Ceasa (Central de Abastecimento de Santa Catarina), em São José, ao Ticen, em Florianópolis. O custo estimado é de R$ 1,5 bilhão. "Eles me procuraram para informar que oficializaram a proposta", adiantou Hinning.

Modelo já tinha sido definido, mas Colombo voltou atrás

O modelo da quarta ligação estava escolhido até o começo de fevereiro deste ano: uma ponte convencional. O governador Raimundo Colombo (PSD) reviu a posição após reportagem publicada no Notícias do Dia, que questionava os valores previstos para os estudos ambientais necessários para a obra. O Estado iria investir R$ 29.925.095,07.

Em maio, o governo apresentou nova fórmula para escolher o projeto que será executado. A intenção é viabilizar a construção por meio de uma PPP (Parceria Público Privado), modalidade em que a iniciativa privada paga toda ou parte da obra. Em troca, recebe concessão para explorar a estrutura.

Após a primeira fase, o Estado recebeu 12 propostas. Contudo, os projetos exigiam que a maior parte do investimento fosse do governo. A partir desse momento, um novo edital foi lançado. As regras priorizavam possibilidades de transporte de massa ou que exija menor contrapartida do governo.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Plano de Mobilidade em RP exclui metrô e trem de superfície

18/11/2012 - Jornal da Cidade de Ribeirão Preto

Plano de Mobilidade deve ser apresentado até o fim de novembro

O Plano de Mobilidade Urbana, que deve ser apresentado pela Prefeitura de Ribeirão Preto até o fim de novembro, não prevê metrô, trem de superfície e ônibus articulado (com duas carrocerias) para o transporte coletivo.

Segundo o superintendente da Transerp - empresa que gerência o trânsito em Ribeirão Preto -, Willian Latuf, a cidade não comporta novos tipos de transporte coletivo.

"O investimento para esse tipo de veículo (metrô e trem) é alto e não se justifica, já que nós ainda não temos demanda para isso", explicou Latuf.

De acordo com o superintendente, o Plano de Mobilidade vai complementar o estudo feito para a nova concessão do transporte coletivo, que ficou para o consórcio Pró Urbano. "Nossa demanda será suprida com os investimentos feitos pela empresa que venceu a nova concessão", garantiu Latuf.

Especialista

Para o engenheiro de trânsito Antonio Coca Ferraz, Ribeirão Preto deveria implantar o "bus rapid transit". "São faixas em avenidas destinadas exclusivamente para ônibus articulados do transporte coletivo, que facilitam o fluxo", explicou o especialista.

PAC da Mobilidade

Ainda em novembro, uma comitiva da Prefeitura de Ribeirão Preto deve ir a Brasília apresentar uma proposta para o recebimento de verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade.

O Executivo espera abocanhar cerca de R$ 280 milhões para investir no transporte coletivo urbano.

Por Marcelo Fontes

Governo libera R$ 6 milhões para duplicar a SC-403, via que liga os Ingleses à SC-401 em Florianópolis

05/12/2012 - Diário Catarinense

Ministro do Turismo anunciou o valor da primeira parcela da obra

Santa Catarina receberá R$ 6 milhões para a duplicação da SC-403, em Florianópolis. O valor anunciado nesta terça-feira pelo Ministério do Turismo, em Brasília, é a primeira parcela para os trabalhos no trecho de cinco quilômetros, do entroncamento com a SC-401 até a Praia dos Ingleses. A obra com valor estimado em R$ 27 milhões será custeada pelo governo federal, sendo que, deste montante, o governo do Estado arcará com cerca de R$ 7 milhões.

A previsão é lançar o edital de licitação na próxima semana, podendo concluir a duplicação antes do verão de 2014. A liberação da verba faz parte da primeira fase do Pacto pelo Desenvolvimento do Turismo, que contempla com R$ 305 milhões projetos de 16 Estados. Os recursos serão aplicados na aceleração de obras de infraestrutura fundamentais para o setor turístico, mas que não avançavam por falta de dinheiro. No documento assinado ontem, os governadores se comprometeram a incluir o turismo como pauta estratégica de seus mandatos.

- É uma obra que vai ter uma transposição de nível e vai ter uma passagem subterrânea. Ela (a estrada) será duplicada e vai trazer um grande benefício para toda a comunidade do norte da Ilha, especialmente para a comunidade dos Ingleses - destacou o governador Raimundo Colombo.

O ministro do Turismo, Gastão Vieira, lembrou que Estados e municípios precisam se preparar para aproveitar as perspectivas criadas com a proximidade de grandes eventos, como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas. Vieira ressaltou também a importância de mobilização das bancadas parlamentares na destinação de recursos para o ministério por meio de emendas.

- Essa ação conjunta é fundamental e é indispensável para que se coloque o turismo efetivamente dentro de uma rota de desenvolvimento, de crescimento, de geração de renda e de inclusão social nesse país - disse Vieira.

Os projetos contemplados aguardavam a liberação de recursos do ministério e estavam prontos para serem empenhados. Os demais Estados deverão ser incluídos na segunda etapa do pacto com previsão de lançamento em 2013.

Cidades médias buscam recursos do PAC sem projetos

07/12/2012 - Gazeta do Povo, Rafael Waltrick

Mais da metade das 110 propostas apresentadas para obras de transporte largam em desvantagem na corrida por financiamento federal

Lançado em julho pelo governo federal, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades atiçou a ânsia de prefeitos de todo o país na busca por recursos para obras na área de transporte coletivo. Porém, boa parte das propostas corre o risco de não ser aprovada: das 110 intervenções enviadas pelos gestores, mais da metade não tem sequer projeto básico e apenas oito têm o projeto executivo pronto.

A ausência de projetos para as obras não invalida os pedidos, mas é um dos critérios utilizados pelo Ministério das Cidades para selecionar quais seguirão adiante. No total, 71 municípios de médio porte – entre 250 mil e 700 mil habitantes – disputam recursos do programa. Como os investimentos pleiteados somam R$ 13,4 bilhões e os recursos do programa não devem ultrapassar R$ 7 bilhões, é certo que nem todos serão contemplados. Por isso, as propostas mais embasadas tecnicamente largam em vantagem.

Evento

O alerta foi feito durante workshop semana passada em Brasília, que reuniu prefeitos e especialistas em mobilidade, além de técnicos da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (SeMob), vinculada ao Ministério das Cidades. No evento, organizado pela Embarq Brasil, os representantes do governo federal não economizaram no "puxão de orelha" aos gestores.

Segundo a gerente de projetos e coordenadora da equipe do PAC Mobilidade Médias Cidades, Lúcia Maria Mendonça Santos, os prefeitos estão sendo chamados a Brasília para reavaliar as propostas enviadas e, em alguns casos, refazer os pedidos – o que deve atrasar a divulgação das obras selecionadas, prevista inicialmente para a primeira quinzena deste mês.

"Muitas vezes não há uma sensibilidade [do prefeito] ao ler o escopo do programa. Acaba-se escrevendo uma carta consulta cheia de rapapés, cheia de histórias. Chegam para nós muitas cartas que fogem ao objetivo do programa, onde o transporte público não é a questão estruturante", afirmou Lúcia.

Outras diretrizes levadas em conta pelo Ministério das Cidades, como o envolvimento da comunidade no planejamento das obras e uma situação fundiária já regularizada, também foram deixadas de lado na maioria das propostas. Segundo levantamento preliminar da SeMob, das 110 intervenções pleiteadas, 62% não preveem participação social e 58% incluem a necessidade de desapropriações.

Prefeituras

Falta de estudos mais aprofundados reforça deficiência de corpo técnico

A ausência de projetos básicos em mais da metade das propostas enviadas pelos municípios ao PAC Mobilidade Médias Cidades reflete as dificuldades dos gestores em planejar obras que necessitem de um corpo técnico qualificado. Segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios, 74% das prefeituras brasileiras não contam com engenheiros em seus quadros de servidores.

"Isto é resultado de 30 anos de falta de investimento neste setor [transportes]. O que atrairia esses profissionais a trabalhar nos municípios se não havia recursos para investir em transporte? Hoje, mesmo nas cidades de médio porte, é absolutamente incomum encontrar corpo técnico qualificado", diz o diretor-presidente da Embarq Brasil e PhD em Transportes, Luis Antonio Lindau.

O Ministério das Cidades não exige o projeto básico no momento de apresentação da proposta, mas a falta de estudos aprofundados pode ser um empecilho nas etapas seguintes. A partir da publicação das obras selecionadas pelo PAC, os municípios têm o prazo máximo de um ano para entregar o projeto básico – caso essa condição não se cumpra, a proposta é excluída do programa.



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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PAC 2 investirá R$ 32,7 bilhões em mobilidade e transporte público

30/11/2012 - Pini Web

Cerca de 40 projetos em 51 cidades brasileiras estão previstos na segunda fase do programa

Até 2014, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 investirá R$ 32,7 bilhões em 43 empreendimentos de mobilidade e transporte coletivo, em 51 municípios com mais de 700 mil moradores. As informações são da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O objetivo é desafogar o trânsito nas principais capitais brasileiras, com a construção de sistemas de grande capacidade, como corredores de ônibus e Veículos Leves sobre Trilhos (VLT).

Nas cidades com população entre 250 mil e 700 mil habitantes, foi aberto um processo de seleção para repasses que totalizam R$ 7 bilhões. Segundo a Secom, na seleção de projetos para as cidades médias serão priorizados os que integram o sistema de transporte coletivo e a melhoria da infraestrutura, incluindo a aquisição de equipamentos para modernizar os sistemas de transporte.

De acordo com o último balanço do PAC 2, divulgado no dia 19 de novembro, 64% dos projetos de pavimentação e qualificação de vias de 145 municípios já estão em obras. Neste ano, foi iniciada a segunda seleção que destina R$ 5,8 bilhões para pavimentação em vias urbanas já existentes e localizadas em áreas de maior adensamento populacional.

Obras antienchentes
O balanço da segunda etapa do PAC também detalhou os investimentos em obras antienchente. Segundo o relatório, em 2011 foram contratadas 116 obras de contenção de encostas para prevenir deslizamentos de terra. Cerca de R$ 595,3 milhões foram repassados a 71 municípios de dez estados.

Já em 2012, foram selecionados 21 empreendimentos do Plano de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais, totalizando R$ 594 milhões, em 27 municípios de dois estados.

Dos 328 empreendimentos de drenagem selecionados pelo PAC para amenizar os efeitos das inundações, 210 foram contratados entre 2007 e 2009, segundo o balanço, e representam um investimento de R$ 5,1 bilhões. Já os 82 empreendimentos contratados em 2011 totalizam R$ 4 bilhões e devem beneficiar 1,8 milhão de famílias, em 73 cidades de 18 estados.

O programa destaca a Drenagem Urbana na Baixada Fluminense, que inclui a macrodrenagem, a recuperação ambiental e o reassentamento de 2,5 mil famílias que moram nas margens dos rios Botas e Sarapuí, na Baixada Fluminense (RJ).

Via Expressa é aprovada pelos motoristas de São Luís

10/09/2012 - Imirante.com

Foto: Antônio Martins

SÃO LUÍS - A Via Expressa, avenida inaugurada pela governadora Roseana Sarney, no sábado (8), está facilitando a vida da população de São Luís, principalmente a dos condutores que precisam se deslocar com mais rapidez do Jaracati aos bairros Cohafuma e Vinhais, ou vice-versa. A via permite trânsito rápido, tem seis faixas, sendo duas exclusivas para ônibus, e ciclovia, e foi aprovada pelos motoristas.

Nesta segunda-feira (10), primeiro dia útil após a inauguração da avenida, o tráfego fluía com rapidez e tranquilidade. Para os condutores, o trabalho do Governo do Estado ainda deu uma nova cara àquele trecho da cidade, bem como ares de modernidade à capital maranhense.

O técnico em planejamento Denis Eduardo Costa, por exemplo, disse que agora não está mais enfrentando o problema dos engarrafamentos no trecho da Avenida Jerônimo de Albuquerque, próximo ao Cohafuma. "Hoje, a situação mudou bastante, pois cheguei muito mais rápido e não enfrentei engarrafamento, pois na Via Expressa a fluidez está ótima. Achei excelente", disse Denis Eduardo Costa.

Outro condutor, Carlos Eduardo Fernandes também aprovou a obra após trafegar pela nova via. Ele disse que gastou menos tempo para chegar ao bairro Vinhais, partindo do Centro, e ainda, que gostou da geometria da via, que é bem mais larga do que as outras.

"Ficou ótimo e, em minha opinião, vai facilitar bastante a vida de quem dirige em São Luís, pois o trânsito na cidade está caótico e quanto mais avenidas nós tivermos, bem melhor ficará. A frota está cada vez maior e já não era sem tempo de termos uma avenida como essa, pois São Luís está se modernizando", disse Carlos Eduardo Costa.

A primeira etapa da Via Expressa tem 2 km de extensão e liga a Avenida Carlos Cunha, no Jaracati, ao bairro Cohafuma, interligando a Avenida Jerônimo de Albuquerque. Na segunda etapa da obra, a via será ampliada, somando 9 km, indo do Cohafuma até o Maranhão Novo.

"Depois de concluída a segunda etapa, o trânsito vai ficar ainda melhor, diminuindo os engarrafamentos e aí teremos a dimensão exata do projeto, como ele foi concebido", opinou o professor Hernandes Barbosa.

A previsão é que o trabalho seja concluído por completo até o fim de dezembro. A interligação dos bairros Jaracati, Cohafuma, Vinhais e Maranhão Novo se dará por meio de alças acopladas às vias já existentes, que foram restauradas para a garantia de melhor fluxo de veículos, beneficiando mais de 20 bairros e 300 mil habitantes.

As informações são da Secom do governo do Estado.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Projetos de Mossoró-RN incluídos no PAC da Mobilidade Urbana

23/11/2012 - Tribuna do Norte

Cidade potiguar conseguiu emplacar duas importantes obras no PAC Médias Cidades, programa do governo federal destinado a projetos de infraestrutura urbana

A definição aconteceu ontem (22), durante reunião no Ministério do Planejamento, em Brasília, com a presença da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e 50 prefeitos eleitos de cidades brasileiras.

Mossoró foi representada pela prefeita eleita, Cláudia Regina (DEM), que esteve acompanhada do secretário da Secretaria do Desenvolvimento Territorial e Ambiental (Sedetema) do município, Alexandre Lopes.

Foram incluídos no PAC Mobilidade Urbana Médias Cidades os projetos da Avenida Universitária, que vai ligar o conjunto Vingt-Rosado à BR-304, na região do bairro Dom Jaime Câmara; e do prolongamento da Avenida Rio Branco, já iniciado na última gestão. A expectativa é de que os dois projetos melhorem consideravelmente a mobilidade dos mossoroenses que passam por estes locais diariamente.

A Avenida Universitária tem o objetivo de ligar o bairro Dom Jaime Câmara ao conjunto Vingt Rosado. Assim, o fluxo que acaba desaguando na Avenida Francisco Mota, em frente à Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) será desviado, reduzindo a possibilidade de acidentes naquela área.


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domingo, 2 de dezembro de 2012

Belo Monte leva o maior financiamento da história do BNDES: R$ 22,5 bilhões

27/11/2012 - O Estado de São Paulo

Valor evidencia necessidade de capitalização do banco estatal; por R$ 500 milhões, crédito não superou os limites da regulação bancária.

Vinicius Neder

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem o maior empréstimo de sua história para um único projeto. O financiamento, com prazo de 30 anos, somará R$ 22,5 bilhões para o consórcio Norte Energia S.A., que investirá R$ 28,9 bilhões na hidrelétrica de Belo Monte. O consórcio venceu o leilão em março de 2010 e as obras começaram no primeiro semestre de 2011.

Veja também:
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País planeja 15 novas usinas na Amazônia

Com Belo Monte, os cinco maiores projetos aprovados pelo BNDES, todos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), somam R$ 57,1 bilhões, considerando aprovações desde 2008.

O valor anunciado ontem supera em mais que o dobro o financiamento à Refinaria Abreu e Lima, da Petrobrás, em Pernambuco, aprovado em 2009, no valor de R$ 9,9 bilhões. Já a construção da usina nuclear Angra III teve financiamento de R$ 6,1 bilhões, aprovado em 2010.

Belo Monte também receberá mais do que a soma das duas usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia: Santo Antônio teve empréstimo de R$ 6,1 bilhões, aprovado em 2008, e Jirau teve R$ 9,5 bilhões, incluindo uma suplementação de R$ 2,3 bilhões aprovada em setembro passado, como adiantou o Estado.

O total dos empréstimos nos cinco projetos poderá subir. A chefe do Departamento de Energia do BNDES, Marcia Leal, informou que há a possibilidade de Santo Antônio também receber adicional, se o projeto for ampliado. "Se ele tiver a capacidade de pagamento ampliada e necessitar de investimentos adicionais, não tem por que não", disse.

Os valores bilionários evidenciam a necessidade de capitalização do BNDES. Seu patrimônio de referência, capital do banco usado para efeitos de limites de prudência bancária, encerrou o terceiro trimestre em R$ 92,228 bilhões. Um empréstimo para um só cliente não pode passar de 25% disso, R$ 23,057 bilhões.

O empréstimo à Norte Energia S.A. está R$ 557 milhões abaixo do limite, mas, do total, R$ 9 bilhões serão repassados pelo banco BTG Pactual (R$ 2 bilhões) e pela Caixa (R$ 7 bilhões), o que reduz a exposição direta do BNDES. Como os repassadores assumem o risco, os R$ 9 bilhões ficam fora do limite.

O uso de agentes financeiros é normal em financiamentos para projetos, na modalidade conhecida como project finance, destacou o diretor de Infraestrutura e Insumos Básicos do BNDES, Roberto Zurli. BTG Pactual e Caixa foram escolhidos pela Norte Energia S.A.

Terceira maior. Ações socioambientais previstas na licença concedida pelo Ibama receberão R$ 3,2 bilhões do total. O Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Xingu receberá outro empréstimo, de R$ 500 milhões.

Belo Monte terá capacidade instalada de 11.233 megawatts, terceira maior do mundo. A previsão é que comece a operar em fevereiro de 2015, com conclusão total em janeiro de 2019. Apesar das interrupções nas obras por decisões da Justiça e protestos, Zurli disse que o cronograma está mantido. O consórcio Norte Energia é formado pela Eletrobrás, Chesf, Eletronorte, Neoenergia, Cemig, Light e J. Malucelli Energia; pelos fundos de pensão Petros (da Petrobrás) e Funcef (da Caixa); pela Vale e pela siderúrgica Sinobrás.



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Áreas do antigo VLT em Campinas geram críticas de moradores

26/11/2012 - G1

Lixo, invasões e usuários de drogas preocupam vizinhos das estações. Prefeitura já pediu reintegração de posse de terreno público invadido.

Moradores vizinhos de antigas estações e trilhos do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em Campinas (SP), denunciam que os locais viraram pontos de usuários de drogas, invasões de sem teto e lixo acumulado.

No bairro cidade Jardim, 250 famílias invadiram o local no início de novembro e mais pessoas não param de chegar. A Prefeitura de Campinas entrou com uma ação pedindo a reintegração de posse do local, mesmo sendo a área federal.

O coordenador de Habitação Popular da Secretaria de Habitação, Vitor André, informou que ocupar a área não quer dizer garantia de casa popular para o invasor.

O Ministério do Planejamento informou que analisa se existe um projeto para a área no Cidade Jardim.

Na Vila Teixeira, a situação é de abandono. A plataforma está em péssimas condições e muito lixo está espalhado.

No Parque Industrial, a antiga área do "metrô" de Campinas está depredada, mas é o único que ainda tem sinais dos antigos trilhos. A bilheteria parece ser usada diariamente por usuários de entorpecentes.

No Bonfim, a área foi cedida há dez anos para uma cooperativa de reciclagem. Houve uma proposta de mudança para outro local, mas foi recusada pelos cooperados porque a alternativa seria longe do centro.

"Se nos tirarmos daqui não temos para aonde ir. É o nosso ganha pão", disse o reciclador José Maria Cardoso de Lima.

VLT

O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) foi uma tentativa de transporte sobre trilhos em Campinas que teve obras iniciadas em 1990, mas cinco anos depois foi desativado.



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Ampliação é caminho de centros bem-sucedidos

30/11/2012 - Valor Econômico, Cezar de Oliveira Faccioli

Não há caminho mais curto para o sucesso do que investir na ampliação de um empreendimento que já provou sua viabilidade. O Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo (SP), construído na década de 80, já programa sua terceira expansão, prevista para 2013. O projeto ainda se encontra em estudo. Mário Alves de Oliveira, diretor de desenvolvimento da Sonae Sierra Brasil, controladora do empreendimento, diz que a meta é agregar atividades complementares ao mix que o shopping já oferece, de acordo com a demanda da região, apontada em pesquisas. "Com o boom do mercado imobiliário, o perfil urbano e sócio-econômico da região vem alterando-se significativamente", diz o executivo.
O centro comercial, que teve 7,8 milhões de visitantes no ano passado, já havia passado por uma ampliação concluída em novembro de 2011. Após investimentos de R$ 56,8 milhões o Metrópole foi expandido em 8,7 mil m2 e ganhou 31 lojas, sendo uma âncora, a C&A, e uma área gastronômica, com três redes de restaurantes que ainda não atuavam na região. O australiano Outback, o La Pasta Gialla, de culinária italiana com assinatura do chef Sergio Arno; e o Mr. Jack's, lanchonete com decoração estilo anos 50.
As novidades do empreendimento incluem também novas instalações de fraldário, um "Family Room", um novo ambulatório. e um novo cinema, com nove salas stadium da rede Playarte, uma delas com tecnologia 3D.
Nas entradas do Shopping, painéis de cores se destacam com iluminação noturna feita de lâmpadas LED, mais econômicas que as convencionais. O shopping também revitalizou as áreas já existentes: pisos, tetos, iluminação, sinalização, novo mobiliário, além da instalação de escadas rolantes para facilitar e dar conforto aos acessos ao estacionamento, onde uma nova área foi criada com serviço de manobristas.
A HSI e a Saphyr também estão investindo R$ 24,5 milhões para uma primeira expansão do Shopping Pátio Maceió. A inauguração de uma nova ala, prevista para outubro do ano que vem, abrirá espaço para uma loja âncora, uma megaloja, uma academia, quatro quiosques e 22 lojas-satélites, numa área total de 6 mil m2.
Atualmente, cerca de 600 mil consumidores visitam por mês o centro de compras composto de 100 lojas satélites, nove lojas âncoras e oito megalojas, além de uma praça de alimentação com dois restaurantes e 18 operações de fast-food. Nos últimos dois anos, o público do Pátio Maceió cresceu 20% e as vendas 31%.
Esses números não impediram que a associação de lojistas do shopping questionasse a expansão anunciada, temendo um aumento da concorrência num mercado, segundo eles, com 13% de ociosidade. A direção do shopping argumenta que o investimento foi precedido de pesquisas atestando o potencial de público das novas lojas.
Já o grupo Tenco Shopping Centers. inaugurou em junho a duplicação do Cariri Garden Shopping, em Juazeiro do Norte, no Ceará, que passou a ser o maior centro de compras do interior do nordeste", diz Eduardo Gribel, presidente da empresa.
Gribel diz que a estratégia do grupo é atender as aspirações dos consumidores das cidades do interior e das capitais de estados menores em ter acesso aos serviços disponíveis nos grandes centros urbanos. "As pessoas no interior têm a mesma necessidade de consumo das capitais, só que não tem em seus municípios infraestrutura de varejo organizada presente nas grandes cidades. Quando se define o mix, é avaliado o varejo local, as necessidades do público da cidade, e a prospecção das grandes marcas nacionais para fazer parte do empreendimento," diz o executivo.
Segundo Gribel, em cidades em que o consumidor nunca teve acesso a marcas como McDonald's, Riachuelo, Renner, C&A, Americanas e Marisa, lojas de 180 m2, por exemplo, chegam a vender R$ 1 milhão por mês.
Essa constatação levou a Tenco priorizar cidades sem grandes shoppings. No momento, eles estão construindo quatro empreendimentos a serem entregues até o primeiro semestre do ano que vem: o Via Vale Garden Shopping, em Taubaté (SP), com a inauguração prevista para este mês, o Metropolitan Garden Shopping, em Betim (MG), o Pátio Arapiraca Garden Shopping, em Arapiraca (AL) e Amapá Garden Shopping, em Macapá (AP). Os investimentos nessas unidades ultrapassam R$ 500 milhões.
A Tenco também lançou recentemente dois empreendimentos que, somados, correspondem a um investimento de R$ 220 milhões. Um será o Via Café Garden Shopping, localizado em Varginha, no sul de Minas Gerais, e o outro o Bragança Garden Shopping, em Bragança Paulista, no interior paulista.
O grupo João Fortes Engenhari a também aposta em cidades de porte médio. No momento, desenvolve dois shoppings no Estado do Rio, um em Cabo Frio e outro em Volta Redonda, no Sul Fluminense.
O Park Lagos, em Cabo Frio, a cidade mais populosa da região dos lagos, tem a entrega prevista para novembro de 2013, com 198 lojas, área construída de 38 mil m² e área bruta locável de 26 mil m². O investimento total nessa primeira fase será de R$ 160 milhões, divididos pela João Fortes, Shopinvest e Big Burguer. A administradora será definida em seis meses, a partir de negociação com os empreendedores.
O Park Sul, em Volta Redonda, por sua vez, receberá R$ 200 milhões em investimentos. A ideia é aproveitar o crescimento do sul fluminense, em decorrência da ampliação da siderúrgica CSN, e do sucesso das montadoras em Porto Real, antigo distrito de Resende.
As obras do novo shopping começam em abril do ano que vem, com a inauguração prevista para dois anos depois. Serão 200 lojas, em 33 mil m² de área bruta locável e 90 mil m² de área construída e o estacionamento comportará 1800 veículos. Além de Shopinvest e João Fortes. o projeto tem o aporte da VR Empreendimentos . A expectativa é de quem em um ano, antes da data prevista para a inauguração, os investidores tenham definido a administradora responsável pelo shopping.
O exemplo seguido pela parceria Shopinvest e João Fortes é o Park Europeu, em Blumenau. Inaugurado em dezembro de 2011, ao final de dois anos de obras, o shopping catarinense recebe uma média anual de 300 mil visitantes. São 180 lojas, ocupando uma área bruta locável de 33 mil m2, a mesma projetada para o Park Sul, em Volta Redonda, em uma área construída de 84 mil m2. A administradora escolhida foi a Alliansce, dona do Shopping Leblon.


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Salvador (BA) enfrenta decadência e abandono

02/12/2012 - Folha de São Paulo


NELSON BARROS NETO

Primeira capital e terceira maior cidade do Brasil, Salvador vive hoje uma disputa entre passado e presente.

Visitantes fogem para as praias do litoral norte da Bahia

Nessa competição, o lugar de cultura e natureza exuberantes, referência nacional de alegria, perde cada vez mais terreno para uma cidade engarrafada, suja e violenta.

Problemas afloram dos bairros de alto padrão à periferia da cidade.

Em dez pontos turísticos visitados pela reportagem, a reclamação das pessoas era constante.

Os diagnósticos ecoavam a análise do antropólogo Roberto Albergaria: a terra romanceada por Jorge Amado e cantada por Dorival Caymmi "está morrendo".

O escritor Antônio Risério também lamenta o novo pessimismo soteropolitano.

Isadora Brant/Folhapress
Vista do elevador Lacerda, em Salvador, região tem vários imóveis que deveriam ser tombados, mas estão abandonados
"Essa postura é recente. Por muito tempo, Salvador ocupou lugar e função de mito no imaginário nacional. As pessoas celebravam isso em termos bem narcisistas. Tinha história, beleza urbana e natural", diz Risério.

O prefeito João Henrique (PP) tem a maior rejeição entre os gestores das capitais (75%), conforme pesquisa Ibope de outubro.

Ele reconhece as mazelas, mas diz que pesquisas são "induzidas" e que é "cultural" culpar o prefeito.

"Pegue grandes expoentes da administração e bote aqui. Quero ver um Beto Richa, um Aécio Neves gerir uma cidade com a penúltima receita per capita das 26 capitais."

Os soteropolitanos e os turistas reclamam: praias estão cada vez mais sombreadas por causa de prédios.

Junto com a especulação imobiliária e problemas no trânsito, o número de homicídios supera o de São Paulo.

No Pelourinho, adolescentes são flagrados fumando crack à luz do dia, entre casarões em risco de desabar.



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Com emprego e renda em alta, interior de SP alavanca desenvolvimento do Estado

02/12/2012 - Folha de São Paulo

VENCESLAU BORLINA FILHO

Os municípios paulistas com bons indicadores de geração de emprego e renda, saúde e educação passaram de 18 para 173 e transformaram o mapa do desenvolvimento no Estado na última década (2000 a 2010).

O avanço ocorreu pelo interior, principalmente, em cidades das regiões administrativas de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Central (São Carlos e Araraquara).

O novo cenário consta no índice de desenvolvimento municipal, o IFDM, divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com dados referentes ao ano de 2010.

O índice mede o desenvolvimento dos municípios com base nas quantidades de emprego formal, matrícula infantil, consultas pré-natal e mortalidade infantil. É semelhante ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Dos 100 melhores IFDMs no Brasil (acima de 0,8 pontos), 73 foram registrados em São Paulo, entre eles a sua capital, na 32ª posição. Também são do Estado os municípios com os dez melhores índices do país.

Pela primeira vez, Indaiatuba (a 98 km de São Paulo) foi considerada a cidade mais desenvolvida do Brasil, após alguns anos na disputa. Em comum, os dez melhores
IFDMs estão a um raio de cerca de 100 km da capital.

De acordo com levantamento da Firjan, entre os municípios de alto desenvolvimento, a variável que mais cresceu na década foi emprego e renda: média de 38,7%. Educação teve 12% de alta, e saúde, 11,7%.

Em 2000, segundo o IFDM, 43 municípios paulistas --ou 6,7% do total-- ainda eram classificados com desenvolvimento regular. Após dez anos, eles ascenderam às condições de desenvolvimento moderado e alto.

É o caso de Suzanápolis (a 626 km de São Paulo). Em 2000, o IFDM do município era de 0,5601, o que lhe garantia classificação como desenvolvimento regular. Em 2010, saltou para 0,8215, de alto desenvolvimento.

Indaiatuba subiu ao posto de melhor IFDM do Brasil graças a geração de emprego e aumento da renda. Barueri, na Grande São Paulo, e Paulínia (a 117 km de São Paulo) perderam o posto por gerar menos postos de trabalho.

"O emprego e a renda sempre serão impulsionadores do desenvolvimento em São Paulo. É a nossa prioridade", disse Luciano Almeida, presidente da Investe SP, empresa formada para atrair investimentos e competitividade à economia paulista.

Segundo ele, um dos segredos é direcionar investimentos para regiões menos desenvolvidas do Estado. Dessa forma, o Estado todo se beneficia. "A Grande São Paulo e as regiões de Campinas e Sorocaba, por exemplo, já estão saturadas."


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sábado, 1 de dezembro de 2012

Ampliação é caminho de centros bem-sucedidos

Ampliação é caminho de centros bem-sucedidos

30/11/2012 - Valor Econômico, Cezar de Oliveira Faccioli

Não há caminho mais curto para o sucesso do que investir na ampliação de um empreendimento que já provou sua viabilidade. O Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo (SP), construído na década de 80, já programa sua terceira expansão, prevista para 2013. O projeto ainda se encontra em estudo. Mário Alves de Oliveira, diretor de desenvolvimento da Sonae Sierra Brasil, controladora do empreendimento, diz que a meta é agregar atividades complementares ao mix que o shopping já oferece, de acordo com a demanda da região, apontada em pesquisas. "Com o boom do mercado imobiliário, o perfil urbano e sócio-econômico da região vem alterando-se significativamente", diz o executivo.
O centro comercial, que teve 7,8 milhões de visitantes no ano passado, já havia passado por uma ampliação concluída em novembro de 2011. Após investimentos de R$ 56,8 milhões o Metrópole foi expandido em 8,7 mil m2 e ganhou 31 lojas, sendo uma âncora, a C&A, e uma área gastronômica, com três redes de restaurantes que ainda não atuavam na região. O australiano Outback, o La Pasta Gialla, de culinária italiana com assinatura do chef Sergio Arno; e o Mr. Jack's, lanchonete com decoração estilo anos 50.
As novidades do empreendimento incluem também novas instalações de fraldário, um "Family Room", um novo ambulatório. e um novo cinema, com nove salas stadium da rede Playarte, uma delas com tecnologia 3D.
Nas entradas do Shopping, painéis de cores se destacam com iluminação noturna feita de lâmpadas LED, mais econômicas que as convencionais. O shopping também revitalizou as áreas já existentes: pisos, tetos, iluminação, sinalização, novo mobiliário, além da instalação de escadas rolantes para facilitar e dar conforto aos acessos ao estacionamento, onde uma nova área foi criada com serviço de manobristas.
A HSI e a Saphyr também estão investindo R$ 24,5 milhões para uma primeira expansão do Shopping Pátio Maceió. A inauguração de uma nova ala, prevista para outubro do ano que vem, abrirá espaço para uma loja âncora, uma megaloja, uma academia, quatro quiosques e 22 lojas-satélites, numa área total de 6 mil m2.
Atualmente, cerca de 600 mil consumidores visitam por mês o centro de compras composto de 100 lojas satélites, nove lojas âncoras e oito megalojas, além de uma praça de alimentação com dois restaurantes e 18 operações de fast-food. Nos últimos dois anos, o público do Pátio Maceió cresceu 20% e as vendas 31%.
Esses números não impediram que a associação de lojistas do shopping questionasse a expansão anunciada, temendo um aumento da concorrência num mercado, segundo eles, com 13% de ociosidade. A direção do shopping argumenta que o investimento foi precedido de pesquisas atestando o potencial de público das novas lojas.
Já o grupo Tenco Shopping Centers. inaugurou em junho a duplicação do Cariri Garden Shopping, em Juazeiro do Norte, no Ceará, que passou a ser o maior centro de compras do interior do nordeste", diz Eduardo Gribel, presidente da empresa.
Gribel diz que a estratégia do grupo é atender as aspirações dos consumidores das cidades do interior e das capitais de estados menores em ter acesso aos serviços disponíveis nos grandes centros urbanos. "As pessoas no interior têm a mesma necessidade de consumo das capitais, só que não tem em seus municípios infraestrutura de varejo organizada presente nas grandes cidades. Quando se define o mix, é avaliado o varejo local, as necessidades do público da cidade, e a prospecção das grandes marcas nacionais para fazer parte do empreendimento," diz o executivo.
Segundo Gribel, em cidades em que o consumidor nunca teve acesso a marcas como McDonald's, Riachuelo, Renner, C&A, Americanas e Marisa, lojas de 180 m2, por exemplo, chegam a vender R$ 1 milhão por mês.
Essa constatação levou a Tenco priorizar cidades sem grandes shoppings. No momento, eles estão construindo quatro empreendimentos a serem entregues até o primeiro semestre do ano que vem: o Via Vale Garden Shopping, em Taubaté (SP), com a inauguração prevista para este mês, o Metropolitan Garden Shopping, em Betim (MG), o Pátio Arapiraca Garden Shopping, em Arapiraca (AL) e Amapá Garden Shopping, em Macapá (AP). Os investimentos nessas unidades ultrapassam R$ 500 milhões.
A Tenco também lançou recentemente dois empreendimentos que, somados, correspondem a um investimento de R$ 220 milhões. Um será o Via Café Garden Shopping, localizado em Varginha, no sul de Minas Gerais, e o outro o Bragança Garden Shopping, em Bragança Paulista, no interior paulista.
O grupo João Fortes Engenhari a também aposta em cidades de porte médio. No momento, desenvolve dois shoppings no Estado do Rio, um em Cabo Frio e outro em Volta Redonda, no Sul Fluminense.
O Park Lagos, em Cabo Frio, a cidade mais populosa da região dos lagos, tem a entrega prevista para novembro de 2013, com 198 lojas, área construída de 38 mil m² e área bruta locável de 26 mil m². O investimento total nessa primeira fase será de R$ 160 milhões, divididos pela João Fortes, Shopinvest e Big Burguer. A administradora será definida em seis meses, a partir de negociação com os empreendedores.
O Park Sul, em Volta Redonda, por sua vez, receberá R$ 200 milhões em investimentos. A ideia é aproveitar o crescimento do sul fluminense, em decorrência da ampliação da siderúrgica CSN, e do sucesso das montadoras em Porto Real, antigo distrito de Resende.
As obras do novo shopping começam em abril do ano que vem, com a inauguração prevista para dois anos depois. Serão 200 lojas, em 33 mil m² de área bruta locável e 90 mil m² de área construída e o estacionamento comportará 1800 veículos. Além de Shopinvest e João Fortes. o projeto tem o aporte da VR Empreendimentos . A expectativa é de quem em um ano, antes da data prevista para a inauguração, os investidores tenham definido a administradora responsável pelo shopping.
O exemplo seguido pela parceria Shopinvest e João Fortes é o Park Europeu, em Blumenau. Inaugurado em dezembro de 2011, ao final de dois anos de obras, o shopping catarinense recebe uma média anual de 300 mil visitantes. São 180 lojas, ocupando uma área bruta locável de 33 mil m2, a mesma projetada para o Park Sul, em Volta Redonda, em uma área construída de 84 mil m2. A administradora escolhida foi a Alliansce, dona do Shopping Leblon.


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Alta frequência

30/11/2012 - Valor Econômico, Jane Soares

Tudo parece conspirar a favor da indústria de shopping centers, que atravessa um dos melhores momentos de sua história no país. Rendimento da população em alta, melhor distribuição de renda, baixo índice de desemprego, juros em queda, maior oferta de crédito, prazos mais longos e confiança no futuro estimulam os consumidores a colocar a mão no bolso e gastar.
Os empresários perceberam a oportunidade de embarcar em uma onda de crescimento sem precedentes e também colocaram a mão no bolso para investir. Resultado: 28 novos empreendimentos em 2012, um recorde. Que não deve durar muito tempo. Afinal, 48 centros de compra já foram anunciados para 2013. "O setor cresce em todas as regiões", comemora Adriana Colloca, superintendente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
Os números da indústria são grandiosos. No fim deste ano, o Brasil terá 458 malls em funcionamento, instalados em 24,8 milhões de m² de área construída e com 11 milhões de m² área bruta locável (ABL). São 80 mil lojas, 735,7 mil vagas nos estacionamentos e 2.745 salas de cinema. O setor gera 775,4 mil postos de trabalho. Depois de um primeiro semestre em marcha lenta, os negócios engrenaram e a estimativa de uma nova expansão de 12% tem grandes chances de se concretizar. Se isso acontecer, o faturamento, que cresce sem parar desde 2005, chegará a R$ 121 bilhões. Outra novidade: pela primeira vez, o número de shoppings no interior, 226, superou o das capitais, consolidando a tendência de interiorização do segmento.
O melhor: a fase de expansão parece estar longe de se esgotar. A situação pode até melhorar. Carlos Medeiros, presidente da BR Malls, a maior empresa de shoppings do país, lembra que os juros praticados pelos bancos devem cair, incentivando ainda mais o consumo. Além disso, 250 dos 451 centros de compras em atividade estão no Sudeste e 225 nas capitais. Ou seja, ainda há muito espaço para crescer Brasil afora e até mesmo nas capitais.
A receita da expansão dos shoppings tem um ingrediente adicional: o bônus demográfico. "É um período único na história de uma nação em que o número de pessoas em idade de trabalhar, e, portanto, de consumir, é maior do que o de dependentes", explica Cláudio Sallum, sócio-diretor da Lumine, empresa especializada em soluções para shopping centers. Segundo estudo do Banco Mundial, o momento da "virada" demográfica começará em 2020, quando o envelhecimento da população começará a mostrar sua cara de forma mais acentuada.
Além da conjuntura favorável, parte do consistente crescimento da indústria pode ser explicado pela profissionalização do setor e por sua capacidade de se adaptar às novas tendências e exigências do mercado consumidor. Essa flexibilidade determinou a "democratização" dos malls, que se estruturaram para receber e atender a um novo público, formado por aproximadamente 3 milhões de brasileiros das classes D e E que galgaram os degraus para faixas de renda superiores. Pesquisa encomendada pela Abrasce para a GKF mostra que a classe B ganha importância como frequentadora dos shoppings, passando de 44%, em 2009, para 54%, em 2012. Quando somada ao público da classe C, representam 77% do total.
Esse público, porém, também traz um novo conjunto de demandas para o setor. Um estudo da GS&MD - Gouvêa de Souza detectou que os shoppings ainda são o local preferido de compras de apenas um quarto do contingente de pessoas que conquistaram recentemente níveis mais elevados de consumo. Luiz Alberto Marinho, sócio diretor da GS&BW, unidade especializada em shoppings da consultoria, avalia que existe uma clara necessidade de conquistar esse público que migrou das classes D/C2 para as B2/C nos últimos cinco anos. "É um grande desafio estruturar um shopping para essa nova classe média. Ainda não sabemos o modelo ideal", diz.
O empresário mineiro Elias Tergilene resolveu encarar esse desafio e acredita ter descoberto o segredo. Estruturou a Rede Uai de Shopping, o primeiro grupo popular reconhecido pela Abrasce. O empreendimento foi implantado em um imóvel em frente à rodoviária de Belo Horizonte, na região central da capital mineira, há quatro anos. Hoje são cinco unidades em funcionamento, duas em Manaus e três em Minas Gerais, todas em locais de grande circulação ou muito populosos. O investimento nos malls instalados em Minas foi de R$ 73 milhões. As âncoras são marcas como Lojas Americanas, Bob's e Marisa. Ao lado delas, atuam pequenos empresários. Segundo a empresa, os centros de compras registram um crescimento anual de 20%, com previsão de faturamento de R$ 24 milhões em 2012.
O grupo pretende investir R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos em 12 operações na Bahia, Pará, Piauí e interior de São Paulo. Quatro delas estão sendo instaladas em Manaus e Minas. "Nossos shoppings são dirigidos à classe G, de gente", afirma Tergilene. O diretor de operações da Rede Uai Shopping critica a resistência das grifes em aderir aos empreendimentos, alegando que um motoboy compra uma moto por R$ 2,5 mil e certamente pode pagar R$ 600 por um tênis de marca.
Florescem também os negócios nos segmentos já consolidados. A BR Malls, que foca as classes A e B e tem 50 empreendimentos em seu portfólio, investiu R$ 450 milhões em desenvolvimento e R$ 600 milhões em aquisições neste ano - uma delas foi a compra de 100% de participação no Shopping Capim Dourado, de Palmas (TO). A companhia inaugurou o Londrina Norte (PR), o Estação BH (MG) e o São Bernardo Plaza Shopping (SP). Em 2013, pretende investir R$ 500 milhões. Outros quatro projetos estão em andamento em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.
A maioria dos novos empreendimentos, populares ou sofisticados, obedece uma nova tendência: os shoppings deixam de ser meros centros de compras para se transformar em locais de socialização e lazer. "As cidades perderam os espaços de encontro em função do caos urbano e os malls podem ser esse lugar de convivência, a extensão da rua, onde as compras também acontecem", diz Marinho. "Uma das grandes mudanças do setor é transformar os malls em grandes áreas de encontro e entretenimento familiar", reforça Sallum.
Com isso, a arquitetura muda conceitualmente. Corredores estreitos, feericamente iluminados para o cliente sequer desconfiar do que acontece do lado de fora e não ver o tempo passar, cedem lugar a ruas largas, praças e terraços banhados por luz natural.



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