sexta-feira, 24 de outubro de 2014

1º viaduto do Cocó liberado a partir de hoje

24/10/2014 O Estado do Ceará

Leia: Primeiro viaduto do Cocó será entregue ainda nesta semana - O Povo - Fortaleza

A partir de hoje, o viaduto localizado na Avenida Engenheiro Santana Júnior (nível 1) está liberado. O equipamento liga o tráfego para os motoristas que vêm do bairro Papicu em direção à Avenida Washington Soares. A pista lateral, no sentido inverso ao do viaduto nível 1 também está pronta e liberada para o trânsito. Para garantir a segurança dos pedestres, a pista lateral conta com gradil de isolamento do Parque do Cocó.

"Com o viaduto nível 1 liberado, vamos poder restituir a normalidade no fluxo da região do Papicu para a Avenida Washington Soares. Já começamos a desfazer os desvios que tínhamos feito para a conclusão da obra. Esse será um dos principais impactos dessa liberação. Como os veículos tinham que desviar por vias estreitas, o trânsito ficava muito intenso. Agora, o trânsito fluirá mais rápido", explica Samuel Dias, titular da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf). Segundo ele, até o final do mês, os níveis 0 e 2 serão liberados.

A construção dos dois viadutos no entroncamento das Avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Jr, no Cocó, destaca o secretário, faz parte da implantação do corredor Antônio Bezerra/Papicu. O corredor tem 17,4km de extensão e vai beneficiar os usuários de transporte público em Fortaleza.

Segundo a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), um levantamento realizado em setembro desse ano aponta que, diariamente, 41.200 veículos passam pela Avenida Engenheiro Santana Júnior. A AMC informa, ainda, que agentes de trânsito estarão na região para orientar o trânsito nos primeiros dias de liberação do viaduto.

INVESTIMENTO

De acordo com Samuel Dias, a construção dos viadutos tem o investimento de R$ 18 milhões, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o apoio do Governo do Estado. A previsão de conclusão completa da obra era de 14 meses, porém, conforme o secretário, a construção vai ser entregue em 12 meses. "Lembrando que a obra ficou parada por quatro meses. Foram três meses de ocupação pelos manifestantes e um por causa da greve da construção civil. Mesmo com essa paralisação, adiantamos a obra", aponta o titular da Seinf.

Hoje, segundo a Prefeitura de Fortaleza, foram executados 95% de todo o projeto. Os operários trabalham agora nas seguintes obras: encabeçamento (ligação do equipamento com a pista) do segundo viaduto (nível 2), que faz a ligação da Avenida Antônio Sales ao bairro Papicu; intervenções de urbanização, pavimentação e paisagismo das vias no entorno; obras complementares, como o asfaltamento do viaduto nível 2; finalização de canteiros e calçadas, expansão da largura das vias e uma elevação no nível da pista, além da sinalização e iluminação do ambiente.

Com a conclusão das obras dos viadutos, o secretário adianta que a Seinf vai dar sequência à implantação das faixas exclusivas de ônibus nas avenidas Domingos Olímpio e Antônio Sales. "Vamos dar, ainda, sequência à construção do túnel da Engenheiro Santana Júnior com a Avenida Padre Antônio Tomás, que também faz parte da implantação do corredor Antônio Bezerra/Papicu. Além disso, em novembro vamos entregar as estações do Bus Rapid Transit (BRT) e as ciclofaixas na Avenida Antônio Sales que seguirão até a Monsenhor Catão", afirma Dias.

Fluxo de ônibus

Com a liberação da Av. Eng. Santana Júnior, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) retornará o itinerário original de 12 linhas de ônibus que estavam realizando desvios. A partir de amanhã, todos os coletivos que fazem o trajeto em direção ao terminal do Papicu passarão a seguir pela via que será liberada, reduzindo o tempo de viagem dos passageiros.

004-Messejana/Papicu/Cambeba TJ

021-Luciano Cavalcante/Papicu

023-Edson Queiroz/Papicu(Corujão)

034-Av. Paranjana I (Corujão)

041-Parangaba/Oliveira Paiva/Papicu

051-Grande Circular I

055-Grande Circular I(Corujão)

068-Messejana/Papicu/Cambeba

712-Conjunto Palmeiras/Papicu

815-Cidade dos Funcionários/Papicu/Tancredo Neves

825-Cidade dos Funcionários/Papicu/Jardim das Oliveiras

835-Defensoria/Papicu/Via Câmara

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Nova Estrada do Curralinho será aberta na quarta-feira

20/10/2014 -  A Tarde - BA
Será entregue na próxima quarta-feira, 22, às 8h30, a Estrada do Curralinho, nova ligação entre as avenidas Paralela e Luís Eduardo Magalhães e o bairro do Stiep.
A nova ligação é formada por duas vias, compostas por duas faixas de trânsito cada, que totaliza dois quilômetros de extensão. Para a obra, executada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), foram investidos R$ 5 milhões na execução dos serviços de pavimentação e urbanização, além da implantação de passeios, iluminação pública e paisagismo.
O objetivo, segundo informações da assessoria de comunicação do órgão, é desafogar o grande tráfego de veículos em duas áreas constantemente congestionadas da capital baiana: a avenida Tancredo Neves e o acesso ao bairro do Costa Azul.
A ligação viária cria alternativas de tráfego, principalmente para quem costuma passar pelos bairros do Stiep, Costa Azul, Imbuí, Boca do Rio e Jardim Armação.
A estrada é integrada às alças de ligação da avenida Luís Eduardo Magalhães com a BR-324, aos viadutos e às vias marginais da Paralela, intervenções do programa Mobilidade Salvador, do Governo do Estado da Bahia, inauguradas este ano.
Em nota, o diretor de Obras Estruturantes da Conder, Sérgio Silva, informou que, após a liberação do tráfego entre a avenida Luís Eduardo Magalhães e a Estrada do Curralinho, as vias do entorno serão monitoradas pela Transalvador para avaliar o impacto no sistema viário local e a adoção de possíveis ajustes. A expectativa do órgão é que haja redução dos engarrafamentos em vias importantes.
Roteiros
O condutor que trafega da Paralela sentido centro da cidade poderá seguir pela alça do viaduto da avenida Luís Eduardo Magalhães e a nova ligação até a Estrada do Curralinho para chegar a Boca do Rio e Orla Marítima, evitando o fluxo intenso de veículos da Tancredo Neves.
O novo acesso servirá, ainda, para quem desejar transitar pelos bairros adjacentes à Orla Marítima e opte por sair da cidade utilizando a BR-324. Para tanto, basta seguir pela nova alça de acesso à Paralela até a avenida Luís Eduardo Magalhães pelo viaduto existente no local até a rodovia federal.
Moradora do Stiep há sete anos, a empresária Sandra Carvalho, 41, acredita que a nova via vai reduzir o tempo do trajeto que ela faz diariamente até o shopping Pararela. "Chego a levar 40 minutos do Stiep até o início da Paralela por conta do engarrafamento nas proximidades do hospital Sarah", contou.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Viaduto da Bento Gonçalves, em Porto Alegre, deve estar pronto no fim do ano

13/10/2014 - Jornal do Comércio - RS

Uma das rotinas mais comuns na vida dos porto-alegrenses é comentar sobre os atrasos das obras de mobilidade da cidade. Também, seria impossível o assunto não ser pautado diariamente, pois, a cada trajeto, cavaletes, placas, buracos e guindastes os fazem lembrar dos cronogramas não cumpridos e dos problemas de trânsito causados pelas intervenções. Inicialmente prometidas para antes da Copa, algumas das obras só devem estar concluídas no final de 2016, como é o caso da duplicação da avenida Tronco, que emperra nas desapropriação de  1.525 famílias. Ao todo, foram firmados oito contratos de obras de mobilidade, com valor de R$ 424.682.362,89, vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em junho deste ano, a reportagem do Jornal do Comércio percorreu todas estas obras para observar o andamento e comparar a execução com os cronogramas apresentados pela prefeitura. Quatro meses depois, a visita foi repetida. Foi observado que algumas intervenções avançaram, mas outras continuam em estágio semelhante ao encontrado em junho. A construção da passagem subterrânea viária da avenida Ceará sob a Farrapos segue parada. Já a trincheira da Plínio Brasil Milano ainda não iniciou.

A primeira construção que deve ser entregue à população é o viaduto da Perimetral com a avenida Bento Gonçalves. A previsão é de que ele seja liberado ao tráfego até o final do ano - sete meses de atraso em relação ao cronograma. "Além da estrutura, temos que realizar obras nas vias adjacentes. Assim, o viaduto será entregue antes, até o final do ano, e depois serão concluídas as obras das ruas laterais, o que deve ocorrer em março de 2015", explica o engenheiro Rogério Baú, coordenador técnico das obras de mobilidade urbana da Secretaria Municipal de Gestão.  

As obras do viaduto, que ligará as avenidas Salvador França e Coronel Aparício Borges, iniciaram em agosto de 2012. Com investimentos no valor de R$ 69,6 milhões, sua conclusão estava prevista para maio deste ano. A estrutura terá extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego, e vai incorporar a estação de ônibus do corredor da Terceira Perimetral.

A duplicação da avenida Tronco, que começou a ser executada em 2012, é certamente o trabalho mais complexo que a prefeitura enfrenta atualmente, pois envolve a desapropriação de 1.525 famílias. Ao todo, 595 famílias já foram removidas e estão recebendo bônus-moradia ou aluguel social, com um impacto de R$ 24 milhões, segundo o engenheiro. A previsão de conclusão total dos 5,4 km é dezembro de 2016. De acordo com Baú, esta obra tem sido realizada por trechos à medida que as famílias vão sendo reassentadas.

"Hoje, estamos trabalhando no trecho da Teresópolis, que possui 800 metros, e na avenida coronel Gastão Haslocher Mazeron, também com 800 metros. A previsão de conclusão desses trechos é até o final do ano. Estamos abrindo um novo foco de trabalho no miolo da Tronco, onde já existe 1 km de via executado. Isso foi possível porque 300 famílias deste local foram recentemente deslocadas", explica. No trecho de obra já executado, existe um grande acúmulo de lixo e os futuros corredores de ônibus estão sendo utilizados como estacionamento.

O investimento total é de R$ 156 milhões, sendo R$ 33 milhões na obra viária, incluindo as estações de ônibus. Também está prevista a implantação do Terminal BRT Cristal, que abrigará um centro popular de comércio, onde irão trabalhar os comerciantes que saíram do leito da avenida.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Pacote de obras no transporte vai criar o terceiro acesso a Limeira, SP

10/10/2014 - G1 Piracicaba

Leia: Ministro assina em Limeira (SP) convênio de R$ 41,6 mi para mobilidade - Gazeta de Limeira
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A cidade de Limeira (SP) vai ganhar uma terceira opção de acesso ao município, a estrada que liga o bairro Tatu à Rodovia Anhanguera (SP-330), com três quilômetros de extensão. A obra deve começar a ser executada nos próximos seis meses com uma verba de R$ 6 milhões. A intervenção está dentro de um pacote de melhorias no transporte anunciado nesta quinta-feira (9), com a presença do ministro das Cidades, Gilberto Occhi.

O município vai arcar com R$ 600 mil do valor, por conta de um contrato firmado entre o município e a Caixa Econômica Federal (CEF) que prevê R$ 41,6 milhões, liberados para a criação do novo acesso e outras duas obras de mobilidade urbana na cidade. Com a assinatura do convênio, a cidade já pode abrir a licitação para a realização das obras.

A inciativa vai impulsionar o desenvolvimento na região, procurada pelos atrativos de lazer que oferece, bem como por seu potencial empresarial. "É uma região com forte potencial de desenvolvimento, que possui projetos de empreendimentos habitacionais e empresariais", afirmou o prefeito de Limeira, Paulo Hadich.

Os dois acessos viários ao município existentes atualmente são o do Km 143 da Rodovia Anhanguera (SP-330) e o da avenida vias Antonio Cruañes Filho.

Outras duas obras

A duplicação e reconstrução da Via Jurandyr Paixão, uma reivindicação antiga dos motoristas que trafegam pela região, também será contemplada com repasse de verbas. Serão sete quilômetros revitalizados que vão custar 20 milhões. A contrapartida da Prefeitura, neste caso, vai ser de R$ 2 milhões. As obras têm prazo de conclusão de dois anos.

O anel viário é a terceira obra do pacote anunciado. A via que circunda a cidade também será revitalizada em seus 15 quilômetros de extensão. As obras, que vão custar R$ 15 milhões, incluem a recuperação de pavimento, captação e drenagem de águas pluviais, sinalização e urbanização. A Prefeitura vai arcar com R$ 1,5 milhão.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ministro assina hoje em Limeira (SP) convênio de R$ 41,6 mi para mobilidade

09/10/2014 - Gazeta de Limeira

O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, assina hoje em Limeira, com o prefeito Paulo Hadich (PSB), três contratos para obras de infraestrutura urbana que culminarão em R$ 41,6 milhões de investimentos no município - R$ 37,5 milhões do governo federal e R$ 4,1 milhões de contrapartida da Prefeitura.

O montante será aplicado no anel viário, na Via Jurandyr Paixão de Campos Freire (Horto Florestal) e na estrada que liga o Tatu até ao bairro dos Lopes. Esta última obra, com cerca de R$ 6,6 milhões previstos (R$ 6 milhões do convênio e R$ 600 mil da Prefeitura), resultará em uma nova alternativa de acesso a Limeira, pela Rodovia Anhanguera, pois toda a estrada, em seus três quilômetros, será pavimentada.

Dessa forma, a Prefeitura pretende transformar desde a região anterior ao Horto, na altura da Cerâmica Batistella, em um pólo atrativo para novos investimentos, pois o acesso ao local não dependerá mais do anel viário.

ESTRADA DO HORTO

Além da nova estrada pavimentada, o pacote contempla a duplicação de toda a extensão da Via Jurandyr Paixão de Campos Freire (Via Tatuibi), até o bairro Tatu. O valor estimado é de R$ 20 milhões, pois essa ação incorpora a duplicação do Viaduto Paulo Natal. São R$ 18 milhões de financiamento público e R$ 2 milhões de contrapardida.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Viadutos do Cocó vão funcionar até o fim deste mês

07/10/2014 - Diário do Nordeste - Fortaleza


Pivôs de inúmeras polêmicas, os viadutos das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior, no bairro Cocó, serão entregues à população ainda neste mês, garante o secretário de Infraestrutura de Fortaleza, Samuel Dias. Cerca de 90% da obra estão concluídos, faltando apenas o encabeçamento dos equipamentos, além de intervenções que envolvem urbanização, pavimentação e paisagismo da via.

Inicialmente, o gestor havia ressaltado que os viadutos seriam finalizados em outubro, mas fez ressalvas quanto à data de entrega. O secretário se precavia quanto às obras complementares, como a construção de canteiros e calçadas e a sinalização e iluminação do ambiente. Ontem, porém, Dias assegurou que o aparelho já receberá veículos até o fim deste mês.

"Na verdade, os viadutos já estão prontos. O que está sendo feito agora é o encabeçamento, que é a ligação dos viadutos com a pista. Até o fim do mês, sem dúvida, esta obra vai estar entregue, pronta e funcionando", garante Samuel Dias.

Dentre as obras de pavimentação que serão concluídas, estão a expansão da largura das vias e uma elevação no nível da pista. "Embaixo dos viadutos, tem toda uma parte de urbanização, com canteiros, calçadas e iluminação, paisagismo e pavimentação das vias, que estão mais largas e sofreram uma elevação de 80 cm para evitar inundação e problemas com drenagem", salienta o secretário. Desde o último dia 22, a conversão à esquerda na Rua Francisco Gonçalves, para quem segue na Av. Engenheiro Santana Júnior, sentido Sul-Centro, está proibida.

O desvio, que tinha previsão de ir até o dia 1º, terminará hoje, assegura Samuel Dias. As obras do viaduto completaram um ano no último domingo (5).

Fiscalização

Ontem, a Prefeitura começou a fiscalização eletrônica em caráter educativo em mais uma faixa exclusiva de ônibus na Capital. Os motoristas que trafegarem sob a área exclusiva dos coletivos na Avenida da Universidade, nos próximos 30 dias, receberão um alerta da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC).

Segundo o secretário de infraestrutura, a implantação desses corredores exclusivos já aumentou em 40% a velocidade dos coletivos. "As pessoas ainda estão em fase de adaptação, mas já podemos observar ganhos com a implantação dessas faixas de ônibus. Isso é importantíssimo, porque grande parte da população anda de ônibus", avalia.

Obras deixam trânsito lento na Av. Bezerra de Menezes

Os congestionamentos na Avenida Bezerra de Menezes já fazem parte do dia a dia dos motoristas, principalmente nos horários de pico. A situação ficou ainda mais complicada desde o mês de maio, quando começaram as obras do corredor exclusivo de ônibus Antônio Bezerra/Centro, que ocupam uma faixa, nos dois sentidos, em alguns trechos.

A partir do cruzamento da avenida com a Rua Padre Anchieta, o trânsito vai ficando mais lento e, consequentemente, complicado. O problema acaba se estendendo por vários quarteirões. A fila de ônibus e vans é tão grande que fica quase impossível conseguir contar. Carros e motos se apertam nas outras faixas da via e acabam demorando vários minutos para percorrer poucos metros.

Com o intuito de fugir do engarrafamento, os motoqueiros utilizam o espaço destinado aos ciclistas, já que a obra os impede de usar a ciclovia. Além disso, alguns pedestres também usam aquela área. Assim, quem anda de bicicleta encontra diversos obstáculos pela frente.

Os pedestres são bastante prejudicados com o trânsito intenso, já que sobram poucos espaços para atravessar a avenida, mesmo com o semáforo fechado. Passar de um lado para o outro da Bezerra de Menezes se torna uma tarefa demorada e perigosa.

Todos os dias, o vendedor Francisco Fábio da Silva recebe reclamações de seus clientes devido à situação do trânsito na Avenida Bezerra de Menezes. "Os clientes chegam aqui e a primeira coisa que fazem é reclamar da lentidão e do congestionamento. Até mesmo os ônibus estão demorando mais".

Para Fábio da Silva e seus companheiros, a situação também ficou complicada. Seja de carro, moto ou transporte coletivo, ficou mais difícil chegar e ir embora do trabalho.

A implantação do BRT do corredor exclusivo de ônibus Antônio Bezerra /Centro tem prazo de entrega até o dia 15 de novembro, garantiu o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), Samuel Dias. A data estipulada pelo órgão marca quase dois meses de atraso em relação ao primeiro prazo, que era ainda em setembro.

Estações

O secretário ressalta que as dez estações ao longo da via estão em andamento e que o próximo passo é finalizar as ilhas de coleta de passageiros. "As estações de aço, que serão colocadas dentro das ilhas que estão sendo construídas, já estão sendo fabricadas, e a expectativa é que, na primeira quinzena de novembro, possamos entregar a via completa e funcionando", projeta o secretário, ressaltando que o primeiro ônibus expresso já se encontra em Fortaleza.

Samuel Dias define, a partir da mudança das faixas exclusivas da direita para a área central, os três grandes beneficiados com a implantação do corredor. "Vai melhorar a vida do condutor de veículo, que vai estar circulando junto aos comércios. Vai melhorar também a vida dos comércios, que vão ter acesso mais fácil aos motoristas. E vai melhorar ainda o transporte coletivo, que deixa de ter a interferência com os carros quando esses vão fazer a conversão à direita", salienta o gestor.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Últimos dez anos: Frota dobra e piora engarrafamento

01/10/2014 - Diário do Nordeste - Fortaleza


Sair de casa e enfrentar os engarrafamentos cada vez maiores é um dos desafios enfrentados por quem vive nas capitais brasileiras. Em Fortaleza, a frota de carros aumentou, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), 108,5%, nos últimos 10 anos. Enquanto isso, o crescimento populacional em igual período foi de 10,2%, de acordo com o IBGE. O comparativo revela que o problema da mobilidade urbana é, sobretudo, por causa do aumento exagerado da frota de veículos e não do inchaço populacional.

Em 2004, a Capital contabilizava 2.332.657 habitantes e 441.949 veículos. Em 2014, a população subiu para 2.571.980 e a frota chega a 921.544 (dados até maio desse ano). No Interior, o número é ainda mais alarmante. Há dez anos, a população era de 5.643.960 e aumentou para 6.270.895 nos dias atuais, um crescimento de 10,8%. Já a frota subiu de 449.358 para 1.531.580 automóveis, o que concretiza um aumento de 240,84% em uma década.

Para se ter uma ideia do que representa esses números, em Fortaleza, existe um veículo para cada 2,7 habitantes. Dado revelador que a Capital está na contramão do que se prega em termos de mobilidade, visto que é preciso maior adesão da população aos coletivos e desvalorização dos transportes particulares.

A professora Sylvia Cavalcante, coordenadora do Laboratório de Estudos das Relações Humano-Ambientais da Universidade de Fortaleza (Unifor), explica que essa situação acontece pela associação de três fatores: melhoria de vida da população, facilidade no financiamento e diminuição da qualidade do transporte público. "Nossa cidade não é convidativa para o uso de outros modais. As calçadas são péssimas e temos pouca arborização para que as pessoas possam andar a pé. Agora estão fazendo algumas ciclovias. Mas o transporte público péssimo e a insegurança fazem com que as pessoas prefiram o carro", diz.

Outro fator relevante é o fascínio que o automóvel exerce. Mais do que uma necessidade, é também um questão de status. "O carro promete vencer o tempo e espaço com conforto. Mas hoje não é assim. Às vezes, ir a pé ao médico pode demorar dez minutos, enquanto que de carro pode levar 20 minutos. O carro não é simplesmente um meio de transporte, ele te dá uma satisfação e um status que só pode ser comparado à casa própria", afirma a especialista.

Consequências

Contudo, a professora da Unifor tem uma perspectiva de melhora, sobretudo se houver uma colaboração dos gestores públicos e usuários. "É o começo dessa mudança, principalmente, porque as pessoas estão sofrendo com as consequências desse padrão de mobilidade. Mas precisamos avançar muito. Todas as obras de mobilidade na cidade só favoreceram o carro, em quanto que os outros modais continuam esquecidos", alerta.

O promotor de Justiça do Núcleo de Atuação Especial de Controle, Fiscalização, Acompanhamento e Políticas de Trânsito (Naetran), Antônio Gilvan Melo, concorda que a falta de planejamento público colabora para essa situação. "Está tudo errado. Pode até fazer uma outra cidade elevada, mas não será o suficiente. Só o transporte coletivo poderá ser uma solução, mas é preciso melhorar a qualidade. É preciso ter vias para se transitar e é preciso fazer um rodízio para contornar esse caos".

A professora e pesquisadora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Fernanda Rocha, argumenta que - mesmo a cidade estando cheia de obras que prometem garantir a mobilidade - não se percebe melhora. "Pelo contrário, só vi piora. Não se resolveu o problema do trânsito, nem da acessibilidade e muito menos da segurança", argumenta ela, que aponta ainda em vários problemas sociais decorrentes da falta de socialização.

"As pessoas usam os carros porque têm medo de assalto. Mas a segurança se dá quando o cidadão ocupa as ruas", diz. Fernanda alerta que se esse crescimento continuar e não houver uma mudança de mentalidade dos gestores e da população, a cidade vai entrar em colapso. "É preciso promover o transporte democrático e trabalhar a educação em relação a essa sociabilização", alerta.