terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Sistema de bicicletas compartilhadas em Fortaleza: previsão é fechar o ano com 10 mil viagens

30/12/2014 - O Estado do Ceará

Implantado como solução eficaz para pequenos deslocamentos e integrações entre modais, o Bicicletar, sistema de bicicletas compartilhadas, completa 15 dias de funcionamento com 8.698 viagens registradas até ontem, 29. Segundo a avaliação da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), o saldo do serviço é positivo. Além da adesão da população, até o momento, nenhuma bicicleta foi furtada ou quebrada.

Os dados são preliminares. A SCSP adiantou que o balanço será divulgado quando o sistema completar 30 dias de funcionamento. No entanto, a secretaria prevê que o ano deve fechar registrando 10 mil viagens.

ADESÃO

Com o objetivo de ajudar a reduzir o número de veículos particulares nas ruas, desafogando o trânsito e reduzindo as emissões de gases do efeito estufa, o serviço, rapidamente, entrou na rotina da população. O servidor público Cecílio Oliveira esperava, no último domingo, pacientemente, por uma bicicleta na estação da Praça Luiza Távora. A espera durou mais de meia hora. Todas as 12 bikes estavam em circulação.

Na mesma ocasião, a estudante Ana Cecília Farias também aguardava uma bicicleta. Analisando os primeiros dias de implantação do sistema, a estudante avaliou o serviço positivamente. Para ela, as bicicletas compartilhadas, além de democratizar o trânsito, permitem ao usuário interagir mais com a cidade. Contudo, a ciclista lamenta a carência de políticas públicas que fortaleçam o trabalho de educação no trânsito. De acordo com Ana Cecília, os motoristas tiveram que dividir espaço com outro modal. Sem preparação, o relacionamento nas vias ficou tenso. "Não basta apenas colocar bicicletas nas ruas. É preciso incentivar a educação no trânsito e melhorar as relações entre motoristas e ciclistas", analisa.

Outro ponto aprovado pela estudante foi o custo do sistema para o usuário. "Esse é também um ponto positivo. Uso a bicicleta compartilhada na Ciclofaixa de Lazer que é realizada aos domingos. Com o passeio, eu consegui vivenciar lugares da cidade que, de outra forma, dificilmente teria chance. O sistema de bicicletas compartilhadas estimula, principalmente, pelo baixo custo. Isso faz a pessoa interagir com a cidade. E Fortaleza precisa de mais iniciativas como essa, que ofereçam espaços de socialização", pondera Ana Cecília.

De acordo com a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, até o momento foram cadastrados cinco mil passes. Cerca de 30% dos usuários são do Bilhete Único. A SCSP destaca, ainda, a grande adesão de turistas ao sistema, que já utilizavam o sistema em outras cidades do País.

• Para utilizar o sistema, os interessados devem se cadastrar através do site

 www.bicicletar.com.br ou por meio do aplicativo "Bicicletar". Durante o cadastramento, o usuário optará por um plano de adesão com taxa diária (R$ 5), mensal (R$ 10) ou anual (R$ 60) informando o cartão de crédito de onde será debitado o valor do plano escolhido. Quem portar o Bilhete Único (BU) pode fazer integração com o sistema e utilizar gratuitamente desde que também esteja cadastrado. O serviço funciona todos os dias, de 5 às 23h59 para a retirada dos equipamentos e de 24h para devolução.

• Atualmente, o serviço conta com 15 estações de bicicletas. A previsão é de que, até final de janeiro, sejam 40 estações. Conforme informações da SCSP, à medida que cada uma fique pronta, será entregue. Os pontos para a instalação estão sendo mapeados.

• Além dos 75km de ciclovias municipais, estaduais e federais, a Capital conta com 24,1km de ciclofaixas, totalizando 99,1km de percurso em vias com espaço exclusivo para ciclistas. A Prefeitura pretende implantar, ainda, pelo período de 15 anos, 524km de rede cicloviária, conforme previsto no Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Prédio pode gerar 100% da energia que consome

28/12/2014 - O Globo, Morar Bem


A adaptação às condições climáticas foi o ponto de partida para a construção do EcoCommercial Building da Bayer, em São Paulo. O prédio, na verdade um centro de convivência localizado na sede da empresa, no bairro Socorro, pode ser o primeiro do país a gerar 100% da energia que consome. Não à toa, acaba de ganhar a certificação Leed Platinum, o mais alto nível do selo internacional concedido pelo Green Building Council (GBC).

- É mais uma conquista da indústria nacional da construção sustentável. O alinhamento entre projeto, técnicas construtivas responsáveis e tecnologias aplicadas foi maximizado de modo a permitir que o prédio conseguisse o maior nível da certificação internacional - elogia Felipe Faria, diretor do GBC Brasil.

Para chegar a esse resultado, o projeto levou em consideração diversos fatores. A iluminação natural, por exemplo, foi aproveitada ao máximo. O edifício ganhou brise-soleil, fachadas de vidro com películas que reduzem o calor e diversas aberturas para entrada de luz. Sensores de presença e da luminosidade externa determinam o momento de acender, e intensificar, as luzes. E uma miniusina solar foi instalada para gerar energia para abastecer o local.

SISTEMA DE AR PAGOU POR USINA SOLAR

A ventilação cruzada e o sombreamento também foram aproveitados. Com isso, a necessidade de uso de aparelhos de ar condicionado foi eliminada em 95% do prédio. Apenas a sala de reunião, que muitas vezes deve permanecer fechada, conta com o sistema.

- Além de diminuir os gastos durante o uso dos aparelhos, isso gerou enorme economia durante a obra. O sistema de ar condicionado custaria R$ 150 mil. Gastamos R$ 90 mil na instalação das placas fotovoltaicas e ainda sobraram outros R$ 60 mil para investir em outras necessidades da obra - conta Fernando Resende, gerente do EcoCommercial Building, no Brasil.

Localizado numa área arborizada do terreno, o prédio foi projetado de forma que nenhuma árvore fosse arrancada. Ao longo da edificação, que tem cerca de 600 m², é possível ver dez árvores. Para que não fossem prejudicadas, além de aberturas no teto para que seus galhos continuem se expandindo, o prédio foi erguido sobre uma plataforma de madeira a dez centímetros do chão, o que permite que a água da chuva penetre na terra e as raízes cresçam sem interferir na estrutura do prédio.

Além disso, o paisagismo foi feito apenas com espécies nativas, já acostumadas à quantidade de chuvas da área, que fica próxima à represa de Guarapiranga - até agora, a que menos sofre com a seca que atinge São Paulo.

ECONOMIA DE 94,8% DE ÁGUA POTÁVEL

A chuva, aliás, é outra aliada da edificação. O prédio tem tanto um sistema de captação da água da chuva quanto o de reaproveitamento das águas cinzas. E como o uso de água potável está restrito às pias, a economia chega a 94,8%. São dois reservatórios: um que fica enterrado e um espelho d'água que passa por dentro do prédio ajudando na refrigeração das áreas internas.

Projetos de EcoCommercial Building da Bayer estão presentes em outros seis países - Alemanha, Bélgica, China, Estados Unidos, Índia e Tailândia. Eles integram as ações da companhia alemã, que atua em setores que causam grande impacto ao meio ambiente, em prol da preservação ambiental. Em São Paulo, além de servir aos dois mil funcionários da empresa, o prédio recebe cerca de 150 visitantes por mês e serve ainda como modelo para os clientes da companhia, já que boa parte dos materiais utilizados são fabricados por ela.

- A população cresce muito rapidamente, os padrões de consumo também, mas o planeta não cresce mais. Esse programa faz parte do desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a redução desse impacto. E todas são produzidas aqui no Brasil - conclui Resende.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Alphaville Urbanismo termina 2014 com investimentos expressivos na região Sudeste

26/12/2014 - Investimento e Notícias

Somente neste ano, a empresa lançou os empreendimentos Terras Alphaville Rio Doce e Alphaville Uberlândia, em Minas Gerais, e Terras Alphaville Cabo Frio e Alphaville Campos, no estado do Rio de Janeiro.

Todos os lançamentos foram um sucesso de vendas. A empresa também entregou a quarta fase do empreendimento Alphaville Nova Esplanada, na região de Sorocaba, em São Paulo. Agora, a marca se prepara para novidades em 2015.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Belo Horizonte ganha 400 bicicletas compartilhadas em 40 estações

14/12/2014 - Portal R7


A Prefeitura de Belo Horizonte concluiu nesta semana a implantação do projeto Bike BH, que disponibiliza bicicletas compartilhadas para os moradores da cidade. Ao todo, 400 bicicletas, em 40 estações, podem ser usadas pelos belo-horizontinos.

Segundo a BHTrans, atualmente o Bike BH tem 34.946 usuários cadastrados e as bicicletas já foram utilizadas em mais de 34 mil viagens. Já foram solicitados 16.140 passes (7.108 diário, 8.162 mensal, 870 anual). Os dias mais usados são domingo, sábado e quinta-feira, principalmente entre 16h e 18h.

Para utilizar as bicicletas, é preciso preencher um cadastro pela internet e pagar um valor diário de R$ 3, mensal de R$ 9 ou anual de R$ 60. As bicicletas estarão à disposição dos usuários todos os dias da semana, das 6h às 23h para retiradas, e até meia-noite para devoluções.

O Sistema de Bicicletas Compartilhadas irá permitir a utilização da bicicleta por até 60 minutos ininterruptos, de segunda-feira a sábado (exceto feriados), e por até 90 minutos ininterruptos, aos domingos e feriados, quantas vezes por dia o usuário desejar. Para isso, basta que, após estes prazos, o ciclista devolva o equipamento em qualquer estação por um intervalo de 15 minutos.

Para continuar utilizando a bicicleta, sem fazer a pausa, serão cobrados R$ 3 pelos primeiros 30 minutos excedidos e, depois, R$ 5 para cada novo intervalo de meia hora. Para destravar a bicicleta, o usuário pode usar o aplicativo Bike BH para smartphones ou ligar, do telefone celular, para o telefone 4003-9847 (custo de uma chamada local).

As bicicletas
As bicicletas pesam em torno de 15 quilos, têm quadro em alumínio com design diferenciado, três marchas, selins com altura regulável, guidão emborrachado, acessórios de sinalização, sistema de identificação e trava eletrônica. Como uma ferramenta de segurança para os ciclistas, as bicicletas do Bike BH têm os pneus largos para reduzir a velocidade e as cores fortes ajudam na visualização. 
As estações funcionam alimentadas por energia solar e são interligadas por sistema de comunicação sem fio, via rede GSM e 4G, permitindo que estejam conectadas com a central de controle da empresa por 24 horas. A central monitora, em tempo real, toda a operação do sistema.

Santo André (SP) terá sistema semafórico inteligente e parceria com aplicativo Waze

15/12/2014 - Diário do Grande ABC

Com investimentos de R$7 milhões, prefeitura prevê que 70% dos semáforos sejam automaticamente programáveis a partir do primeiro semestre de 2015

Santo André terá semáforos inteligentes
Santo André terá semáforos inteligentes

créditos: Celos Luiz/DGABC
 
A Prefeitura de Santo André planeja instalar no primeiro semestre do ano que vem central de mobilidade interativa cujo objetivo é otimizar o monitoramento do trânsito e, consequentemente, reduzir os congestionamentos na cidade. Foram investidos R$ 7 milhões na compra de um software capaz de reprogramar os semáforos em tempo real, de acordo com a demanda. A previsão inicial é de que a fluidez seja melhorada em pelo menos 10%.
 
Neste ano, a Secretaria de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos iniciou a sincronização semafórica de parte dos sinais luminosos do município. Entretanto, o titular da Pasta, Paulinho Serra, explica que o novo sistema, desenvolvido pela empresa alemã Siemens, é ainda mais eficiente. "Quando a gente fala em semáforos inteligentes convencionais, na verdade eles têm algumas pré-programações para serem executadas ao longo do dia, com base no horário. A nova tecnologia faz as alterações nos tempos automaticamente, de acordo com a necessidade", compara.
 
Para que o programa faça os cálculos sobre as reprogramações instantâneas, são instaladas câmeras nas proximidades dos semáforos. Os equipamentos detectam virtualmente o volume de veículos na via e, com base nesse dado, regulam as fases de vermelho e verde. Inicialmente, 20 câmeras serão instaladas. "Mas queremos chegar a algo entre 60% e 70% dos nossos 250 cruzamentos semaforizados", diz Paulinho. O secretário acrescenta que o número não irá chegar a 100% porque "o programa é desenvolvido para corredores com alta movimentação". Dessa forma, não será implantado em vias secundárias. O serviço será instalado pela empresa Cobrasin, que venceu a licitação feita pela administração municipal e importa os equipamentos da Siemens.
 
A central será integrada com o serviço que atualmente funciona no DET (Departamento de Engenharia de Tráfego) e passará a ser sediado na sede da secretaria, na Rua Catequese. Também funcionará lá o centro operacional da SATrans, que gerencia o sistema de Transporte municipal. Está prevista para o primeiro semestre a parceria entre a Prefeitura e o aplicativo Waze, que mostra aos internautas a situação do trânsito na cidade em tempo real. Quatro painéis eletrônicos com informações do viário serão espalhados pelo município.
 
PAIT

Anunciado em fevereiro, o Pait (Programa de Ação Imediata no Trânsito) já realizou cerca de 250 intervenções diretas em Santo André, segundo Paulinho. Foram instaladas 30 faixas de pedestres elevadas e criadas 1.500 vagas de estacionamento rotativo, chegando a 4.500. A expectativa inicial era de que as alterações provocassem melhoria entre 10% e 15% na fluidez.
 
Entretanto, diz o titular da Pasta, o ganho foi ainda maior em alguns locais. Caso do corredor que liga São Caetano a Mauá, passando por avenidas como Dom Pedro II, Perimetral e Giovanni Batista Pirelli, onde o tempo de percurso diminuiu 22%, em média. Outra via citada por ele como experiência bem sucedida foi a Avenida Portugal, que teve redução nos congestionamentos depois que a Prefeitura proibiu o estacionamento na Rua Monte Casseros, no Centro.
 
O secretário afirma que as intervenções continuarão a ser feitas no ano que vem, em bairros como Santa Terezinha e Vila Luzita.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Mobilidade Urbana em Campos (RJ): da passagem social à abertura de corredores

09/12/2014 - O Diário

Prefeitura de Campos planeja abrir novas vias, implantar ciclovias e ciclofaixas, oferecer novos ônibus e construir o aeromóvel com novo Plano de Mobilidade Urbana

Ciclovias fazem parte do novo Plano de Mobilidade Urbana
créditos: Rodolfo Lins/PMCG

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Campos deverá chegar a um milhão de pessoas nos próximos anos e, com tanta gente assim indo e vindo, a prefeitura procurou se antecipar criando o Plano de Mobilidade Urbana. Os investimentos incluem abertura de novas vias, como a moderna Avenida Artur Bernardes, implantação de ciclovias e ciclofaixas, Programa Cartão Cidadão, novos ônibus com acessibilidade e alguns com ar refrigerado, que começam a circular ainda este ano, além do aeromóvel, entre outros.

O Programa Campos Cartão Cidadão, que garante a passagem a R$ 1, beneficia mensalmente mais de 300 mil usuários e em cinco anos a prefeitura investiu R$ 150 milhões em subsídio, beneficiando a população. Até o final deste ano, em torno de 100 novos ônibus estarão circulando nos bairros e distritos do município adquiridos pelos consórcios Planície e União, vencedores dos lotes 01 e 02 e Empresa Rogil, que irá operar o lote 03. Os coletivos serão financiados pela prefeitura, através do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), com juros de 0,5% ano e 24 meses para os consórcios quitarem o empréstimo.

Objetivando aperfeiçoar a mobilidade para que a população consiga se deslocar com maior facilidade, o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) também adotou medidas, como a mudança de sentido de algumas ruas tanto na área central, como nos bairros periféricos, melhorando o fluxo dos veículos, como na Ponte General Dutra, por exemplo, onde hoje apenas os veículos no sentido Rua Rocha Leão, Bairro Caju/Rodovia BR-101 (Campos-Vitória) podem trafegar. "Com essas avenidas, trafegar ficou mais rápido. Para mim que trabalho com vendas e circulo de um lado para o outro foi importante", destacou o representante comercial Kleber Júnior Gomes, 28 anos, morador no Bairro Jóquei Clube. Quem também gostou e aprovou os investimentos nas vias foi o técnico em manutenção Cristiano da Silva Barreto, 39, que mora no Parque Cidade Luz, em Guarus. "Depois dessas obras, andar de carro ficou bem melhor", observou.

Padronização de táxis, regulamentação de alternativos e projeto do aeromóvel

Além disso, o IMTT padronizou os táxis e regulamentou as vans. Também houve investimentos na recuperação e ampliação de ciclovias e ciclofaixas, que vem sendo interligadas, garantindo assim, a circulação entre bairros. De acordo com levantamento do IMTT, atualmente são 50 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas demarcados ao longo das principais avenidas, garantindo mais opções para quem anda de bicicleta. O objetivo é incentivar a população a pedalar.

O aeromóvel - transporte por via férrea suspensa - teve o projeto conceitual readaptado pelo Ministério das Cidades, com o município seguindo as exigências e orientações do Governo Federal, ficando orçado em R$ 462 milhões. O contrato para financiamento do aeromóvel foi assinado pela presidente da República, Dilma Rousseff, e a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, em 26 de junho deste ano. No total, serão 13,2 quilômetros em via dupla.

Centro Histórico: obras de Revitalização para garantir mais mobilidade

O Centro Histórico de Campos vai ganhando um novo visual, com a revitalização realizada pela prefeitura. A primeira etapa já foi inaugurada e as ruas receberam total infraestrutura, como drenagem pluvial, redes de esgoto e de água, pavimentação, calçadas mais largas e com acessibilidade, além da conclusão de 90% da conversão subterrânea. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, o projeto contempla ao todo 26 ruas, avenidas e praças.

As obras de revitalização do Centro Histórico começaram em 2012. Além de dotar a área central de toda infraestrutura, o projeto visa ainda embelezar a região, com a retirada de fiações externas, nova iluminação e medidas de acessibilidade. Todo o projeto, que tem prazo de conclusão até 2016, totaliza investimentos municipais da ordem de R$ 65,5 milhões.

Investimentos: geração de trabalho e renda no município

Investimentos como o Complexo Logístico e Industrial Farol/Barra do Furado, na divisa entre os municípios de Campos e Quissamã e o processo de expansão e modernização do Aeroporto Bartolomeu Lisandro, além de gerar trabalho e renda, também fazem parte do Plano de Mobilidade Urbana. Em outubro, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Wainer Teixeira, se reuniu na sede da Secretaria de Aviação Civil, em Brasília (DF), com o diretor de Outorgas, Ronei Saggioro, para tratar do assunto.

O novo sistema de transporte coletivo de Campos, que começará a operar até o fim deste ano, vai aquecer o mercado com a geração de cerca de 720 postos de emprego no setor, que hoje tem em torno de 1.800 trabalhadores, ou seja, 40% a mais em 12 empresas de ônibus. A previsão é do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Campos (Setranspas) e leva em conta o momento em que o sistema estiver operando totalmente. Segundo dados do Setranspas, cada ônibus em circulação gera em torno de seis postos de trabalho, entre motoristas, cobradores, manutenção e administração.

Financiamento - Em relação ao financiamento proporcionado pela prefeitura, através do Fundecam, para a aquisição de 100 ônibus novos pelos consórcios Planície, União e Empresa Rogil, o representante dos empresários destacou que a linha de crédito é bem vinda. "E chega num momento em que as empresas têm muitas dificuldades", revelou o presidente do Setranspas, José Maria Matias.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

E os drones chegaram... no trabalho

02/12/2014 - O Estado de SP

JOSÉ PASTORE

Em 28 de janeiro deste ano, publiquei nesta coluna um artigo que previa a entrada dos drones nos ambientes de trabalho em dois ou três anos. Errei redondamente. A imprensa noticia que empresas chinesas e americanas estão produzindo e vendendo drones em massa.

Os drones são aparelhos voadores não tripulados que até pouco tempo atrás eram usados apenas em operações de guerra. Hoje, os americanos vêm utilizando esses aparelhos para fiscalizar e patrulhar a fronteira com o México e, assim, identificar em tempo real quem tenta entrar ilegalmente nos EUA. Em vários países, os drones fazem fotografias de alta definição e mapas tridimensionais de regiões inóspitas e de difícil acesso. Eles têm sido usados também para detectar problemas de trânsito nas grandes cidades, mudanças climáticas, incêndios em florestas fechadas e riscos de manadas de animais a serem protegidos.

De igual utilidade é o seu uso para monitorar as atividades agrícolas - desde a preparação da terra até a colheita -, assim como para fazer sondagens de solo, água e florestas em áreas remotas a serem usadas em estudos do meio ambiente. Os drones são utilizados igualmente na produção de filmes e programas de televisão e também na construção civil, onde funcionam como inspetores de qualidade e de segurança de obras e, sobretudo, de trabalhadores. Com a possibilidade de fazer previsões mais acuradas de desastres ambientais (furacões, tsunamis, enchentes, etc.), os drones estão facilitando a implementação de operações de evacuação de comunidades atingidas, sem pôr em risco a vida humana.

Em suma, sem tripulantes, esses aparelhos são capazes de captar, fotografar e monitorar uma imensidão de atividades realizadas ao ar livre. Algumas empresas já começam a dar passos mais arrojados, como, por exemplo, a Amazon.com, que se prepara para fazer entregas de livros, CDs, DVDs e outros produtos leves por meio dos drones. Empresas de outros ramos estudam seguir o mesmo caminho.

Os produtores de drones sabem que têm pela frente um mercado promissor. Avançam nas inovações e reduzem os preços. Os aparelhos de 1 m2 estão sendo vendidos por US$ 1 mil cada um - equipados com câmeras fotográficas e filmadoras avançadas. É um preço muito baixo quando se considera o que tais aparelhos podem fazer.

Os negócios das empresas chinesas explodiram. A DJI Technology Co., por exemplo, começou a fabricar drones em 2011 com 90 funcionários e uma receita de US$ 4,2 milhões. Em 2013, operou com 1.240 funcionários e faturou US$ 130 milhões! Neste ano, está com 2.800 e não para de crescer (Empresa chinesa é líder mundial num novo segmento de consumo: drones, jornal Valor, 12/11/2014).

Tudo isso impacta o mundo do trabalho. Os drones que fiscalizam fronteiras e monitoram o trânsito substituem milhares de policiais. Os que observam incêndios substituem centenas de bombeiros. Os que monitoram a agricultura e a construção civil dispensam chefes e supervisores. Os que entregam mercadorias entram no lugar de motoristas e ajudantes.

Além de poderem trabalhar em áreas a que o ser humano não tem acesso, o uso de drones é uma resposta à falta de mão de obra e ao encarecimento do fator trabalho que se observa em toda parte, inclusive no Brasil.

Se, de um lado, esses artefatos substituem os trabalhadores, de outro, eles aumentam a produtividade do trabalho, a capacidade de investir das empresas e de gerar oportunidades de trabalho em outras áreas, em especial no setor de serviços. Num primeiro momento, são atividades que demandam trabalho pouco qualificado, mas, com o passar do tempo, exigirão um bom nível de capacitação. Novamente, a educação será fundamental para manter as pessoas trabalhando. Está aí mais um desafio para o nosso precário sistema de ensino.

José Pastore é professor da Universidade de São Paulo, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomércio-SP e membro da Academia Paulista de Letras