domingo, 16 de outubro de 2016

Ruínas de Cidade Romana no Interior Brasil

Fonte: Dossiê do manuscrito encontrado na Biblioteca Nacional-RJ

Desde pouco depois do descobrimento oficial do Brasil por Cabral, tem sido achado com freqüência muitas inscrições em rochas. A primeira delas que se tem notícia, foi achada em1598 no atual Estado da Paraíba, e o que mais chamou a atenção era que as inscrições continham muitas letras latinas e a partir daí, muito mais inscrições foram achadas no interior do Brasil, tendo sido uma constante a presença de letras latinas e gregas, muitas formavam palavras e a sucessão destas palavras formavam frases, também foram achadas cerâmicas em estilo greco-romano e a ainda moedas romanas cunhadas por volta de 200 a.C.

Em 1938 a Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro editou um livro intitulado “Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica” escrito por Bernardo Ramos, que passou 30 anos no interior do Brasil colhendo inscrições em rochas, sua obra consta de dois volumes em um total de 1000 páginas. A comissão que ficou encarregada pelo Instituto Histórico de Manaus de analisar a obra deu o seguinte parecer:

“Que as inscrições apresentavam entre outras, letras latinas e gregas e que a sucessão destas formavam palavras e estas em sucessão formavam frases, que as cerâmicas apresentadas pertenciam ao estilo grego e que foram reproduzidas por mão humana hábil”.

O parecer da comissão nos dá uma visão de uma possível existência em época remota de uma civilização clássica greco-romana no atual território brasileiro, mas não só inscrições, cerâmicas e moedas foram achadas no interior do Brasil, também foram encontradas muitas ruínas de antigas metrópoles romanas, a mais impressionante delas foi a achada em 1753 por um bandeirante no interior da Bahia.

Os bandeirantes encontravam-se buscando ouro e prata quando em um dado momento descobriram uma milenar cidade romana, os sertanistas atônitos a descreveram detalhadamente encaminharam seu relatório ao então vice- rei.

Tal manuscrito foi encontrado em 1838 arquivado na Biblioteca da Corte e publicado logo após na primeira revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, o IHGB, então recém-criado.

Muitas buscas foram feitas com o objetivo de se localizar a cidade, mas nenhuma logrou êxito.

Na época da descoberta, Portugal estava negociando o Tratado de Madrid no qual ficava estabelecido que quem provasse que estava de posse de terra seria seu legítimo dono.

Quando a Coroa Lusitânia soube do encontro com a velha cidade romana, tratou de imediato de ocultar o fato.

Até mesmo o comandante da Bandeira em seu manuscrito afirmava estar preocupado com a possibilidade de um companheiro denunciar a existência das ruínas e sugeria ao vice-rei que mandasse mais homens para remover todas as pedras.

O fato é que a Coroa Lusitânia nunca permitiu que qualquer informação sobre a descoberta de ruínas chegasse ao conhecimento do grande público, apagando-se então a história da colonização romana no Brasil.

O Império Romano em sua época de máxima expansão atingiu o Brasil atual graças a sua frota naval,e aqui se instalou com o objetivo de explorar as jazidas de ouro e prata, permanecendo em solo brasileiro até pouco antes da queda do império em 476 DC.

Existe um documento guardado no cofre da Biblioteca Nacional sob o nº 512, trata-se de um manuscrito confeccionado por volta de 1754 e encontrado em1838 pelo naturalista Manuel Ferreira Lagos arquivado na Livraria Pública da Corte, atual Biblioteca Nacional.

É o relatório da expedição que alcançou a velha cidade romana abandonada.

Infelizmente o relatório no início é avariado e não traz o nome do chefe da expedição.

Todos os historiadores que analisaram as bandeiras da época acreditam que este relatório possivelmente foi escrito por João da Silva Guimarães que na época era tenente-general, também conhecido como mestre-de-campo.

Contudo um outro sertanista que pôde tê-lo escrito é Antonio Lourenço da Costa, que em 1757 chegou a distrito diamantino de Tijuco em Minas Gerais e disse que passou 10 anos no interior, em uma bandeira e que esta tinha feito descobertas surpreendentes na Serra Dourada, Capitania de Goiás.

A Chegada dos Romanos ao Brasil

Segundo uma reconstituição dos fatos históricos, entre os povos da Antiguidade, três tiveram papel preponderante na história antiga do Brasil, foram os Tartessos, os Fenícios e os Romanos.

Em 1200 AC, os Fenícios fizeram uma aliança com os Tartessos com objetivos de exploração maritima e comercial.

Anos mais tarde, foram eles, os Fenícios, os primeiros a chegarem na costa brasileira e aqui resolveram fundar uma colônia, e daqui mandavam para sua terra natal grandes quantidades de ouro e prata.

Essa descoberta não passou despercebida pelo Império Romano, e a disputa pelo controle marítimo acirrou a disputa entre os dois povos, com os Fenícios fazendo de tudo para evitar a vinda dos romanos para a sua colônia.

Até 261 AC os navios romanos não eram páreos para os finicios, mas em uma jogada de mestre os filhos de Roma capturaram um navio inimigo e o aprimoraram e a partir dele formaram uma frota capaz de suplantar os rivais.

Com a derrota dos Fenícios para os Romanos na Europa, todos os documentos relativos à colônia além mar foram parar na mão do imperador de Roma, que determinou que fosse montada uma esquadra para se apoderar também dessa terra de onde os seus antigos inimigos extraiam ouro e prata.

Em 120 AC chega a costa brasileira a primeira esquadra romana e os fenicios que aqui se encontravam recuam sem condições de luta.

Suas primeiras cidades em solo brasileiro ficam localizadas nas proximidades dos grandes centros de mineração e extração de ouro e prata, as principais ficam localizadas na Chapada Diamantina na Bahia, na Serra do Caparaó, Serra do Cachimbo, Serra do Paraíma, todas nas proximidades de grandes áreas mineradoras.

Por volta de 300 d.C., as fronteiras do Império Romano começaram a ser atacadas.

Começa então o retorno das legiões romanas a Europa, por volta de 450 d.C. quase todos os romanos deixam o Brasil, preocupados em defender a própria Roma e em 476 d.C. o Império é destruído.

As colônias do Brasil ficam quase desertas permanecendo apenas mulheres e crianças e alguns líderes religiosos. Começa a ocorrer com o Brasil o mesmo que ocorre com as colônias romanas na Inglaterra, o isolamento a aculturação e a regressão as antigas culturas greco-romanas.

Por que todos nós somos privados dessas informações?

Por que somos iludidos, quando pequenos, na escola, com a história de que COLOMBO descobriu a América e Cabral o Brasil?

O que aconteceu com os romanos e fenicios que aqui ficaram?

E os seus descendentes?

Depois contaremos tb essa história, que nos é ocultada.

Fatos e Dados Comprovados

1°. – A que estilo pertencem os monumentos apresentados?
Ao estilo romano

2°. – Qual o período destes estilos?
De 50 a.C. a 400 d.C.

3°. – A que povo e a que época pertence a moeda encontrada?
Ao povo romano, cunhada entre 260 a 300 d.C.

4°. – A que estilo e povo pertencem as letras copiadas?
Ao estilo greco-ptolomáico e pertencem ao império romano

5°. – A que religião e época pertencem os símbolos religiosos achados?
Pertencem ao início da religião católica

A Busca da Cidade Abandonada

Ao tomar conhecimento do documento o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, incumbiu seu representante na Bahia, o cônego Benigno José de Carvalho e Cunha de localizar a cidade encontrada em 1753.

Contudo a expedição foi acometida por uma doença que assola a região e não completou o seu objetivo, Benigno teve a mesma sorte que Gabriel Soares e seu irmão tivera anteriormente, faleceu em virtude da doença adquirida.

Benigno escreveu várias cartas, contudo só foram encontradas cinco. Afirmava ele em suas cartas que tinha localizado a cidade abandonada, mas que não tinha meios de chegar até lá em virtude da doença contraída e dos perigos existentes na região, isto em 1845.

Em 1848, o Major do exército Manoel Rodrigues de Oliveira, acusou Benigno de haver deliberadamente escondido a localização da cidade e só andar em lugares opostos onde o manuscrito indicava e que Benigno tinha na realidade o propósito de se apossar do ouro e da prata existente no local.

Declarou ainda que tinha encontrado ruínas semelhantes em uma fazenda denominada Provisão a 150 km da Vila Camamu, e que as mesmas tinham fragmentos de louças finas, ruas e casas e que lá também tinham achado moedas com cunho romano e deu como testemunha o Senhor Cypriano Antonio Gusmão, juiz da Vila Belmonte.

Realmente, segundo informações da SUDENE, existe uma fazenda chamada Provisão no local indicado por Manuel Rodrigues em 1848 e que lá em qualquer lugar que se cave encontra-se fragmentos de louças e utensílios em geral de uso comum na antiguidade e fora de uso a mais de 1500 anos.

Possivelmente este local às margens do Rio de Contas, pertencente hoje ao município de Jequié na Bahia foi na época da colonização romana uma estação de parada entre a grande cidade e o porto situado onde é hoje a cidade de Belmonte, próximo a Porto Seguro.

É interessante frisar que Camamu em Tupi significa, lugar onde se guarda ou conserta barcos, seria o que chamamos hoje de porto.

Ainda no século XIX, em 1840 chegou à Bahia a fragata dinamarquesa Bellone, com os tenentes Suenson, Schultz e o botânico Kruger, encarregados de examinarem estas ruínas, mas não chegaram até ela.

O fato é que o descaso e a incúria das autoridades da época transtornou e impediu as buscas de tal forma que não se localizou a tal cidade apesar dos fortes indícios de sua localização, até mesmo o IHGB abandonou inexplicavelmente Benigno no meio do caminho colocando em perigo toda a expedição.

Há de se lamentar o descaso e abandono que o IHGB, órgão mantido pelo próprio Imperador D. Pedro II, abandonasse Benigno em sua missão.

Além desta tentativa de Benigno na Chapada Diamantina, nenhuma outra foi oficialmente realizada, ficando apenas casos de tentativas isoladas.

Impressiona a incúria e o descaso dos representantes dos órgãos científicos e das autoridades pelo patrimônio histórico-arqueológico do Brasil.

As tentativas posteriores ficaram por conta de estrangeiros tendo as autoridades brasileiras colocado toda sorte de obstáculos e recusando-se terminantemente a voltar a comentar o assunto.

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