domingo, 25 de junho de 2017

Prefeitura de Niterói inicia a desapropriação de 35 imóveis no Centro

24/06/2017 - O Globo

Objetivo é eliminar o gargalo no trânsito à saída do mergulhão; governo pagará R$ 11,8 milhões em indenizações
   
POR LEONARDO SODRÉ 

Maior parte das desapropriações que serão feitas na Avenida Marquês do Paraná são de imóveis localizados próximo a esquina com a Rua Dr Celestino - Analice Paron / Agência O Globo

NITERÓI - A prefeitura anunciou que vai desapropriar 35 imóveis no entorno do mergulhão para o alargamento da Avenida Marquês do Paraná no trecho da Rua Doutor Celestino até o condomínio no número 360, ao lado do Clube Rio Cricket, no sentido Icaraí. Os decretos, que declaram de utilidade pública uma área de 2.100 metros quadrados, foram assinados pelo prefeito Rodrigo Neves quarta-feira. Ele afirma que pretende pagar R$ 11,8 milhões em indenizações para construir mais uma faixa de rolamento no local, requalificar as calçadas e implantar uma ciclovia ligando as avenidas Amaral Peixoto e Roberto Silveira. 

A verba é parte dos R$ 14 milhões que serão pagos, via outorga onerosa, por investidores imobiliários que planejam erguer um shopping no terreno onde atualmente funcionam uma filial da rede Hortifruti, uma loja de autopeças, uma marmoraria e um estacionamento.

As intervenções no local devem começar a partir de setembro, após o fim das obras do mergulhão da Praça Renascença, mas não têm data para terminar. A prefeitura não estipula prazos devido às negociações com os proprietários dos 35 imóveis, a maior parte concentrada próximo à esquina com a Rua Doutor Celestino. 

Na semana que vem, a Secretaria de Fazenda começará as negociações: alguns donos perderão parte de seus terrenos; e outros, toda a área. Cinco decretos serão publicados na edição do Diário Oficial de hoje, dez, amanhã; e os 20 restantes, no decorrer da semana que vem. As indenizações devem seguir o valor de mercado para a área central da cidade, atualmente estimado em R$ 5.600 o metro quadrado, de acordo com o Índice FipeZap de maio. Essa será a primeira intervenção em via pública feita no âmbito do projeto da Operação Urbana Consorciada (OUC) do Centro, lançado em 2013 pela prefeitura.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/prefeitura-de-niteroi-inicia-desapropriacao-de-35-imoveis-no-centro-21511222#ixzz4l3f16qA7 
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terça-feira, 20 de junho de 2017

MULTI Open Shopping deve gerar dois mil empregos na região Sul da Ilha

19/06/2017 - Notícias do Dia

Janine Alves

A estimativa é que o empreendimento gere cerca de dois mil empregos diretos

Com a confirmação da comercialização de todas as 155 salas dos Offices do MULTI Open Shopping, a estimativa é de que o empreendimento no Rio Tavares, em Florianópolis, gere cerca de dois mil empregos diretos. Os offices vão receber profissionais liberais de diversas áreas e empresas de tecnologia.            

Com  previsão de inauguração para setembro de 2017, o MULTI Open Shopping tem potencial para movimentar a economia da região, garantir e proporcionar um fluxo maior de pessoas no novo espaço de convivência do Sul da Ilha de Santa Catarina.

O empreendimento será o primeiro open shopping da região, se tornando destino de gastronomia, lazer, cultura e serviços, em seu mix variado no térreo com aproximado 30 lojas, também terá a primeira sala de cinema da região, com 98 lugares, mais de 150 offices, em três blocos, e um Centro de Convenções no terraço com vista privilegiada da praia do Novo Campeche.

Agora empresários e profissionais da região que desejam oferecer serviços e desfrutar de um ambiente de convivência profissional e de lazer, seguro e perto de casa, podem alugar as salas disponíveis para locação. As imobiliárias responsáveis pela locação são Buzz + Brognoli e UNIK . 

Com a confirmação de todos os offices comercializados, o empreendimento que tem investimento na ordem de R$ 33 milhões, já alavanca a economia local, com a geração de emprego e renda na região, bem como se posiciona como um empreendimento de sucesso.

sábado, 17 de junho de 2017

Prefeitura recebe projeto para construção de shopping em Araguari

16/06/2017 - G1 Triângulo Mineiro

Empresa MAP Mall deve começar a terraplanagem da área em 60 dias. Operação do shopping deve oferecer 800 empregos diretos.

Por Karla Pereira

Projeto do Strip Mall foi enrtregue esta semana (Foto: MAP Mall/Divulgação)
Projeto do Strip Mall foi enrtregue esta semana (Foto: MAP Mall/Divulgação) 

Araguari receberá em breve o primeiro shopping da cidade. Foi entregue nesta semana ao prefeito Marcos Coelho o projeto do Strip Mall, que será construído em um terreno de 22.000 m², na Avenida Coronel Teodolino Pereira de Araújo. Após receber a licença para início da obra, a MAP Mall, empresa de gestão de corporação de shoppings, deverá iniciar as obras de terraplanagem em 60 dias. O investimento gira em torno de R$ 60 milhões.

Segundo o empresário Márcio Malamud, do MAP Mall, o projeto foi protocolado junto ao prefeito e secretários para que sejam seguidos os trâmites de aprovação e, em seguida, iniciada a obra com a terraplanagem. “O acerto do terreno a ser feito é muito grande. Em seguida será fechado um cronograma de obras que também será apresentado para aprovação, determinando as datas de início, término e entrega das lojas”, disse Malamud.

Enquanto isso, estão sendo comercializadas lojas de Araguari, Uberlândia e São Paulo para o shopping. “Temos muitas reservas confirmadas entre interessados locais, de São Paulo e de Uberlândia, aproximadamente 50% a 60% de interessados já estão certos”, acrescentou Márcio Malamud, explicando ainda que o projeto permite crescer em até 60% em capacidade, ou seja, a medida que necessitar, o empreendimento comporta esse crescimento”, acrescentou o empresário.

Márcio Malamud ainda ressalta que para a construção, 100% da mão de obra será de Araguari. Ele disse também que durante a operação do shopping serão oferecidos 800 empregos diretos do município.

Operação de shopping deve oferecer 800 empregos diretos (Foto: MAP Mall/Divulgação)
Operação de shopping deve oferecer 800 empregos diretos (Foto: MAP Mall/Divulgação) 

Prefeito em exercício vistoria obras da Ponte e de requalificação da Avenida Beira Rio

16/06/2017 - Prefeitura de João Pessoa

Por Flávio Asevêdo 


O prefeito em exercício de João Pessoa, Manoel Junior, vistoriou, na manhã desta sexta-feira (16), as obras de requalificação da Avenida Beira Rio e da Ponte sobre o Rio Jaguaribe, nas proximidades da rotatória do Altiplano. As ações da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), que tornarão a avenida na mais completa do ponto de vista da mobilidade urbana, por contemplar pedestres, ciclistas e transporte público, somam um investimento de mais de R$ 12,7 milhões e estarão totalmente concluídas até março do próximo ano.

Manoel Junior iniciou a vistoria verificando o andamento das obras da requalificação das calçadas que estão sendo totalmente padronizadas com piso intertravado. Para este trabalho, foi desenvolvido um projeto envolvendo técnicos, professores universitários, ciclistas e a sociedade, considerando todo o levantamento detalhado da área, com registro fotográfico, topográfico e presencial. Esse trabalho respeita o meio ambiente, com a arborização da via, iluminação e as normas da ABNT quanto à acessibilidade.

Em outro trecho da avenida, Manoel Junior acompanhou o andamento da obra das ciclovias, que segue mais adiantado. O projeto de requalificação atinge toda a avenida, desde o início da Beira Rio, nas proximidades da Igreja Batista, até a chegada à orla de Cabo Branco. De acordo com o secretário de Infraestrutura, Cássio Andrade, toda a obra de requalificação representa um investimento de R$ 6,7 milhões e deve ser concluída até dezembro.

“A gestão do prefeito Luciano Cartaxo está fazendo uma grande obra na Avenida Beira Rio, contemplando todos aqueles que utilizam a avenida, desde o pedestre, até os ciclistas e quem utiliza seu veículo próprio ou transporte coletivo. Esta será a avenida mais completa da Capital e servirá de modelo para todas as demais intervenções de mobilidade. Seguindo a determinação do prefeito, estamos vistoriando a obra e verificamos que elas seguem dentro do planejado e a entrega seguirá o cronograma previsto”, afirmou Manoel Junior.

A Ponte sobre o Rio Jaguaribe, outra obra da PMJP, faz parte do conjunto de intervenções que resolverão definitivamente os problemas de alagamento e de fluidez do trânsito nas proximidades do acesso para o bairro do Altiplano. Ela se integrará às obras de requalificação da avenida e irá melhorar a mobilidade urbana da região. Orçada em R$ 6 milhões, sua terceira etapa deve ser concluída em março do próximo ano. A ponte consiste em um elevado no nível da pista em cerca de dois metros e meio, acabando de vez com o risco de o nível do rio subir mais que a altura da ponte, dando fim aos alagamentos que inviabilizavam totalmente o trânsito nos períodos chuvosos, pois a via se constituía apenas de uma pista sobre um bueiro.

Dentre as intervenções com foco na mobilidade urbana na Avenida Beira Rio para melhorar a fluidez do trânsito e resolver problemas históricos, primeiro foi feita a duplicação da Avenida Panorâmica, no Altiplano, o acesso da Avenida Epitácio Pessoa à Beira Rio através da Rua do Capim, e o desassoreamento do rio.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Fatma emite licença prévia para terminal marítimo de passageiros da Grande Florianópolis

12/06/2017 - Notícias do Dia

O empreendimento será construído no aterro da baía Sul e contará com um investimento de R$ 8,5 milhões

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS 

O primeiro passo para a implantação do transporte marítimo na Grande Florianópolis foi dado nesta segunda-feira (12). A Fatma (Fundação Estadual do Meio Ambiente) emitiu ao Deter (Departamento de Transportes e Terminais) a LAP (Licença Ambiental Prévia) do terminal marítimo de passageiros intermunicipal da Grande Florianópolis.

“O documento atesta a viabilidade ambiental do empreendimento e é a primeira de três licenças, conforme prevê a legislação. Com isso, o Deter pode dar andamento ao projeto que é tão esperado para a região”, disse o presidente da Fatma, Alexandre Waltrick.

Conforme a licença, o empreendimento será construído pelo Deter em uma área de 8.000 m², no aterro da baía Sul, entre a passarela Nego Quirido e o CentroSul. O investimento estimado é de R$ 8,5 milhões, que inclui a construção do terminal, obras de dragagem e duas embarcações. Segundo o presidente do Deter, Fúlvio Rosar Neto, depois da conclusão do terminal será aberta uma licitação para escolha da empresa que irá operar o transporte marítimo na região.

O local a ser dragado é o acesso até o terminal que deverá ter 2,60 metros de profundidade, 260 metros de comprimento e 80 metros de largura. “É um empreendimento esperado há anos por toda a região e que vai contribuir muito para a mobilidade urbana. Agora poderemos autorizar alguns estudos complementares e outros detalhes para licitar”, afirmou Rosar Neto.

“O transporte marítimo tem um grande potencial na região. Foi dado um passo significativo para desenvolver novas opções de transporte coletivo”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura, Luiz Fernando Cardoso. Também acompanharam o encontro o diretor de Transportes da Secretaria de Infraestrutura, José Carlos Müller Filho, e o gerente de Transportes Aquaviários, Mané Ferrari.

Somente após a apresentação do projeto executivo na Fatma é que os técnicos poderão avaliar a viabilidade da emissão das próximas duas licenças. O documento tem validade de 24 meses.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Grupo anuncia investimento de R$ 130 milhões em construção de Shopping em Araguaína

13/06/2017 - JM Notícia

O Araguaína Park Shopping contará com dois pisos, 41 mil metros quadrados de área construída, estacionamento para 1.700 veículos, 110 lojas, seis salas de cinema no formato multiplex stadium e geração de 1.500 empregos diretos e três mil indiretos.

Grupo anuncia investimento de R$ 130 milhões em construção de Shopping em Araguaína
O anúncio foi feito durante coletiva na tarde da última sexta-feira, 9 de junho, em Araguaína -TO, região norte do Tocantins, para a imprensa, representantes de entidades civis, como a Associação Comercial e Industrial de Araguaína, e cidadãos interessados no empreendimento.

O proprietário do Grupo Saudibras, novo gestor da construção do shopping, Obeid Wahib Said Binzagr, afirmou que, até maio de 2018, as obras do Araguaína Park Shopping devem ser retomadas com recursos próprios e de investidores, somando o valor de aproximadamente 130 milhões de reais.


Na ocasião, Obeid ressaltou que, do montante total, quase 25 milhões de reais já foram investidos na parte de fundação, drenagem e terraplanagem. Além do recurso, o empresário assegura a experiência técnica para a construção do empreendimento e o interesse das lojas âncoras.

“O período até a retomada das obras é necessário para cumprir toda a parte burocrática, como atualização dos projetos, orçamentos, licenças e alvarás a nível municipal, estadual e federal. Após isso, a obra do Shopping será reiniciada com recurso garantido”, informou Obeid.

A partir do retomada, o prazo médio para conclusão do shopping será de 24 a 30 meses. “A gente entende que, há tempos, Araguaína tem o potencial para receber um varejo diferenciado”, pontuou o empresário.

O Araguaína Park Shopping contará com dois pisos, 41 mil metros quadrados de área construída, estacionamento para 1.700 veículos, 110 lojas, seis salas de cinema no formato multiplex stadium e geração de 1.500 empregos diretos e três mil indiretos.

Parceria forte

O Grupo Saudibras conta com a sociedade da Nacional Shopping, empresa com expertise em planejamento estratégico de shoppings, prospecção e relacionamento de lojas âncoras e franquias, e administração de empreendimentos desse porte. A empresa tem presença em grandes empreendimentos em todo o país.

“Um dos motivos da coletiva é anunciar o interesse das âncoras como Riachuelo, Renner, Cinemark, que são responsáveis pela movimentação maciça de qualquer shopping no Brasil”, comentou Obeid.

Além das âncoras citadas, Avenida e Planet Park também confirmaram interesse no Araguaína Park Shopping.

Nova gestão

A Saudibras assumiu a gestão do empreendimento há cerca de seis meses. “Essa obra só tem um caminho a seguir: para frente. E o projeto do shopping será diferenciado, porque Araguaína é uma cidade diferenciada e isso agrada a todos: aos cidadãos araguainenses, aos comerciantes parceiros locais, às lojas âncoras e franquias e aos investidores”, completou Obeid.

Linha de crédito

Sobre as dúvidas referentes ao financiamento buscado junto ao Banco da Amazônia, Obeid esclareceu que o crédito foi solicitado e está em andamento.

“Essa parceria é estratégica e será útil para alavancar outros empreendimentos. É sempre bom ter uma Instituição financeira para nos fiscalizar, auditar, além do compromisso mútuo de desenvolvimento regional social e econômico. Mas a estratégia para esse empreendimento mudou, já contamos com os recursos necessários para o Araguaína Park Shopping”, informou.

O gerente de Vendas do grupo, André Simonassi, acrescentou que os trâmites internos dentro do banco já acontecem há pelo menos seis meses. “Por se tratar de recursos públicos, as análises financeiras e exigências documentais são grandes e por isso leva tempo até a aprovação final do financiamento. Por isso não há ainda informações concretas sobre a linha de crédito. Mas estamos nos adequando às solicitações e estamos tranquilos quanto a isso”.

Andamento da obra

No fim da coletiva, os participantes foram convidados a visitar o canteiro de obras do Araguaína Park Shopping. No local, mais de 78% das estacas já estão instaladas, assim como as lajes, já assentadas. No total, quase R$ 25 milhões foram investidos nesta primeira etapa.

Grupo Saudibras

A empresa, de origem saudita, tem 120 anos de história e atuação em diversos segmentos em três continentes. No Tocantins, a Saudibras atua há 40 anos, principalmente nos ramos agropecuário, imobiliário, construção civil e, recentemente, energia renovável.

Em Araguaína, os trabalhos começaram em 2011, por meio do Loteamento Lago Sul. “Nos últimos cinco anos, investimos mais de 200 milhões de reais no Tocantins com recursos próprios ou de investidores parceiros. Diante disso, tranquilizamos a população quanto às nossas intenções com a economia da cidade, pois nosso grande compromisso com a cidade é investir neste shopping”, garantiu Obeid.

domingo, 11 de junho de 2017

Entidades do setor produtivo elaboram novo plano de mobilidade urbana para Manaus

11/06/2017 - A Crítica

Diante da dificuldade da prefeitura em implantar o PlanMob, documento sugere ações de curto a longo prazo

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Plano do setor produtivo sugere novas obras de infraestrutura viária na cidade. Foto: Winnetou Almeida

Priorizar as ações de infraestrutura para o transporte motorizado e não motorizado, bem como o transporte de cargas voltado ao Distrito Industrial, que tornem Manaus uma cidade mais humanizada e competitiva. Essa proposta faz parte das “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus”, um documento elaborado sob a coordenação técnica das entidades do setor produtivo e entregue ao poder público municipal, no último dia 25, pelo Comitê Cidadão - uma coalizão da sociedade amazonense organizada em defesa dos direitos civis.

O Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob), concluído pela prefeitura há um ano e meio, mas até hoje não colocado em prática, não atende todas as áreas da cidade e tampouco é ambicioso, apontou um dos coordenadores do projeto do setor produtivo Augusto Rocha.

 A maior crítica do documento elaborado pelo setor produtivo é que o projeto não considera que a capital amazonense é uma cidade industrial: ao contrário, restringe a movimentação de cargas pelas vias públicas, o que aumenta o custo e reduz a competitividade da indústria, prejudicando os novos investimentos.


Propostas

Dentre as propostas feitas no documento para o transporte de cargas e Distrito Industrial, levando em conta que grande parte das receitas de Manaus vem do Polo Industrial (PIM), estão: a criação de um anel viário com o propósito de reduzir o tempo de deslocamento nos extremos da cidade, tal qual adotado em diversas cidades do mundo; a permissão para trafegar nas vias com faixas exclusivas fora do horário de exclusividade para ônibus; e zonas de carga e descarga, rotas alternativas dos postos.

Para o transporte motorizado, o projeto contempla a implantação dos sistemas BRT (Bus Rapid Transit) e BRS (Bus Rapid System), conectando áreas de grande densidade populacional a polos geradores de viagem, como shoppings centers e aeroporto. No BRT, os ônibus do transporte público têm corredores exclusivos, já no BRS têm faixas exclusivas. No Centro, a proposta é a criação de VLP (veículo leve sobre pneus) e de uma rede aquaviária para auxiliar o transporte rodoviário.

Augusto Rocha ressalta que a quantidade de terminais de integração tem que ser maior, de  forma que as pessoas possam utilizar o sistema de transporte como se fosse um metrô. “É preciso criar linhas coletoras que deixem as pessoas num determinado ponto e de lá seguir em outra. Não há necessidade de termos 35 linhas passando pela Constantino Nery. Desse jeito vamos desafogar o trânsito e diminuir o tempo de viagem”.

Humanizar é a meta

Rocha enfatiza que a cidade é para as pessoas, portanto, acima de tudo, devem ser priorizadas as ações do transporte não motorizado, com a implantação de pista de caminhada, ciclovias, playgrounds, campos e quadras esportivas, além de academia ao ar-livre em várias partes da cidade. “Temos que construir uma cidade mais humana e incentivar o transporte não motorizado porque traz melhoria de qualidade de vida das pessoas, mas para isso temos que oferecer estrutura”.

Parceria

O plano “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus” foi desenvolvido por engenheiros da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Centro das Indústrias do Amazonas (Cieam), Federação da Agricultura do Amazonas (Faea), Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), Conselho Regional de Arquitetura (Crea-AM), além do Sinduscon-AM, CAU/AM, Corecon-AM, Cremam, Setcam, Comitê Cidadão, Sifretam, Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas.

Entidades parceiras

 O coordenador-geral do Comitê Cidadão, Stanley Braga, classificou a elaboração das “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus” como um marco, representando que os atores resolveram assumir seu protagonismo cidadão ao ofertar, sem custo para a Prefeitura de Manaus, um projeto bem feito e tecnicamente respaldado. “O plano é da própria sociedade, que reuniu alguns autores para contribuir com a sua visão, necessidade e voluntariado para termos uma cidade melhor. Quem ganha somos todos nós”, apontou.

Propostas devem ser avaliadas e podem ser absorvidas pela PMM

O plano de mobilidade urbana elaborado pelo setor produtivo foi entregue ao diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Cláudio Guenka. Ele afirmou que, até a próxima quarta-feira, finalizará a análise do documento e levará as considerações para serem submetidas aos órgãos de trânsito e ao próprio prefeito e vice-prefeito Artur Virgílio Neto e Marcos Rota, respectivamente.

Guenka adiantou que a contribuições que estão sendo analisadas derivam justamente do Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob), aprovado no fim de 2015, e beneficiam a população em geral, não apenas a classe empresarial. “A viabilidade das propostas serem adotadas pela prefeitura é grande, até porque tem algumas nas quais temos interesse e outras foram implantadas na administração atual”, revelou.

Contudo, o diretor-presidente do Implurb ressaltou que o projeto precisa passar por uma avaliação particular pelo chefe do Executivo Municipal. “Especialmente as propostas de médio e longo prazo. Estamos implantando o planejamento estratégico para 2030 e essas contribuições são importantíssimas e, se for o caso, pode haver a inserção dessas propostas nesse planejamento”, observou.

Cláudio Guenka garante finalizar a análise do documento antes do feriado (dia 15) e prevê que até o fim do mês a administração municipal dê um retorno ao setor produtivo. “Desde já digo que é um documento interessante e bastante técnico. Nós gostaríamos de tempo para analisá-lo para responder um ‘sim’ de forma responsável ou um ‘não’ embasado  tecnicamente em algo que a gente possa adequar e buscar uma solução em conjunto. Esse ‘não’ não será definitivo”, evidenciou.

Para ele, essa vontade do setor produtivo em querer ajudar a prefeitura a tornar Manaus uma cidade melhor para a população é fundamental para a concretização do projeto. “Queremos buscar as alternativas em conjunto com essas entidades que representam a sociedade porque, sozinha, a prefeitura não consegue nada. O envolvimento de quem conhece o assunto é importante para fazermos essas implantações”, afirmou.


Problemas causam prejuízos à industria 

A frota de veículos que buscam e levam em casa os trabalhadores da indústria, em Manaus, é quase o dobro da frota de coletivos municipais. E o transporte dos funcionários do setor produtivo é muito lenta e custosa devido ao problema de mobilidade urbana da cidade, apontou Augusto Rocha, que integra a Coordenadoria de Sistema de Transporte e Logística do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Foi pensando em ajudar a solucionar estes problemas que o projeto “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus” foi desenvolvido.

Passou-se quase um ano entre as primeiras conversas das entidades do setor produtivo e a finalização do projeto, revelou Rocha. “Em vez de apontar problemas nos reunimos para apresentar uma solução que leve a uma maior competitividade de Manaus e a melhoria da qualidade de vidas das pessoas nesse reconhecimento de que a cidade é industrial”, disse.

Na avaliação dele, o Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob) foi feito no momento em que existia uma legislação que obrigava a definição de um prazo para sua elaboração e, talvez, a prefeitura não tenha tido tempo suficiente para refletir sobre o assunto. “Apresentou um plano de mobilidade muito interessante, apontando o que tinha que ser feito emergencialmente, mas não conseguiu incluiu a indústria, a movimentação de cargas, entre outras questões”, analisou.

Conforme Rocha, as “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus” foram criadas com base no PlanMob,que na avaliação dele tem “convergência de filosofia”, mas sua forma não é a mesma. Ele classifica o projeto como sendo o “próximo passo” a ser dado, agora que a cidade tem um plano de mobilidade. “Esperamos que esse próximo passo seja dado em conjunto com a sociedade”.